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| | Danuza e seu OURINÓL
Para rir e muito da aristocracia decrépita carioca.
Danuza Leão fez a aristocracia carioca soltar suspiros de alegria ao criticar a infestação de pobres nos voos internacionais. O problema da Danuza, meus caros, é complexo. Ela quer se distinguir dos simples mortais, dos pobres sem etiqueta e pedigree que enchem os aviões. Mas os donos das companhias aéreas querem os lucros advindos dos novos passageiros e não vêm qualquer diferença entre o dinheiro dela e o dinheiro dos demais. O princípio que iguala todos os consumidores num regime capitalista é o dinheiro para consumir, não o nascimento, a etiqueta ou o pedigree. Portanto, Danuza precisa escolher se é ou não capitalista, se quer ou não viajar de avião e, sobretudo, se vai ou não compartilhar o mesmo banheiro que o povo brasileiro sobre o Atlântico. Se ela resolver viajar de transatlântico, terá o mesmo problema. Pois os novos ricos que ela parece detestar mais do que os velhos pobres também navegam mares nunca dantes navegados para alegria dos donos dos navios de cruzeiro. A única solução para Danuza, penso, é literária senão histórica. Doravante, quando viajar de avião ou de transatlântico, a colunista carioca - mumificada após dezenas de cirurgias plásticas que não a fizeram nem mais jovem nem mais bela - terá que levar seu OURINÓL (neologismo criado por Oswald de Andrade para sacanear os aristocratas paulistanos metidos a besta). Fazendo isto, além de mijar e cagar com distinção e requinte ela poderá se sentir igual a D. João VI. O rei, que tinha muito mais pedigree do que ela tem, nunca dispensou o seu sofisticado URINOL quando passeava pelo Rio de Janeiro no lombo de uma mula mansa. >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria
Quer mais espaço, faz Angélica, vai de táxi aéreo Se essa dondoca quer viajar sem vira-latas, porque não compra um aviãozinho só prá si? A Roda Gilberto Gil Meu povo, preste atenção Na roda que eu te fiz Quero mostrar a quem vem Aquilo que o povo diz Posso falar, pois eu sei Eu tiro os outros por mim Quando almoço, não janto E quando canto é assim Agora vou divertir Agora vou começar Quero ver quem vai sair Quero ver quem vai ficar Não é obrigado a me ouvir Quem não quiser escutar Quem tem dinheiro no mundo Quanto mais tem, quer ganhar E a gente que não tem nada Fica pior do que está Seu moço, tenha vergonha Acabe a descaração Deixe o dinheiro do pobre E roube outro ladrão Se morre o rico e o pobre Enterre o rico e eu Quero ver quem que separa O pó do rico do meu Se lá embaixo há igualdade Aqui em cima há de haver Quem quer ser mais do que é Um dia há de sofrer Seu moço, tenha cuidado Com sua exploração Se não lhe dou de presente A sua cova no chão Quero ver quem vai dizer Quero ver quem vai mentir Quero ver quem vai negar Aquilo que eu disse aqui Agora vou terminar Agora vou discorrer Quem sabe tudo e diz logo Fica sem nada a dizer Quero ver quem vai voltar Quero ver quem vai fugir Quero ver quem vai ficar Quero ver quem vai trair Por isso eu fecho essa roda A roda que eu te fiz A roda que é do povo Onde se diz o que diz Blues da Piedade para a Danuza. Tempos Modernos Lulu Santos Eu vejo a vida melhor no futuro Eu vejo isso por cima do muro De hipocrisia que insiste em nos rodear Eu vejo a vida mais farta e clara Repleta de toda satisfação Que se tem direito do firmamento ao chão Eu quero crer no amor numa boa E que isso valha prá qualquer pessoa Que realizar a força que tem uma paixão Eu vejo um novo começo de era De gente fina elegante e sincera Com habilidade pra dizer mais sim do que não Hoje o tempo voa amor Escorre pelas mãos Mesmo sem se sentir E não há tempo que volte amor Vamos viver tudo que há pra viver Vamos nos permitir Fábio captou a essência do capitalismo Fábio captou a essência do capitalismo: o lucro. Ganha-se mais vendendo-se mais. Produzir grande quantidade de ítens baratos para os pobres sempre rendeu mais aos porcos capitalistas do que produzir pequena quantidade