| São Paulo viola Direitos Humanos de maneira sistemática Por BBC 27/11/2012 às 09:47 Autoridades de São Paulo estão falhando em garantir a segurança pública e punir abusos a direitos humanos cometidos por agentes do Estado, afirmou a Anistia Internacional em entrevista exclusiva à BBC Brasil. A afirmação ocorre em meio a uma onda de violência que já resultou nas mortes de mais de 90 policiais desde o início do ano e levou o número de vítimas de assassinatos no Estado para 571 só em outubro.
A Anistia Internacional citou suspeitas de envolvimento de policiais em homicídios motivados por vingança e disse que tais casos não foram investigados adequadamente "durante muitos anos".
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que vem cumprindo as leis de forma rigorosa, prendendo e expulsando maus policiais em todos os casos de violações.
"O Estado não compactua com policiais criminosos", disse a pasta em nota.
"Condenamos a negligência do Estado em duas questões: garantir segurança pública ampla e respeitosa e assegurar justiça para as vítimas de violações cometidas por agentes do Estado", afirmou Tim Cahill, pesquisador da Anistia Internacional, especialista em assuntos brasileiros.
A Anistia Internacional também condenou os ataques contra policiais, mas afirmou que é necessária a criação de um órgão federal independente, com poderes suficientes para investigar violações de direitos humanos no país.
Ciclo de violência
Desde o início deste ano vem se intensificando em São Paulo um conflito entre policiais e a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo analistas e promotores ouvidos pela BBC, ações mais agressivas adotadas pela polícia para enfrentar o PCC provocaram uma forte retaliação do crime organizado, que deixou dezenas de policiais mortos - a maioria atacada no período de folga.
Em um ciclo ascendente de violência, grupos de atiradores não identificados deram início a uma onda de ataques a vítimas em bairros e cidades periféricos de São Paulo.
Imediatamente surgiram suspeitas de que tais esquadrões da morte eram formados por policiais e ex-policiais que decidiram agir por conta própria.
O ex-delegado geral de São Paulo chegou a afirmar na semana passada que registros criminais de parte das vítimas dos atentados foi checada em computadores da polícia momentos antes dos assassinatos. Horas depois, ele mudou sua declaração afirmado que tal prática foi um problema "no passado".
"A Anistia Internacional tem seguido a questão da violência em São Paulo por décadas". disse Cahill à BBC Brasil.
"Há muitos anos houve um alto número de mortes cometidas pela polícia que não estão sendo investigadas. Nós acreditamos que isso contribui não só para a corrupção da polícia mas para o próprio envolvimento da polícia em atos criminosos"
Em maio de 2006, o PCC praticamente parou a cidade de São Paulo com uma série de ataques contra forças de segurança pública. A violência na ocasião deixou quase 50 políciais e agentes penitenciários mortos e resultou nos assassinatos de aproximadamente 400 pessoas.
Cahill afirmou que tanto em 2006 como agora há fortes indícios de envolvimento de policiais nas mortes de civis, embora a Anistia não tenha "evidências concretas".
"Como em 2006, recentemente há uma grande suspeita de que o aumento notável de homicídios no Estado de São Paulo inclua um envolvimento forte de policiais", afirmou.
Órgão independente
Ele afirmou ainda que é necessário conduzir um processo de investigação independente sobre os casos e criar no país o que chamou de "um instituto nacional de direitos humanos", que seja independente do Estado e tenha o poder de investigar as ações da polícia.
Cahill disse que um projeto de lei relacionado a esse assunto tramita no Congresso, mas ele não atenderia totalmente a padrões internacionais de independência. Afirmou ainda que o país deve abolir a prática de registrar assassinatos cometidos por policiais sob a classificação de "resistência seguida de morte". Esse recurso, afirmou, serviria apenas para evitar investigações imediatas e ajudaria a acobertar ações de maus policiais.
A Secretaria da Segurança Pública afirmou que embora a Anistia Internacional seja uma organização respeitável, suas declarações à BBC estão "equivocadas". A pasta afirmou que o novo Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, determinou "reforço e atenção prioritária às investigações (dos assassinatos recentes), considerando-se todas as hipóteses nas apurações".
Ele anunciou uma integração maior entre os diversos setores da polícia e reforços nas forças de seguranças "para garantir a obtenção de resultados satisfatórios à população".
O governo federal também tem sido omisso.
Faz mais de uma semana que a Secretária Nacional de Direitos Humanos tem sido estocada por cidadãos paulistas no Twitter. Mas ela é incapaz de criticar Alckimin ou de tomar qualquer ação decisiva contra a violência policial crescente em São Paulo.
A defesa dos Direitos Humanos é um valor constitucional fundamental da República. Como o governo Alckimin parece não ligar muito para este princípio, compete à União intervier para restabelecer a ordem e dar um basta à sanha assassina da PM (que tem agido como se fosse um verdadeiro grupo terrorista).
