Foram cerca de 400 tratores, batucadas e orquestras, exército de palhaços e centenas de Banderas com o símbolo contra o aeroporto. 1001 lemas e cartazes que atravessaram os campos.

Por toda a tarde, tod@s se empenharam em construir a sala coletiva, cozinha, os blocos sanitários e várias outras instalações que estão quase terminadas.

Essa grande mobilização testemunhou, uma vez mais, o fracasso das tentativas de divisão e reforça a determinação de todas e todos para lutar contra a construção deste aeroporto, e também contra todos os projetos que se inscrevem nesta mesma lógica. A força coletiva, que exala este momento, confirma que a luta não vai parar aqui. A partir de amanhã e nas seguintes semanas, as obras e conversas vão seguir. Faremos de tudo para impedir o avanço das obras do aeroporto.

A recuperação da ZAD começou! Não se fará o aeroporto!

Reconstruir juntos para resistir juntos!

A mobilização de centenas de policiais, há três semanas, não foi suficiente para esvaziar a zona ameaçada. Com esta manifestação de reocupação, marcamos ainda com mais força que não deixaremos este campo. Se trata de construir juntos e o mais rápido possível um espaço de organização e de luta. Queremos fazer disso novos edifícios coletivos, um lugar de encontro para @s oponentes, um ponto de saída para novas ocupações, uma antena para organizar a resistência às obras que virão.

O terreno em que se realizada a reconstrução foi emprestado por um agricultor em processo de expropriação. Esta eleição marca a solidariedad e a ação comuna entre @s agricultor@s, habitantes ?históric@s? da zona, e @s ocupantes que chegaram nestes últimos anos. Em paralelo a essa grande reconstrução, novas cabanas e espaços de vida se edificam agora nos terrenos ocupados, propriedade da empreza VINCI.

Não se trata de uma simples manifestação, mas de uma ação coletiva sobre uma temporalidade muito maior. Convidamos tod@s @s participantes para que fiquem neste fim de semana, e até mais... voltem com regularidade nas próximas semanas para, entre outras coisas, impedir as próximas tentativas de despejo.

Outras reconstruções sobre as terras ameaçadas vão seguir durante as semanas que vem. VINCI e a Prefeitura anunciaram que querem destruir o bosque de Rohanne em dezembro, para começas as obras, durante o inverno, de conexão com a estrada. Nos organizaremos aqui com aquel@s que vieram para manifestar hoje, a fim de impedir essas obras.

Contra o aeroporto e o seu mundo

Nesta luta contra o aeroporto, não podemos reduzir às metas de preservação do meio ambiente e do perigo climático. Este projeto lança luz sobre o modo em que os ?cimenteiros? (faz referência às empreiteras) e ?decididores? (os políticos) sonham em re-ordenar cada metro quadrado de território numa estrita lógica de controle e rentabilidade, em nome do crescimento e do progresso. Nossas vidas e laços se unem, seja em Notre-Dame des Landes ou em outras partes, e não entram nos seus critérios, escapam as suas taxas de lucros. Os ?cementeiros? esmagam existências inteiras, enquanto os ?decididores? supervisionam a manutenção da ilusão de uma participação democrática. A reutilização desses métodos é de fato um elemento maior na adesão de tanta gente simpatizante com esta luta O rechaço que expressa hoje simboliza a oposição a todos esses outros projetos impostos, seja na França, seja em outros lados.

A pílula que tentam fazer a gente digerir sem escrúpulos com a construção deste aeroporto é a do capitalismo verde. Num mesmo salto se gratifica o aeroporto de ter alta qualidade ambiental, e a metrópole nantesa (Nantes) e sua megalomania voraz, aspira ser a capital verde em 2013. Camponeses sem terra ou humildes habitantes dos povos vizinhos: se trata de lutar contra a acumulação das terras agrícolas e a privatização do comum. Queremos preservar nossos campos e nossos bosques para que possamos viver, plantar e caminhar, e nos oporemos a qualquer novo deserto de cimento ou dedicado a agricultura industrial.zad 2

Quem organiza essa manifestação?

O chamado a reocupar a zona no caso do despejo foi lançado há mais de um ano pelos ocupantes e coletivos solidários a nível nacional. A manifestação de 17 de novembro foi organizada por uma assembléia geral, constituída há três semanas em reação às primeiras tentativas de despejo. A assembléia de organização reuniu em Nantes mais de 200 pessoas. Foi levada a cabo de modo horizontal, habitantes, camponês@s da zona ameaça, pessoas de diferentes horizontes, afiliados ou não a vários coletivos,, associações, comitês locais, partidos ou sindicatos... Se juntaram para contrapor o que foi dito nos grandes meios de comunicação, não se trata então deuma manifestação organizada pelo EE-LV (Partido Ecologista, que forma parte do governo francês atual).

O êxito da manifestação foi também resultado de muitos comitês locais contrários ao aeroporto. Ações e manifestações de apoio foram organizados em todos os rincões de frança, tais comitês seguirão até o abandono definitivo do projeto de aeroporto.

 http://zad.nadir.org/

 http://desinformemonos.org/2012/11/sobrevuela-la-amenaza-y-aterriza-la-resistencia-contra-un-aeropuerto-en-francia/