de ítens caros para os ricos. Afinal, é a Volkswagen a dona da Rolls-Royce, e não a Rolls-Royce a dona da Volkswagen, e é a Fiat a dona da Ferrari, e não a Ferrari a dona da Fiat. É por esse motivo que, apesar de ser o capitalismo um sistema voltado para as ambições individuais e não coletivas, acaba promovendo a ascenção social. O patrão pode até odiar o cheiro do povo e só querer mijar em um penico de outro, como o Fábio exemplificou, mas ele está sujeito ao Mercado, que é a encarnação do Desejo Coletivo das massas. Indiretamente, então, ele é obrigado a servir às massas que despreza, produzindo sempre maior quantidade de ítens e atendendo seus desejos de consumo e conforto. O Pedro Mundim nunca capta a essência do capitalismo O Mundim teria feito uma descoberta genial se Marx não tivesse escrito, em 1844 que: "O sentido que a produção tem com relação aos ricos manifesta-se claramente no sentido que tem para os pobres; para cima, sua manifestação é sempre refinada, encoberta, ambígua, aparência; para baixo, grosseira, direta, franca, ESSÊNCIA. A grosseira necessidade do trabalhador é uma fonte de lucros maior quea necessidade refinada do rico. As moradias nos porões de Londres rendem mais aos que as alugam que os palácios, isto é, elas são, em relação a eles, uma riqueza maior, e portanto, falando em termos de economia política, são urna riqueza social maior. - E, assim como a indústria especula sobre o refinamento das necessidades, assim também especula sobre sua crueza, sobre sua crueza artificialmente produzida, cujo verdadeiro gozo é o auto-aturdimento, essa aparente satisfação das necessidades. As tavernas inglesas são, pois, representações simbólicas da propriedade privada. Seu luxo mostra a verdadeira relação do luxo e da riqueza industriais com o homem. Por isso são, com razão, os únicos divertimentos dominicais do povo, que a polícia inglesa trata pelo menos com suavidade." Quem vende mais é quem vende mais barato do que seu concorrente. Agora chuta aí, Mundim: Porque o capitalista que tá vendendo mais caro do que seu concorrente não põe os preços dos seus produtos e serviços abaixo dos preços dos produtos e serviços dos seus concorrentes? Porque um capitalista vende mais caro do que seu concorrente? Porque todos os capitalistas não produzem somente grande quantidade de itens baratos para os pobres? Responde aí, Retardatário Mundim. ¿Por qué el mínimo de precio determina el máximo de consumo? "Desde el principio mismo de la civilización, la producción comienza a basarse en el antagonismo de los rangos, de los estamentos, de las clases, y por último, en el antagonismo entre el trabajo acumulado y el trabajo directo. Sin antagonismo no hay Progreso. Tal es la ley a la que se ha subordinado hasta nuestros días la civilización. Las fuerzas productivas se han desarrollado hasta el presente gracias a este régimen de antagonismo entre las clases. Afirmar que los hombres pudieron dedicarse a la creación de productos de un orden superior y a industrias más complicadas porque todas las necesidades de todos los trabajadores estaban satisfechas, significaría hacer abstracción del antagonismo de clases y subvertir todo el desarrollo histórico. Es como si se quisiera decir que, porque en tiempos de los emperadores romanos se alimentaba a las murenas en piscinas artificiales, había víveres abundantes para toda la población romana; al contrario, el pueblo romano se veía privado de lo necesario para comprar pan, mientras los aristócratas romanos no carecían de esclavos para arrojarlos como pasto de las murenas. El precio de los víveres ha ido subiendo casi constantemente, mientras que el precio de los objetos manufacturados y de lujo ha ido bajando casi de continuo. Tomemos incluso la agricultura: los productos más indispensables, como el trigo, la carne, etc., suben de precio, en tanto que el algodón, el azúcar, el café, etc., bajan sin cesar en una proporción sorprendente. Y hasta entre los comestibles propiamente dichos, los artículos de lujo, tales