Não se combate o crime organizado estatal com palavras, mas com ações. A União pode e deve usar o Exército contra a PM de São Paulo. O governo federal tem o dever de obrigar qualquer unidade federativa a cumprir o preceito constitucional, inclusive recorrendo à força bruta se necessário for. Uma intervenção federal em São Paulo parece ser essencial e inevitável. É o que o povo de São Paulo exige. Apesar de ser sistematicamente apoiado por Folha, Veja e Estadão, que minimizam sua responsabilidade na crise de segurança paulista, Alckimin comanda um grupo terrorista e tem que cair em desgraça.
Email:: http://www.bbc.co.uk URL:: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/11/121127_anistia_violencia_sp_lk.shtml >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Até pouco tempo atrás, a tônica das chacinas envolvendo policiais no Brasil estava ligada às guerras entre quadrilhas, para as quais os PM's matadores trabalhavam. Mas o perfil desse tipo de ocorrência parece estar mudando, ao menos em SP. Estou cada vez mais com a impressão de que a maioria dos PM's assassinados não estava envolvida com o crime, e parecem ter sido escolhidos ao acaso.
Se é assim, então, temos que chegar à conclusão de que eles foram mortos porque estavam cumprindo seu dever. Bem ou mal, tem havido uma redução no número de assassinatos em SP ao longo dos últimos dez anos, o que indica uma ação mais eficaz da polícia (ou talvez menos corrupção). Os bandidos estão revoltados e querem punir os policiais por sua eficiência. Mas nota-se que a eficácia de suas ações está bem menor do que foi em 2006, quando eles realmente provocaram pânico e fizeram a cidade parar. A reação dos PM's, embora também violenta, está longe do que foi nos dias que se seguiram ao levante de 2006, quando se contabilizou mais de 400 mortos em poucos dias. Bem ou mal, a vida segue o seu curso. Acredito ser lícito concluir que os bandidos chegaram ao limite do que são capazes de fazer.
Esse limite, na verdade, já havia sido testado em 2006. O que se passou realmente nos bastidores do governo e do PCC foi um mistério que jamais saberemos. Pareceu óbvio que houve uma negociação, mas desconhece-se quais concessões foram feitas, pois no final todos os presos escalados para serem transferidos a presídios de segurança máxima efetivamente foram transferidos conforme inicialmente previsto. O que ficou nas entrelinhas - mas não será reconhecido, nem pelos bandidos, nem pelo governo do estado, pois é vexatório para ambos - é que foi mesmo a reação violenta dos PM's que atropelou a negociação e fez os bandidos botarem o galho dentro. Penso, então, que os enfrentamentos de 2006 marcaram um ponto de inflexão na história do crime do Brasil: o ponto máximo da audácia das quadrilhas, mas também o início da queda e a mudança dos rumos em favor da polícia, bem como uma melhora da imagem da polícia junto à população.  | Você chegou a essa impressão de que a maioria dos PM's assassinados não estava envolvida com o crime com base em que?
E as vítimas fatais da polícia, foram escolhidas ao acaso? Ou procede aquela informação de que as fichas dos eliminados foi verificada antes da execução?
 | Como cheguei a essa impressão de que a maioria dos PM's assassinados não estava envolvida com o crime? Porque não consegui discernir nenhum elo ligando as vítimas, que parecem ter sido escolhidas ao acaso, e não a dedo (até policiais mulheres foram assassinadas). Diferente de uma típica chacina de outros tempos, por exemplo, o massacre de Vigário Geral em 1991, quando os PM's foram assassinados na favela dentro do camburão, sendo que o comando da PM não havia emitido nenhuma ordem para aquele camburão ir naquela favela naquele momento. O que será que os PM's foram fazer ali, dar bom dia para os favelados?
As vítimas fatais da PM com certeza não foram escolhidas ao acaso, mas a julgar pela agressividade e pelo armamento pesado que os bandidos dispõem, eu acredito que a grande maioria foi mesmo morta por resistir à prisão. E se os PM's levantaram as fichas dos bandidos antes da missão, isso mostra que eles estavam preocupados em saber se eram bandidos mesmo, o que é uma obrigação deles. Não muito tempo atrás, aqui no RJ, a grande maioria dos bandidos das favelas não tinha nem ficha na polícia, já que a PM estava proibida de subir morros, de modo que sempre que um deles era morto, vinha no jornal a notinha de que "a vítima não tinha ficha criminal". O que está muito longe de ser prova de inocência.  | Vamos aos fatos: "Criminosos tinham lista de policiais marcados para morrer Agência O Globo Publicação: 31/10/2012 16:47 A Polícia Militar de São Paulo encontrou uma lista, feita por criminosos de uma facção criminosa, com nomes de policiais militares e policiais civis marcados para morrer. O documento foi apreendido dentro de uma mala juntamente com dois irmãos adolescentes no início da noite de terça-feira durante a Operação Saturação, na favela de Paraisópolis, na Zona Sul da cidade. O material, juntamente com o balanço da movimentação financeira do tráfico de drogas na região, deverá ser levado para a Polícia Civil, que investiga a onda de violência que assola o estado, com mais de 120 pessoas mortas nos últimos 20 dias. Na manha desta quarta-feira, a PM fez operação na comunidade São Remo, na Zona Oeste