ABBAS E UMA ALA DO HAMAS ABREM MÃO DA DEFESA DO ESTADO PALESTINO NA ONU, SUPLICANDO QUE ESTE COVIL IMPERIALISTA APROVE "STATUS" DE BANTUSTÃO CERCADO PELO ENCLAVE SIONISTA

Nesta quinta-feira, dia 29 de novembro, haverá a votação na Assembleia Geral da ONU para decidir se a Palestina assume o "status" de estado-observador nas Nações Unidas. Atualmente, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) é considerada apenas uma "entidade" com direito a voz. Ao mesmo tempo, ocorrerá na mesma data a abertura do Fórum Social Mundial Palestina Livre em Porto Alegre (RS). Para ascender a esta "nova" posição, a iniciativa Palestina encabeçada por Mahmoud Abbas e avalizada pela ala Hamas do ligada ao governo do Egito necessita ser apoiada pela maioria dos 193 países-membros. Países imperialistas como a França e a Espanha já anunciaram apoio à medida, enquanto os EUA, Alemanha e Israel se opõem. O Brasil e o conjunto dos BRICs apoiam a mudança de "status". O que está por trás dessa "disputa" no covil de abutres da ONU não é a defesa da causa nacional palestina, da volta dos refugiados e da existência de um Estado palestino em seu território histórico, o que representaria contestar a própria existência do enclave terrorista de Israel. Na verdade, estamos vendo um embate por quem mantêm a influência política e econômica sobre a região, no marco que repartição das riquezas no Oriente Médio pelas metrópoles imperialistas. Neste contexto, a luta do povo palestino é parte da moeda de troca entre os bandos imperialistas, mas que entre si tem um acordo inquebrantável: impedir o nascimento de um Estado palestino pela via da destruição do enclave sionista. Não por acaso, acionaram o governo do Egito parido da (mal) chamada "Primavera Árabe" com o objetivo de negociar uma trégua entre o Hamas e Israel depois de mais de uma semana de bombardeios sobre a Faixa de Gaza, que deixou mais de 140 palestinos mortos, temendo justamente a mobilização revolucionária das massas árabes e muçulmanas que colocaria a região em luta, fortalecendo assim a posição do Irã e da Síria, alvo da investida neocolonialista!

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