como las alcachofas, los espárragos, etc., son hoy relativamente más baratos que los productos alimenticios de primera necesidad. En nuestra época, lo superfluo es más fácil de producir que lo necesario. Por último, en diferentes épocas históricas, las relaciones reciprocas de los precios no sólo son diferentes, sino opuestas. En toda la Edad Media, los productos agrícolas eran relativamente mas baratos que los artículos manufacturados; en los tiempos modernos están en razón inversa. ¿Se deduce de ello que la utilidad de los productos agrícolas haya disminuido después de la Edad Media? El uso de los productos se determina por las condiciones sociales en que se encuentran los consumidores, y estas condiciones reposan en el antagonismo de clases. El algodón, la patata y el aguardiente son artículos del uso más común. La patata ha dado origen a la escrófula; el algodón ha desplazado en gran parte el lino y la lana, a pesar de que la lana y el lino son, en muchos casos, mas útiles aunque sólo sea desde el punto de vista de la higiene; por último, el aguardiente se ha impuesto a la cerveza y al vino, pese a que el aguardiente, empleado en calidad de producto alimenticio, este considerado generalmente como un veneno. Durante todo un siglo, los gobiernos lucharon en vano contra este opio europeo; la economía prevaleció dictando sus leyes al consumo. ¿Por qué, pues, el algodón, las patatas y el aguardiente son la piedra angular de la sociedad burguesa? Porque su producción requiere la menor cantidad de trabajo y, por consiguiente, tienen el más bajo precio. ¿Por qué el mínimo de precio determina el máximo de consumo? ¿Será tal vez a causa de la utilidad absoluta de estos artículos, de su utilidad intrínseca, de su utilidad en el sentido de que satisfacen de la manera mejor las necesidades del obrero como hombre y no del hombre como obrero? No, es porque, en una sociedad basada en la miseria, los productos más miserables tienen la prerrogativa fatal de servir para el consumo de las grandes masas. Decir que, puesto que las cosas que menos cuestan son las de mayor consumo, deben ser las de mayor utilidad, equivale a decir que el uso tan extendido del aguardiente, determinado por su bajo coste de producción, es la prueba mas concluyente de su utilidad; equivale a decir al proletario que las patatas son para él más saludables que la carne; equivale a aceptar el estado de cosas vigente; equivale, en fin, a hacer con el señor Proudhon la apología de una sociedad sin comprenderla. En una sociedad futura, donde habrá cesado el antagonismo de clases y donde no habrá clases, el consumo no será ya determinado por el mínimo de tiempo necesario para la producción; al contrario, la cantidad de tiempo que ha de consagrarse a la producción de los diferentes objetos será, determinada por el grado de utilidad social de cada uno de ellos." Karl Marx, Miséria de la Filosofia A finalidade da luxúria é evitar a super-produção A burguesia investe na produção da luxúria e do supérfluo não é para ter lucros é para queimar, desperdiçar o lucro excessivo que extraem da classe operária. Além disso, os gastos com o supérfluo servem para evitar a insuficiência da demanda. Sem gastar com supérfluo, teríamos desequilíbrio dos mercados com sub-consumo ou com super-produção: "Em sua obra, Malthus revela-se contra a visão otimista sobre o futuro da humanidade que seus contemporâneo tinham. Os vícios e as misérias que açoitam a humanidade não devem ser atribuídos às instituições sociais, e sim à fecundidade da raça humana. A população, quando não é controlada, aumenta geometricamente; as disponibilidades alimentícias só crescem, quando muito, aritmeticamente. Em conseqüência, o número de habitantes ultrapassaria, cedo ou tarde, a quantidade de alimentos necessária para mantê-lo. Segundo Malthus, as guerras, as epidemias e as pragas foram necessárias para regular a população: "A fome parece ser o último e mais terrível recurso da natureza". Porém, isso não é tudo. Além da perspectiva sombria criada