DELENDA JUDICIÁRIO!

Há possibilidade de sobreviver ao sistema judicial?

A possibilidade de sobreviver à criminologia seletiva dessa estrutura de dominação é possível, todavia, as sequelas relacionadas à saúde física e mental do cidadão são temas jamais analisados. Mediante um acordo tácito entre seus agentes, o sistema político que o sustenta e, finalmente, as empresas de comunicação cujos interesses materiais eliminam denúncias contra aqueles que não são alçados como ídolos ou autoridades da (i) rracionalidade geral, o cidadão comum é apenas um estorvo, o rebelde precisa ser crucificado para a secularização do império. Da lei.

A realidade judiciária nacional confirma, mesmo diante dos argumentos de juristas reprodutores, professores impostores e filósofos falaciosos por egotismo e ambição material, um genocídio silencioso promovido por um sistema judicial desvinculado da realidade. O Judiciário brasileiro, embora situado em um país que se quer republicano, continua a atuar como o braço armado de uma monarquia que já não tem cabimento no século XXI, um braço secular da inquisição, sua origem.

O sistema de comunicação interno e externo usa o termo ?justiça? como um mantra e nega o significado da palavra como um atributo da consciência. Assim, a esquizofrenia do sistema é vista, ouvida e sentida por milhões de brasileiros, cujas existências estão forçadas a aceitar comportamentos sociopatas como se fosse responsabilidade da ?justiça?.

Inventam-se formas jurídicas desvinculadas dos códigos de leis, criam confusões desnecessárias e não respondem a nenhum poder punitivo ou fiscalizador real. Quaisquer que sejam os danos causados ao cidadão comum, a impossível reparação de danos será suportada, se o for, exclusivamente pela população. Transformam a existência em números e folhas de papel que ninguém lê ou se o faz, não tem conhecimento técnico, equilíbrio emocional ou responsabilidade individual de análise.

Estabelecidos e posteriormente instituídos com poder de vida e de morte sobre gentes, bichos, plantas e pedras, os sociopatas permanecem impunes, imunes e, portanto, irresponsáveis, todavia, a reincidência demonstra aos que ainda não perderam a capacidade de ver, sua temerosa deformidade.

Os legisladores começaram a perceber a inaceitável interferência do Judiciário na criação de leis. Assinar um projeto de lei enviado pelo Judiciário como se fosse de um legislador é crime contra o Estado de Direito, uma profanação do sistema republicano ou, pelo princípio formal de igualdade, um crime de estelionato em co-autoria, portanto, uma quadrilha que quer atingir objetivos ilegais com o dinheiro público que os sustenta dentro de suas competências.

No que se refere aos executivos, é mais do que tardio recuperar a competência desse poder na execução das penas. A pena, dizem, existe para a recuperação do delinquente. Entregar a execução da sentença a um juiz que inicia seus trabalhos às 14h00min horas, termina às 17h00min, quando trabalha, mergulhado em milhares de processos já em andamento é o mesmo que entregar-lhe as chaves das prisões que ele próprio desconhece, lixeiras institucionais de corpos humanos. O Juiz não pode exercer funções de carcereiro (embora o seja) ou substituir os profissionais exigidos dentro das prisões para a recuperação do prisioneiro, ou influenciar na transferência de prisioneiros dentro do território. Isso é inadmissível.

Após a sentença, o juiz deve dedicar-se a solucionar outros processos. A execução das penalidades corporais não é CONFLITO, portanto, não existem motivos para que todo o sistema prisional permaneça nas mãos do judiciário, sob pena de manutenção de mais um atentado contra o Estado democrático de direito, pois, enquanto usurpa funções do executivo em suas penitenciárias privadas, isto é, em seus gabinetes e cartórios, as prateleiras, gavetas e arquivos fazem expandir suas glebas dentro do território sagrado das almas humanas. Um holocausto secular.

Milhões de pessoas mantidas como reféns, muitas vezes por toda a existência e por várias gerações, enquanto juízes lecionam, viajam, fazem palestras ou simplesmente se divertem enquanto a população que espera, espera, espera e morre com uma etiqueta de arquivamento, ou numa lápide com a inscrição: teoria do fato consumado.

Bens imóveis são transferidos de mãos, convenientemente legalizadas pelas normas do sistema parasitário de execução de sentenças de expropriação. Sob o argumento de pagamento de débitos, famílias são desalojadas, ora para a proteção do direito de propriedade de grandes proprietários forjados pela história da jagunçaria e da grilagem, ora para o pagamento de dívidas muitas vezes inventadas em armadilhas jurídicas, no interesse exclusivo de enriquecimento ilícito do direito ao poder de uma irmandade fictícia.

Mas, a interferência do Judiciário vai além. Não se sabe sob quais origens, o Judiciário mantém, assim como manteve a Igreja católica durante séculos, a hegemonia sobre toda a documentação civil dos cidadãos. O Judiciário domina todos os cartórios de Registros Públicos e será importante perguntar: quais os conflitos existentes na compra e venda de um imóvel que justifiquem a interferência do judiciário na vida privada dos cidadãos? Se o Judiciário existe para resolver conflitos, exclusivamente, porque entregar aos juízes a administração dos cartórios de registro de pessoas, de documentos e de registro de imóveis? Que conflito existe na aquisição de um bem para que o Judiciário tenha o poder de violar a privacidade e manter sob seu domínio a vida documental privada da população brasileira? Enquanto nas prateleiras apodrecem esperas e esperanças, eliminando vidas, violando o direito à sanidade física e mental.

