| A Proporcionalidade Inversa entre Lucros e Salários Por Rildo Soares 21/11/2012 às 17:17 De acorco com o Willian Booner, 'nos último cinco anos a produção de tortas em uma fábrica de doces não mudou. São oito mil saindo do forno todos os meses. O preço das tortas também é quase o mesmo. Mas os salários, nos últimos cinco anos, aumentaram 58%. Quem ganhava R$ 480 por mês, por exemplo, agora ganha R$ 760. E o dinheiro pra pagar essa diferença saiu do único lugar possível: do lucro.' Para o Willian Bonner, âncora do jornal nacional, os salários dos trabalhadores e os lucros dos patrões não são originados do trabalho dos operários, mas dos lucros dos patrões. Assim, de acordo com o apresentador, quanto mais elevados os salários, mais reduzidos os lucros e quanto mais elevados os lucros, mais reduzidos os salários. http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/08/salarios-e-economia-crescem-em-ritmos-diferentes-no-brasil.html Para o Pedro Mundim, salários e lucros não são inversamente proporcionais, ao contrário, são diretamente proporcionais. "Brilhante! Só faltou explicar porque nos países ricos, a média salarial é bem mais alta, e não obstante, os lucros dos patrões também o são, haja visto que a maioria dos milionários se encontra no primeiro mundo, e não no terceiro". http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/11/513872.shtml O fato da maioria dos milionários se encontrarem no primeiro mundo e não no terceiro não é uma prova de que salários e lucros não são inversamente proporcionais, ao contrário, é uma confirmação de que salários e lucros são inversamente proporcionais. Os trabalhadores dos países centrais do capitalismo tem uma remuneração mais elevada porque nos referidos países a produtividade do trabalho é mais elevada, porque tais trabalhadores são mais unidos e mais organizados, tendo maior poder de barganha, e porque citados países exploram o terceiro mundo. Se não fosse por isso, eles seriam tão ou até mais pobres do que os trabalhadores do terceiro mundo. A pobreza absoluta dos trabalhadores dos países centrais co capitalismo é menor do que a pobreza absoluta dos trabalhadores dos países periféricos mas a pobreza relativa daqueles é maior do que a pobreza relativa dos trabalhadores do terceiro mundo. Os dois comentaristas abaixo mostram que o Willian Bonner está certo e que o Pedro Mundim está redondamente equivocado, ou seja, os dois comentaristas abaixo mostram que salários e lucros são inversamente proporcionais e que o fato de nos países adiantados do capitalismo existir mais bilionários do que no terceiro mundo não refuta esse fato, ao contrário, o confirma: "Ajudinha... rico 25/11/2007 18:28 O que esta fazendo o texto ficar um pouco perdido qanto quanto o comentário abaixo, pode ser resolvido na leitura de uma pequena brochura de Marx "Salario Preço e Lucro". O que acontece é que o salário pode ser visto pelo prisma de "salário nominal" do qual a pouca a ser explicado, "salário real" que é repisado por qualquer comentarista econômico e tem a ver com o chamado hoje "poder aquisitivo" diretamente. Já o salário analisado sem a hipocrisia capitalista, (e ao mesmo tempo de que se serve a análise prática dos capitalistas) é o "salário relativo" o qual é relacionado com o capital circulante da empresa e constitui o que Marx chama (para o horror dos economistas) "taxa de exploração", para ser mais claro é aquilo que no jargão normal é chamado de "produtividade". Neste sentido um operário muito bem remunerado no Japão pode estar sob o jugo de uma taxa de exploração bem maior do que um operário pessimamente pago no Brasil, depende da sua produtividade." "MAIS UMA VEZ ESTÁ PROVADO Proteo 08/04/2005 08:14 Dentro do capitalismo não há solução. Muito se criticou Marx por ter "errado" em sua previsão de que o capital só poderia manter suas taxas de lucro arrochando o proletariado. Por algum tempo, as lutas sociais conseguiram reverter este quadro, criando em alguns países leis trabalhistas e até o Estado de Bem-Estar na Europa e América do Norte. Mas no beco sem saída da perda de lucratividade, o capital só oferece aos trabalhadores uma "escolha" cruel: ou o desemprego com benefícios sociais ou o emprego mal-pago e sem direitos, típico do Terceiro Mundo. Claro está que a verdadeira saída está em os trabalhadores se apropriarem dos meios de produção e, terminando com a apropriação da mais-valia por uma minoria que vive no luxo e para o luxo, dividirem os lucros entre si igualitariamente." O fato dos operários dos países economicamente avançados serem menos pobres do que os operários do terceiro mundo não significa que eles são menos explorados, significa justamente o contrário.
