Para o Willian Bonner, âncora do jornal nacional,
os salários dos trabalhadores e os lucros dos patrões não são originados do trabalho dos operários, mas dos lucros dos patrões. Assim, de acordo com o apresentador, quanto mais elevados os salários, mais reduzidos os lucros e quanto mais elevados os lucros, mais reduzidos os salários.

 http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/08/salarios-e-economia-crescem-em-ritmos-diferentes-no-brasil.html

Para o Pedro Mundim, salários e lucros não são inversamente proporcionais, ao contrário, são diretamente proporcionais.

"Brilhante! Só faltou explicar porque nos países ricos, a média salarial é bem mais alta, e não obstante, os lucros dos patrões também o são, haja visto que a maioria dos milionários se encontra no primeiro mundo, e não no terceiro".

 http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/11/513872.shtml

O fato da maioria dos milionários se encontrarem no primeiro mundo e não no terceiro não é uma prova de que salários e lucros não são inversamente proporcionais, ao contrário, é uma confirmação de que salários e lucros são inversamente proporcionais.

Os trabalhadores dos países centrais do capitalismo tem uma remuneração mais elevada porque nos referidos países a produtividade do trabalho é mais elevada, porque tais trabalhadores são mais unidos e mais organizados, tendo maior poder de barganha, e porque citados países exploram o terceiro mundo. Se não fosse por isso, eles seriam tão ou até mais pobres do que os trabalhadores do terceiro mundo.

A pobreza absoluta dos trabalhadores dos países centrais co capitalismo é menor do que a pobreza absoluta dos trabalhadores dos países periféricos mas a pobreza relativa daqueles é maior do que a pobreza relativa dos trabalhadores do terceiro mundo.

Os dois comentaristas abaixo mostram que o Willian Bonner está certo e que o Pedro Mundim está redondamente equivocado, ou seja, os dois comentaristas abaixo mostram que salários e lucros são inversamente proporcionais e que o fato de nos países adiantados do capitalismo existir mais bilionários do que no terceiro mundo não refuta esse fato, ao contrário, o confirma:

"Ajudinha...
rico 25/11/2007 18:28

O que esta fazendo o texto ficar um pouco perdido qanto quanto o comentário abaixo, pode ser resolvido na leitura de uma pequena brochura de Marx "Salario Preço e Lucro". O que acontece é que o salário pode ser visto pelo prisma de "salário nominal" do qual a pouca a ser explicado, "salário real" que é repisado por qualquer comentarista econômico e tem a ver com o chamado hoje "poder aquisitivo" diretamente. Já o salário analisado sem a hipocrisia capitalista, (e ao mesmo tempo de que se serve a análise prática dos capitalistas) é o "salário relativo" o qual é relacionado com o capital circulante da empresa e constitui o que Marx chama (para o horror dos economistas) "taxa de exploração", para ser mais claro é aquilo que no jargão normal é chamado de "produtividade". Neste sentido um operário muito bem remunerado no Japão pode estar sob o jugo de uma taxa de exploração bem maior do que um operário pessimamente pago no Brasil, depende da sua produtividade."


"MAIS UMA VEZ ESTÁ PROVADO
Proteo 08/04/2005 08:14

Dentro do capitalismo não há solução. Muito se criticou Marx por ter "errado" em sua previsão de que o capital só poderia manter suas taxas de lucro arrochando o proletariado. Por algum tempo, as lutas sociais conseguiram reverter este quadro, criando em alguns países leis trabalhistas e até o Estado de Bem-Estar na Europa e América do Norte. Mas no beco sem saída da perda de lucratividade, o capital só oferece aos trabalhadores uma "escolha" cruel: ou o desemprego com benefícios sociais ou o emprego mal-pago e sem direitos, típico do Terceiro Mundo. Claro está que a verdadeira saída está em os trabalhadores se apropriarem dos meios de produção e, terminando com a apropriação da mais-valia por uma minoria que vive no luxo e para o luxo, dividirem os lucros entre si igualitariamente."

O fato dos operários dos países economicamente avançados serem menos pobres do que os operários do terceiro mundo não significa que eles são menos explorados, significa justamente o contrário.