A oposição mal-cheirosa bem que tentou, mas não conseguiu transformar a CPI do Cachoeira em Pizza. A estratégia de jogar lama nos governadores do DF e do Rio de Janeiro para tentar forçar um acordo que salvasse Marconi Perillo (governador de Goiás) e Policarpo (jornalista da Veja e 'caneta' da quadrilha do Cachoeira) deu com os burros n?água.

O verdadeiro valor desta CPI, entretanto, foi mostrar como revistas, jornais e telejornais se tornaram empresas de capital aberto aos negócios criminosos da quadrilha goiana, que usava todo tipo de artifício jornalístico para ganhar poder, chantagear autoridades, destruir reputações, sugar verbas estatais e, sobretudo, limitar a soberania popular exercida nas urnas. Cachoeira foi o grande instrumento de "contra informação" dos demo/tucanos. Sua queda arrastará para a sarjeta um governador e vários jornalistas, dentre eles o famoso "caneta" que publicava matérias plantadas contra o governo na Veja. Matérias que eram faltas e mesmo assim reproduzidas à exaustão pelo Estadão, Folha de São Paulo, O Globo e todos os telejornais noturnos.

O terrorismo midiático praticado por Cachoeira com ajuda de jornalistas merece uma grande reflexão. A imprensa deve ser livre como manda a CF/88, sim. Mas a liberdade de imprensa não deve ser usada para difundir "contra informação" fajuta e criminosa para dar à oposição um poder que a população não lhe conferiu nas urnas. A minoria verminosa não pode agir como se fosse maioria e foi justamente isto que ocorreu durante o reinado da dupla Cachoeira/Veja.

O relatório da CPI mandou indiciar Policarpo. Mas isto não basta. Policarpo era apenas um empregado e agia em nome da revista, sendo no fundo apenas o "caneta" de outro homem: o dono da Abril Cultural. Civita também deve ser indiciado. Idem para os donos de todos os veículos de comunicação que reproduziram notícias colocadas em circulação pelo Cachoeira através da Veja.

Muitos têm discutido neste momento qual o "novo papel" da mídia. Por hora, o único "novo papel" que cabe aos jornalistas e donos de empresas de comunicação é a Ficha de Identificação Civil, aquele impresso que todo "malaca" tem que preencher com suas digitais numa Delegacia de Policia. Policarpo, Civita, Marinho, Frias, etc... tem que fazer filha para "tocar o piano" (como se diz na gíria policial) e a foto deles com os dedos sujos vai circular o mundo.

Mas isto só não basta. Crime cometido, crime punido, uma nova legislação tem que ser pensada e colocada em vigor. O Brasil precisa se livrar de uma vez por todas destas quadrilhas político-midiáticas que querem controlar a agenda pública à revelia da maioria da população. É preciso criar condições legais para a dissolução administrativa de toda empresa de comunicação que colocar "contra informação" criminosa ou política em circulação. Os bens destas empresas devem ser confiscados e adjudicados à TV Brasil ou ao Ministério da Cultura.

Pé no acelerador, que a guerra midiática só começou.