pela teoria da população, Malthus concebeu uma idéia econômica que deu origem a outro motivo de inquietação. Malthus vivia preocupado com a possibilidade da chamada "insuficiência de demanda", isto é, uma inundação de mercadorias sem compradores. Malthus, para defender seus argumentos, dizia que existiam duas categorias de produtos, essenciais e não-essenciais. Com os bens essenciais, isto é, os alimentos, nunca haveria problemas de saturação, pois uma maior disponibilidade dos mesmos automaticamente criaria sua própria demanda, na forma de aumento da população. No caso dos bens não-essenciais, o problema era diferente, pois o equilíbrio dos mercados desse tipo de bens dependeria dos gostos de quem goza de renda suficientemente alta para adquiri-los, basicamente proprietários de terras e capitalistas. Para remediar tais problemas Malthus sustentou que o mais prudente era estimular os gastos por parte dos ricos e do Estado. Malthus mostrou que uma estratégia adequada consistiria em construir estradas e outras obras públicas; proprietários de terras poderiam contratar pessoas para construir, melhorar e embelezar suas propriedades. Por isso argumentou que, para remediar a possibilidade de uma superprodução, uma solução seria manter as receitas dos proprietários de terras, pois estes desempenhavam a função socialmente destacável de gastar suas rendas em consumo supérfluo e, ao fazê-lo, contribuíam para manter o nível de demanda agregada." http://www.miniweb.com.br/Ciencias/artigos/malthus.html Os preços não estão caindo, ao contrário. Os pobres estão consumindo mais não é porque os preços estão baixando, até porque os preços estão sempre aumentando, a inflação tá bombando. Os pobres estão com o poder aquisitivo mais elevado por causa da valorização, ainda que mínima, dos salários. Se a Vanuza Leal não quiser mais viajar na companhia de pobres, ela deve ser contra o aumento do salário mínimo acima da inflação. Se não tiver coragem de tomar uma atitude tão impopular, que vá morar na lua juntamente com o Boris Casoy, já que este também não vê com bons olhos a confraternização de trabalhadores. Eu vou prá Lua Zé Ramalho Eu vou pra lua, eu vou morar lá Sair no meu Sputnik do campo do Jiquiá Já estou enjoado aqui da Terra Onde o povo a pulso faz regime A indústria do roubo, a fome, o crime Onde os preços aumentam todo dia O progresso daqui, a carestia Não adianta mais se fazer crítica Ninguém acredita na polícia Onde o povo só vive em agonia Eu vou pra lua, eu vou morar lá Sair no meu Sputnik do campo do Jiquiá Lá não tem juventude transviada Os rapazes de lá não têm malícia Quando há casamento é na polícia E a moça quem é sentenciada Por acaso, se a dona for casada E trair o marido, a coisa é feia Ela pega dez anos de cadeia E o conquistador não sofre nada Na lua não tem nome abreviado IPSEP, IPASE, nem CASEP Nem IPEP, nem CPMF Nem contrabando, nem mercadoria Lá não falta água, não falta energia Não falta hospital, não falta escola É fuzilado lá quem come bola E morre na rua quem faz anarquia Porque Porque o capitalista que tá vendendo mais caro do que seu concorrente não põe os preços dos seus produtos e serviços abaixo dos preços dos produtos e serviços dos seus concorrentes? Porque um capitalista vende mais caro do que seu concorrente? Porque todos os capitalistas não produzem somente grande quantidade de itens baratos para os pobres? A história dos negócios mostra que o capitalista que produz em maior escala e pratica preços mais baixos acaba triunfando. Como eu afirmei anteriormente, foi a Volkswagen que comprou a Rolls Royce, e não o contrário, e foi a Fiat que comprou a Ferrari, e não o contrário. Os preços não estão caindo, ao contrário? Correto. É normal que haja sempre alguma inflação, pois as pessoas querem ganhar mais, e não menos, de modo que todo comerciante prefere sempre aumentar, e não diminuir o preço de suas mercadorias, e todo trabalhador sempre pede um aumento, e não uma diminuição de seu salário ao patrão. Se colar, colou. Mas o PODER DE