A pior interferência do Judiciário, no entanto, está relacionada ao processo eleitoral. Se o Judiciário existe para dirimir conflitos, a pergunta é a seguinte: Qual o conflito existente no processo eleitoral? Poderão responder sobre a questão dos julgamentos de impugnações, todavia, o Judiciário não analisa os antecedentes dos candidatos. As quadrilhas em atuação no país foram formadas pelo Judiciário contra a decência e os princípios constitucionais, seja indeferindo pedidos, seja procrastinando decisões, seja usurpando o poder popular, cassando mandados ou diplomando corruptos.

Obrigado a reconhecer os antecedentes daqueles que buscam um cargo eletivo, não se ousa afirmar que foi o Judiciário durante toda a sua história que manteve nos parlamentos e executivos, quadrilhas comandadas por bandidos de todas as espécies. Sempre favoráveis aos criminosos, muitos processos só eram julgados depois da prescrição, todavia, o procrastinador jamais foi considerado como co-autor de uma quadrilha que, usando o dinheiro público, promoveu um dos mais espetaculares crimes contra o país, contrariando tudo o que se entende por lógica jurídica e suas bases exclusivamente morais, ou seja, permitiu, por ação, omissão e ameaças (já que é proprietário da vida privada de todos os cidadãos) que o governo brasileiro fosse controlado por máfias e seitas, agindo, ora como controlador, ora como controlado dependendo da movimentação de pequenas células dentro do ambiente cancerígeno ao qual pertencem ou, em outras palavras, dependendo dos sinais emitidos pelos códigos de conduta senhorial.

A usurpação do processo eleitoral é oriunda de lei ordinária, não existindo na constituição qualquer artigo que declare o Judiciário competente no comando das eleições, uma simples reforma política será suficiente à legalização do processo eleitoral, devolvendo os juízes à solução de conflitos, sua competência constitucional originária. Essa nova legislação criará um sistema eleitoral sem vínculos com o Judiciário ou partidos políticos.

No Processo Eleitoral, além de não ter competência constitucional, o Judiciário já provou não possuir competência técnica e muito menos moral para gerenciar o processo democrático do país. Ademais, não tem vínculos com a população que exige a igualdade jurídica para todos, é poder soberbo, jamais soberano, além disso, impediu e impede a fiscalização do processo, à luz do sol.

A interferência do Judiciário no Sistema Eleitoral É INCONSTITUCIONAL, a lei eleitoral deve transferir o processo nos moldes de países em processo de evolução, como fez a Venezuela, o Equador e a Bolívia.

O sistema judiciário Brasileiro é, repete-se, a espinha dorsal da corrupção no país, em todos os níveis, em todos os campos, em todos os tempos. É uma ameaça à saúde física e mental da população. Uma ameaça ao desenvolvimento material, cultural e, portanto, espiritual da sociedade brasileira, pois cultua a tortura e nega a mensagem do crucificado ao assumir como símbolo o objeto da crucificação. Portanto, é injustiça institucionalizada.

Quando o sistema deixa de dar tutela jurídica ao cidadão comum, virando-lhe as costas e procrastinando processos, enquanto vidas são depositadas em prateleiras empoeiradas à espera da morte física; quando impede ao Ministério Público o uso de suas reais atribuições em defesa da lei e da sociedade; quando deixa de dar respostas imediatas aos delitos praticados pela casta a qual imaginam pertencer, nada mais resta ao país senão aguardar a decomposição e desagregação das relações humanas.

A competência constitucional do STF está historicamente corrompida pelos fatos. Seus interesses são voltados aos grupos econômicos de poder, dentro e fora da instituição. Argumentam que os ?direitos econômicos? de sua classe e de outras classes funcionais e de mercado estão na constituição, motivo pelo qual usam seu escasso tempo de trabalho para se dedicarem às questões econômicas particulares e desses grupos, enquanto o cidadão espera, muitas vezes, por gerações, uma afirmação de seus direitos constitucionais. Uma constituição que privilegia interesses de grupos e de classes é uma constituição forjada, violada e violadora de seus próprios princípios.

A diferença entre o Sistema Judiciário Nacional e o PCC (Primeiro Comando da Capital, se não for uma invenção do tipo Al Quaeda) é apenas o ponto de vista conceitual do significado da palavra ética. A ética do aprisionado nasce das condições desumanas a que estão submetidos com a finalidade de sobreviver, direito de qualquer ser vivo. A ética do Judiciário é seletiva, blasfema e luciférica, destrói toda a possibilidade de evolução da sociedade, impossibilita o desenvolvimento material e espiritual do indivíduo e trabalha diuturnamente para a manutenção de conflitos e desavenças, desvinculada de princípios humanos, sendo, portanto, inegável patologia.

A origem de toda a violência, miséria e corrupção da sociedade é o sistema judicial, seja nacional ou internacional. Um dia a sociedade se conscientizará dessa verdade. Cabe aos tribunais colocar as ?coisas nos seus devidos lugares? e esse lugar pertence a um tempo que se recusa a ir além o ócio senhorial e da demência coletiva imposta pela inconsciência engendrada na comunidade feudal. Ministros que nada têm a ministrar, desembargadores amorfos e juízes com síndrome de Peter Pan, não têm possibilidades de consciência individual. É corporação e seus corpos estão destituídos de individualidade e, portanto, entrópicos e impossibilitados de evolução.

Nisso está sua aberração e nisso está a nossa esperança.

Quem tenha olhos que veja, quem tenha ouvidos que escute!

DELENDA JUDICIÁRIO!