E foi Joaquim Barboza, presidente do STF, que determinou o regime aberto de Roberto Jeferson e regime fechado, por exemplo, ao deputado João Paulo Cunha, do PT/SP.

Vamos aguardar agora a capa da Veja, com Jeferson. Se Joaquim Barboza, para a grande mídia, tem que ser presidente da República, caberá a Roberto Jeferson, quem sabe, a presidência do Congresso Nacional. Essa mesma mídia, principalmente a Globo, levou em 1989 um desconhecido deputado alagoano, Fernando Collor de Mello, à presidência da República.

Entre outras ?ajudinhas?, manipulou a lei eleitoral, favorecendo Collor, apresentando no Fantástico e Jornal Nacional, os melhores momentos de Collor no último debate contra Lula, no período proibido pela lei eleitoral. Depois, essa mesma mídia, com a Globo à frente trabalharam pelo impeachment de Collor.

Na ocasião, o ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel de Moura Brizola, foi contra a CPI que tirou a presidência de Collor. Brizola, com muita coerência, que, aliás, sempre pautou sua vida pública, enfrentou essa mesma mídia golpista e manipuladora, que antes já tinha apoiado e se aliado à ditadura militar. Aliás, a Globo se aliou e cresceu à sombra da ditadura militar.

Brizola foi contra a CPI porque, com justa razão, cobrava uma autocrítica dos apoiadores e criadores de Collor, principalmente da Globo. Dizem, nos bastidores, que a Globo abandonou e defenestrou Collor porque o então presidente queria ampliar seu poderio midiático, que já imperava em Alagoas, para o restante do Brasil. Collor queria, na verdade, competir com a Globo.

Vamos agora aguardar a entrevista de Roberto Jeferson no Fantástico, no Faustão e, quem sabe, sua participação no próximo Big Brother Brasil.

É por isso que a maioria dos brasileiros não acredita na estória do mensalão, que também por mero acaso coincidiu com o período eleitoral. E a sociedade respondeu ao mensalão elegendo o candidato do PT, na maior cidade brasileira, São Paulo, e dando a maioria dos votos do país ao PT.

RIO DE JANEIRO, 29 de novembro de 2012