>>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Ou o Pedro Mundim está errado ao negar que salários e lucros são inversamente proporcionais ou os patrões são burros ao lutarem para não dar aumentos salariais para os trabalhadores.
Se salários e lucros fossem diretamente proporcionais, os patrões aumentariam seus lucros elevando os salários dos seus empregados. Ao negarem aumentos de salários, os patrões estariam lutando contra o aumento dos seus próprios lucros.  | A dúvida levantada confirma uma coisa que eu já havia observado aqui desde algum tempo: vocês têm dificuldade em compreender modelagens econômicas que envolvem equações de mais de uma incógnita. Acho que vocês andaram matando muita aula ali pela 7a série...
A pergunta: altos salários significam maiores ou menores lucros para os patrões?
O lucro do patrão não depende apenas do salário pago. Lucro é igual a receitas menos despesas; faturamento é receita, salário é despesa (apenas uma entre muitas outras despesas, para simplificar eu estou deixando a equação só com duas incógnitas. Assim, se ele paga salários baixos, mas vende pouco ou quase nada, lucra pouco. Se ele paga salários altos, mas as vendas são ainda mais altas, ele tem altos lucros. É o que geralmente acontece nos países de primeiro mundo, onde o trabalho custa caro, mas o mercado consumidor é rico e compra muito. Mas cada caso é um caso.
No caso da fábrica de tortas que aumentou os salários mesmo sem aumentar as vendas, a conclusão que eu tiro é que o valor de mercado do trabalho de seus empregados aumentou, talvez por concorrência de alguma outra fábrica instalada nas vizinhanças. O empregador não tem o poder de determinar qual o salário dos empregados, pois se ele tivesse, ele pagaria sempre o mínimo possível, seja no primeiro ou no terceiro mundo. Quem determina o valor dos salários é o mercado de trabalho.
 | "A dúvida levantada confirma uma coisa que eu já havia observado aqui desde algum tempo: vocês têm dificuldade em compreender modelagens econômicas que envolvem equações de mais de uma incógnita. Acho que vocês andaram matando muita aula ali pela 7a série". E acho que você andou matando aulas de interpretação de textos... Mas ainda bem que temos você, Pedro Mundim, o sábio benevolente, para nos orientar né? Aliás, nem seus "pares" parecem compreender sua "jenialidade"... Leiam nos comentários: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=398 http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=895  | A idéia de que ao pagar altos salários os empresários ficam mais ricos, pois assim os capitalistas disporão de um mercado consumidor mais aquisitivamente poderoso, me fez lembrar do meu pai.
Lá pro começo da década de 70 do século passado, meu pai montou um quiosque para vender cachaça, conhaque de alcatrão de são joão da barra, cinzano, cortezano, pitú e outras destiladas da época. Vendia também balinhas, cigarros e caixas de fósforo. Mas o forte do quiosquiznho era a venda de cachaças... pro meu próprio pai.
Meu pai botava minhas duas primas dentro do quiosque e comprava uma pinga por 50 centavos. Tomava a dose, mandava minhas primas cantar músicas do Waldick Soriano. Pedia os 50 centavos de volta e comprava mais outra pinga. Mandava as balconistas cantar e continuava até ficar bêbado.
O lucro do meu pai devia ser muito alto, né, Mundim?
O caso do meu pai se assemelha ao patrão que paga alto salário ao seu empregado e vende caro a esse mesmo empregado, tendo alto lucro. Ora, se ele repassa os custos da elevação dos salários para os preços dos seus produtos, na verdade não há aumento de salário.
Aliás, se o patrão fizer assim, o seu empregado vai comprar na mão do seu concorrente que vende mais barato. O patrão que paga salários mais altos do que seus concorrentes não vende mais, ele vende menos e vai à falência.
O lucro não é gerado na circulação da riqueza, ele é gerado na produção e apenas realizado na circulação. É o esquecimento desse fato elementar que faz o Mundim sempre repetir seus velhos e manjados erros.  | A receita total é igual ao preço multiplicado pela quantidade. ( RT = P (Preço) X Q (quantidade) ). Em sendo assim, quem tem maior receita e, portanto, maiores lucros, é quem vende mais barato, porque ao diminuir o preço aumenta a quantidade vendida, e não quem vende mais caro. Prá vender mais barato, tem que pagar menores salários.
