Invocando a "teoria do domínio do fato" do Direito Alemão, o STF condenou José Dirceu por suspeitas e sem provas a 11 anos de prisão em regime fechado. Hoje Roberto Jefferson, criminoso confesso apanhado com a mão na cumbuca e contra quem as provas do processo são incontestáveis, ganhou apenas 7 anos de prisão sem regime fechado. Roberto Jeffersom, um réu confesso incriminado pelas provas, foi premiado. José Dirceu, o suspeito acusado pelo réu confesso, foi condenado com rigor. Nos dois casos a decisão do STF refletiu os desejos e exigências da mídia monopolista de capital aberto aos negócios criminosos do Cachoeira. Jefferson e Dirceu não são iguais perante a Lei porque nunca foram tratados igualmente pelos jornalistas. O primeiro, criminoso, virou herói dos telejornais. O segundo, suspeito, virou criminoso contumaz execrável sem direito de defesa midiática. Isto não é ?domínio do fato? do Direito Alemão, mas aplicação da jurisprudência do dono da boca-de-fumo no Morro do Alemão (tá tudo dominado e nóis condena e prende quem qué). Neste caso chamado "mensalão" a mídia fez a Lei do cão e o STF apenas a aplicou.