| Ofensiva em Gaza ou rumo ao Gás? Por Fabio de Oliveira Ribeiro 17/11/2012 às 19:31 O que a imprensa não diz sobre o conflito israelense/palestino. Desde que foi criado, Israel ocupou sistematicamente territórios palestinos na Cisjordânia. Os minúsculos encraves palestinos que restaram na região não oferecem mais qualquer perigo para os israelenses. Mesmo assim Israel mantém barreiras de controle e seus soldados brutalizam sistematicamente a população. Outra maneira de estimular os palestinos a irem embora é limitar o acesso deles a água, comprometendo a agricultura ou qualquer atividade industrial não controlada por israelenses (que tem privilégios, acesso a mais água e podem perfurar poços mais profundos). Do outro lado, há Gaza. Território minúsculo e superpovoado, Gaza aparentemente não tem nada a oferecer a Israel. Não tem mesmo? No litoral de Gaza há consideráveis reservas de gás natural http://resistir.info/chossudovsky/guerra_e_gn_p.html . Israel quer explorar esta riqueza, mas não pode fazer isto pois os palestinos se recusam a permitir a exploração daquilo que é deles. Além disto, o gás palestino teria que ser levado até as cidades israelenses famintas por energia o que nos faz crer que os dutos teriam que atravessar o território controlado pelo Hamas. Israel, por razões obvias, não que dividir os lucros da exploração deste gás com os palestinos - o governo israelense, aliás, afirma sempre que o gás pertence a Israel e não aos palestinos - nem tampouco pagar para instalar dutos em Gaza. Isto explica esta nova ofensiva militar, especialmente agora que o Egito não quer mais vender gás subfaturado para Israel. Esta guerra não tem qualquer motivação humanitária, Gaza não representa e nunca representou um perigo militar para Israel. Ao contrario dos israelenses, os palestinos não tem tanques de guerra, não tem jatos e helicópteros militares modernos. Nem mesmo peças de artilharia fixa os palestinos tem em seu modesto arsenal. Os foguetinhos caseiros usados pelo Hamas são brinquedinhos se comparados aos moderníssimos mísseis usados por Israel. Israel diz que se defende de terroristas, mas ataca sistemática e brutalmente os palestinos. De um lado para roubar suas terras e privá-los de água. Do outro para tentar roubar o gás que há o litoral de Gaza. Estes são os fatos, o resto é ideologia sionista divulgada pela imprensa.
Email:: sithan@ig.com.br >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Agora,sem medo de que o forte lobby israelense nos EUA (AIPAC) possa tumultuar sua reeleição, Obama poderia dar um ultimato a Israel para que viesse a negociar de forma séria com os palestinos.
Obama tem um compromisso pessoal com a resolução da questão palestina, e sua origem étnica tem relação com este compromisso. Também, Obama DETESTA o Premier israelense, Netanyahu, o qual costuma qualificar como mau-caráter, mentiroso e insuportável. Durante o primeiro mandato de Obama na Casa Branca, áudios dando conta do total desprezo que Obama tem por Netanyahu "vazaram" para a imprensa.
Portanto, os ataques de Israel contra os palestinos, logo após a reeleição de Obama, são um desafio ao mandatário estadunidense. Confiando no lobby da AIPAC, Netanyahu sempre desdenhou de quaisquer reações vindas das Casa Branca aos seus crimes. Porém, desafiar um Obama que agora está de mãos desamarradas é arrogante e irresponsável.
Sem o dinheiro do governo dos EUA e do lobby da AIPAC, Israel iria a falência rapidamente. Cortar a ajuda estatal (cerca de US$10 bilhões anuais) e investigar o dinheiro da AIPAC (muita "lavagem de dinheiro" nas transações...) que vai para Israel poderia interromper o fluxo de dólares para os israelenses.
O teste desta semana poderá custar muito caro a Netanyahu!  | Duvido muito que Obama possa inverter a lógica do funcionamento da máquina de guerra norte-americana. Apoiar o Hamas significaria ficar ao lado do Irã, cujo petróleo os gringos (aqueles que dão as cartas nos EUA) querem tanto controlar quanto Israel deseja controlar o gás palestino.
O arranjo político que permitiu a sobrevivência da monarquia inglesa foi impedir que o Rei ou Rainha governasse. A família real da Inglaterra teve que se limitar a vida privada e ao entretenimento para seguir existindo. Nos EUA está ocorrendo algo semelhante.. Pentágono e CIA planejam políticas de longo prazo e as mesmas vão sendo executadas à revelia do Presidente. Na gringolandia a Presidência se tornou decorativa e isto explica satisfatoriamente porque ela pode ser ocupada por atores, negros, mulheres, gays, asiáticos... não necessariamente nesta ordem. A eleição norte-americana é um show e nós vimos isto há bem pouco tempo.
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