COMPRA tem aumentado, sim, todas as estatísticas comprovam isso. Artigos que antes eram raros se tornaram corriqueiros, o consumo das classes trabalhadoras aumentou tremendamente, e por esse motivo elas deixaram de se revolucionárias, obrigando os esquerdistas a procurar nos marginais o seu novo público. O preço pode até aumentar na etiqueta, mas a inflação faz com que ele, na verdade, diminua. No fim, sempre vence a tendência de produzir mais e cobrar menos. Antes a classe trabalhadora era revolucionária? Antes os trabalhadores eram revolucionários, agora que consomem se tornaram conservadores e reacionários. Trabalhadores são revolucinários não é porque são explorados, é porque não consomem. Dizer que os trabalhadores deixaram de ser revolucionários e se tornaram conservadores e reacionários porque tiveram seu poder de compra elevado mas fez lembrar do seguinte trecho do livro 'Crítica do Programa de Gotha', de Karl Marx: "Depois da morte de Lassalle, havia progredido em nosso Partido a concepção científica de que o salário não é o que parece ser, isto é, o valor, ou o preço do trabalho, mas só uma forma disfarçada do valor, ou do preço da força de trabalho. Com isto, havia sido lançada ao mar, de uma vez para sempre, tanto a velha concepção burguesa do salário, como toda crítica até hoje dirigida contra esta concepção, e se havia tornado claro que o operário assalariado só está autorizado a trabalhar para manter sua própria vida, isto é, a viver, uma vez que trabalha grátis durante certo tempo para o capitalista (e, portanto, também para os que, com ele, embolsam a mais-valia); que todo o sistema de produção capitalista gira em torno do prolongamento deste trabalho gratuito, alongando a jornada de trabalho ou desenvolvendo a produtividade, ou seja, acentuando a tensão da força de trabalho, etc.; que, portanto, o sistema do trabalho assalariado é um sistema de escravidão, uma escravidão que se torna mais dura à medida que se desenvolvem as forças sociais produtivas do trabalho, QUER O OPERÁRIO ESTEJA MELHOR OU PIOR REMUNERADO. E quando esta concepção cada vez mais ia ganhando terreno no seio do nosso Partido, retrocede-se aos dogmas de Lassalle, apesar de que hoje já ninguém pode ignorar que Lassalle não sabia o que era salário, mas que, indo na esteira dos economistas burgueses, tomava a aparência pela essência da coisa! É como se, entre escravos que finalmente tivessem descoberto o segredo da escravidão e se rebelassem contra ela, viesse um escravo fanático das idéias antiquadas e escrevesse no programa da rebelião: a escravidão deve ser abolida porque a manutenção dos escravos, dentro do sistema da escravidão, não pode passar de um certo limite, extremamente baixo!" O único motivo para que um trabalhador seja revolucionário é o aumento do seu consumo. Um trabalhador não se torna revolucionário contra a sua expropriação pelo capitalista nem pelo aumento do seu tempo livre, isto é, pela redução da jornada de trabalho. A escravidão assalariada não deve ser abolida É como se, entre escravos que finalmente tivessem descoberto o segredo da escravidão e se rebelassem contra ela, viesse um escravo fanático das idéias antiquadas e escrevesse no programa da rebelião: a escravidão NÃO deve ser abolida porque a manutenção dos escravos, dentro do sistema da escravidão, PASSAOU DO LIMITE ANTERIOR, QUE ERA EXTREMAMENTE BAIXO.
O poder aquisitivo dos trabalhadores aumentou porque houve acúmulo de capital. É como se os salários dobrassem de 1 para 2 e os lucros dobrassem de 2 para 4. O expropriador ficou mais ainda rico e o trabalhador ficou menos pobre mas em conmpensação aumentou a intensidade e o ritmo do seu trabalho muito mais do que o aumento do seu poder de compra. "A rise in the price of labour, as a consequence of accumulation of capital, only means, in fact, that the length and weight of the golden chain the wage-worker has already forged for himself, allow of a relaxation of the tension of it." Karl Marx
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