Se um capitalista reduz seus custos comprando, por exemplo, matérias-primas de outro capitalista a preço mais barato é sinal de que o capitalista que vende matérias-primas diminuiu os salários dos seus empregados.
Capitalista que vende mais caro não fica mais rico, ele vai à falência. O capitalista só minimiza seus custos se comprar em grande quantidade, pois nesse caso, vai ter um abatimento, ou se reduzir os salários dos seus empregados ou se aumentar a jornada de trabalho ou a produtividade do trabalho.  | ""Para que os salários continuem crescendo é necessário que a economia cresça. Para que a economia cresça é fundamental ter investimentos. AS EMPRESAS SÓ INVESTEM, QUANDO ELAS TÊM LUCRO. Isso significa que em algum momento o emprego vai começar a ficar mais fraco", afirmou o economista da PUC-Rio José Márcio Camargo" - Willian Bonner - Jornal Nacional
Quanto menor o lucro, menor o investimento?
Faltou explicar porque a fábrica de doces diminuiu seus lucros mas não diminuiu seus investimentos.
O jornal nacional trocou as causas pelas consequencias. A verdade dos fatos é que as empresas têm lucro quando elas investem, e não o inverso.
Se a fábrica de doce do Willian Bonner não faliu é sinal de que seus lucros dos seus proprietários eram estratosféricos e os salários dos empregados eram muito baixos. Se a margem de lucro dos donos da fábrica fosse apertada, a fábrica já teria deixado de funcionar a muito tempo.  | ""Para que os salários continuem crescendo é necessário que a economia cresça. Para que a economia cresça é fundamental ter investimentos. As empresas só investem, quando elas têm lucro. Isso significa que em algum momento o emprego vai começar a ficar mais fraco", afirmou o economista da PUC-Rio José Márcio Camargo." Jornal Nacional Quando os lucros caem as empresas investem menos e o emprego fica mais fraco, né? A recíproca é verdadeira, isto é, quando os lucros sobem as empresas investem e o emprego fica mais forte? Confiramos: "Qual o banco campeão de lucros e demissões?? O Brasil já conhece: o Itaú Unibanco. A instituição, presidida por Roberto Setúbal, bateu novo recorde de lucro entre os bancos brasileiros até setembro deste ano. O Itaú lucrou R$ 10,949 bilhões, um crescimento de 15,97% em relação ao resultado no mesmo período do ano passado, que foi R$ 9,433 bilhões. Enquanto isso, o Itaú ganhou também o título de campeão de demissões. O banco dispensou milhares de funcionários, aplicando a política de rotatividade, e cortou 2.496 empregos no mesmo período, sagrando-se o campeão do desemprego no sistema financeiro, o que é cruel e injustificável. Dados do Dieese revelam que, em dezembro de 2010, o banco contava com 102.316 trabalhadores no Brasil. O número caiu em setembro 2011, para 99.820. E os sindicatos não param de receber a cada dia mais denúncias de dispensas." Itaú Unibanco é campeão de lucros e demissões http://www.seebfloripa.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1869:itau-unibanco-e-campeao-de-lucros-e-demissoes-&catid=60:bancos-privados&Itemid=204 http://www.google.com/#hl=pt-PT&tbo=d&output=search&sclient=psy-ab&q=banco+lucro+demiss%C3%B5es&oq=banco+lucro+demiss%C3%B5es&gs_l=hp.3...1390.10593.1.11203.29.26.1.0.0.2.1828.24704.6-7j10j4.21.0...0.0...1c.1.n0hzC2UmxB0&psj=1&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&fp=f6cab72d01785742&bpcl=38897761&biw=683&bih=381  | Se um patrão paga altos salários, ele vende pouco ou não vende nada, pois terá que vender caro. Nesse caso, seus próprios empregados comprarão na mão do seu concorrente que vender mais barato.
Quem paga baixos salários minimiza seus custos e vende mais barato e põe seus concorrentes prá pastar.
Todos os capitalistas extraem lucro dos seus empregados mas alguns capitalistas não conseguem realizar esse lucro porque exploram seus empregados menos do que os seus concorrentes exploram os seus emrpegados.
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