Após os confrontos na última Greve Geral, tornou-se evidente como se pretende confinar ao Medo todos os milhões de pessoas que dia após dia tem cada vez menos ar à sua volta para respirar. Um sufoco imposto de todos os lados e que, designado nesse outro sinónimo que é a crise, atemorizou-nos pelo medo de perder o emprego, o futuro de quem não o tem e a estabilidade das nossas vidas. Rapidamente resumido e formulado no pragmatismo capitalista do fim da história, que é como quem diz, esqueçam as outrora conquistas da paz, o pão, habitação, saúde e educação que se ouvia soar nessa canção (de) ?Liberdade?. A mesma música responde ao seu nome e aos tempos de hoje, quando terminava ecoando que ?só há liberdade a sério quando houver / Liberdade de mudar e decidir / quando pertencer ao povo o que o povo produzir ?. Essa premissa, já o sabemos, foi deitada por terra, conduzidos até aqui peloxs Donos de Portugal, connosco ao volante até onde houve alcatrão e betão para nos enterrar. Mas o inicio da canção poderá apelar hoje mesmo a um novo ponto de partida, pois se ?Viemos com o peso do passado e da semente / Esperar tantos anos torna tudo mais urgente / e a sede de uma espera só se estanca na torrente?. Porque de novo, e uma vez mais, parece que ?Só se pode querer tudo quando não se teve nada / Só quer a vida cheia quem teve a vida parada?. /....

Continuar a ler em  http://revistaalambique.wordpress.com/