da cidade. Eles procuraram os suspeitos de ter matado um policial militar das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), no mesmo bairro. Os menores de idade que levavam a lista feita por traficantes estavam tentando sair da comunidade quando foram abordados por policiais. Desde segunda-feira, Paraisópolis foi ocupada por tempo indeterminado após o serviço de inteligência das forças de segurança do estado ter informações de que partiram dali as ordens de bandidos para matarem os agentes da lei. Aproximadamente 40 nomes de policiais militares e outros dois de policiais civis estão na lista, escrita à mão pelos criminosos para ser repassada a outros integrantes da facção que age dentro e fora dos presídios paulistas. Segundo a polícia, a ordem é matar dois agentes para cada criminoso morto. O motivo seriam execuções praticadas por PMs contra os criminosos. A Grande São Paulo vive uma onda de violência. Em três semanas, cerca de cem assassinatos foram registrados na cidade e nos municípios da região metropolitana. O governo de São Paulo nega a existência de uma guerra entre bandidos e a polícia na capital. O secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto, também tem negado que exista um toque de recolher na cidade... http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2012/10/31/interna_brasil,405344/criminosos-tinham-lista-de-policiais-marcados-para-morrer.shtml Os assassinatos de policiais não parecem ser assim tão aleatórios e o motivo não é porque a polícia tá cumprindo seu dever, é, ao contrário, porque tá executando sumariamente as pessoas. Ao contrário do Arnaldo Jabor, que diz que bandido bom é bandido morto, o Pimentel diz que bandido bom é bandido preso. A polícia discorda do Pimentel e concorda com o Jabor.  | Edição do dia 29/11/2012 29/11/2012 08h11 - Atualizado em 29/11/2012 08h11 Encontrados papeis com ordens para matar PMs em casa de preso em SP A polícia encontrou um comunicado de uma quadrilha com ordens para matar "dois policiais para cada integrante do bando assassinado". A polícia disse que encontrou, na casa de um suspeito preso, papeis com ordens para matar PMs. Entre os papéis está o que a polícia acredita ser a contabilidade do tráfico de drogas na região de Mogi das Cruzes, na Grande são Paulo. Segundo os policiais, os documentos foram encontrados na casa de Cícero Junior Machado Lopes. Ele cumpria pena por tráfico no presídio de Valparaíso, no interior do estado, mas fugiu durante a saída temporária do Dia das Mães. A polícia disse que também encontrou um comunicado de uma quadrilha com ordens para matar "dois policiais para cada integrante do bando assassinado". A polícia disse que prendeu outro suspeito que também tinha uma lista com nomes e a rotina de PMs. Fábio Silva de Souza, de 24 anos, foi preso, na quarta (28), em casa, no Jardim Macedônia, na Zona Sul da capital. Os investigadores chegaram até o local depois de uma denúncia anônima. Junto com as informações dos PMs foram apreendidos 17 quilos de cocaína, uma metralhadora e cinco bananas de dinamite. Desde o início do ano, 95 policiais foram mortos no estado. Desses, 76 estavam na ativa e a maioria morreu em dia de folga http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/11/encontrados-papeis-com-ordens-para-matar-pms-em-casa-de-preso-em-sp.html  | É claro que antes de matar os PM's, os bandidos têm que identificá-los a planejar a ação, daí as listas. Mas não parece haver nenhum elo ligando os PM's marcados para morrer - provavelmente não foram eles que mataram os bandidos. A PM feminina, com certeza, nunca matou ninguém. A impressão que eu tenho é que eles foram escolhidos meio que ao acaso, talvez dando preferência àqueles que moravam perto de favelas e tinham endereço e rotina conhecidos, e que não costumavam tomar precauções, a fim de facilitar a tarefa dos pistoleiros. E provavelmente foram escolhidos PM's que não tinham ligações com alguma quadrilha rival, a fim de não desencadear represálias como a que originou o massacre de Vigário Geral, que citei no meu contra-exemplo acima.
A minha impressão continua sendo que os PM's mortos não tinham envolvimento com quadrilhas, e provavelmente nada a ver com os bandidos mortos anteriormente. Mas seu eu tenho as minhas impressões, vocês também têm as suas, e uma delas, recorrente aqui, afirma que os bandidos são sempre mortos por execução. Considerando a agressividade e o pesado armamento de que dispõe os bandidos, eu acho que a maioria foi morta mesmo porque reagiu à prisão.
 | Me parece, eu acredito, eu tenho a impressão. Foi com base nessas crenças absurdas que o Genoino e o Dirceu foram condenados.
As aparências enganam. Marx disse que se a aparência e a essência das coisas coincidissem diretamente a ciência seria supérflua.
Para o Mundim a ciência é supérflua. Por isso suas crenças, impressões e parecências. Enquanto os fatos estão aí.
Eu suspeito que essas chacinas em bares e nas ruas de São Paulo são feitas por policiais de folga para culparem o PCC. Mas são só suspeitas. A Polícia de SP deveria urgentemente contratar o Pedro Mundim como investigador: sem sair de casa, de frente à tela do PC, Pedro Mundim matou a charada sobre a onda de violência em SP!
Pedro Pudim é o Sherlock Holmes encarnado!
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