O ELO PERDIDO DO MENSALÃO
Quis custodiet ipsos custodes?


Os dólares do senador Ney Suassuna.

Documentos da CPI do Banestado mostram que Ney Suassuna (PMDB-PB) movimentou cerca de US$ 3 milhões no Delta Bank, de Miami, e abasteceu contas no exterior por meio de doleiros sem autorização do BC. Foto: Célio Azevedo - Agência Senado.?.Correio Brazil+iense, Correio (livre acesso), Estado de Minas, 11/11
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Na Polícia Federal, a dupla da mala preta deu uma explicação imobiliária para os R$ 100 mil. Disseram que o dinheiro seria usado para comprar um apartamento ? mas Elísio teria desistido na última hora porque não gostou do imóvel. Não tentaram, no entanto, explicar por que estavam sentados em cima da mala de dinheiro, dentro da caminhonete Blazer de Riccardi quando foram detidos.

RJ, 04 de Agosto de 2005.
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RIO DE JANEIRO ? RJ
AGENCIAS.

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- Rua da Farinha, 102 - Penha - Fone (0xx21) 2584-8997
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RELATÓRIO.
A partir de meados do ano de 2003 até 2005 varias ocorrências de assalto a mão armada, inclusive com mortes, foram constatados na Agencia do Banco Rural do lado de fora quando os sacadores saiam a - Rua da Farinha, 102 - Penha - Fone (0xx21) 2584-8997 ? até então não se falava em Mensalão. Posteriormente soubemos que os assaltos estavam sendo constantes, pois os assaltantes haviam descoberto que, naquela agencia, havia um rotineiro esquema de saques de grande porte e quase sempre com ajuda de malas ou grandes pacotes. O que foi confirmado a época pelo oficial PMERJ que comandava aquele DPO e visitava-nos quase que diariamente no nosso escritório que era a passagem obrigatória pra seu almoço e na oportunidade comentava preocupado com os assaltos e o risco de balas perdidas, inclusive nos orientando nesse sentido.
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Particularmente, vimos o Senador Ney Suassuna e mais três companheiros estacionar uma Blazer preta, que posteriormente soubemos pertencer a um tal Riccardi (que mais se parecia Pizzolato) e que o terceiro seria um tal Elísio, e com uma mala de viajem do tipo, tamanho, mala de solteiro, e adrentar a Agencia referida. Os funcionários que entregaram o dinheiro confirmaram pra mim em meu escritório à época, e confirmaram também que já haviam entregado varias malas a outras pessoas do meio político e autoridades. (GERENTES Bco. RURAL Ag. Mer. São Sebastião/RJ : Aloísio ? Tel. 9105-.... e Marcelo Tel.3835-....). O mesmo acontecendo com uma pessoa de aparência muito parecida com uma autoridade do judiciário, porem com mala tipo sanfona, muito usada para carregar processos. (Vimos entrar e vimos sair em atitude que consideramos suspeita em função da localização da Agencia, e no caso por esse estar Ministro estar literalmente desacompanhado inclusive a distancia não se fazia acompanhar por nenhum segurança, o que seria normal dado o status profissional deste).
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Quando o escândalo do mensalão veio à tona em 2005, a agencia foi fechada e os funcionários, não foram demitidos. No dia 24/11/2005, encontrei casualmente um dos funcionários aqui citados desta agencia que confirmou que o Banco Rural havia transferido apenas o gerente da referida agencia, para outra no centro da cidade, e que de fato os outros funcionários estavam em casa e recebendo salário aguardando o desenrolar das noticias sobre o dito Mensalão, e outros fizeram acordos milionários pra sair. Um deles montou uma transportadora e locadora cujo nome seria Garra Transportes e Locação.
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Usou a seguinte frase, tentando explicar o que estava acontecendo administrativamente:
- Para os que estão recebendo sem trabalhar a uma previsão de retorno para assinarem demissão no mês de Março de 2006, assim que baixe a poeira das investigações.
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Quando o esquema do mensalão começou ficar de conhecimento de alguns funcionários, comenta-se que um ex-gerente desta agencia a Rua da Farinha ao suspeitar do que estava acontecendo pediu as contas e pressionou para sair. O gerente que montou uma empresa transportadora, comenta-se, fez gastos incompatíveis adquirindo caminhões do tipo carretas, etc.
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Comentava-se também, no Banco que o dinheiro do esquema vinha de operações com títulos da divida externa e precatórios autorizados pelo Banco Central e do conhecimento da BMF, CVM, STF, BC, BB, algumas corretoras e politicamente pelo EXECUTIVO e LEGISLATIVO aliados a CAMARA e ao SENADO FEDERAL como um todo, com raríssimas exceções.
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Hoje sabemos que se tratou do MESALÃO DO DEM que cooptou o PT e uma enorme conexão de autoridades, cujo inicio se deu no Rio de Janeiro com implantação do Pedágio da Linha Amarela, foi o 1º Mensalão que distribuía para alguns gabinetes no TJERJ de Juízes, Desembargadores, Procuradores, Promotores, Senadores, Deputados, Prefeito e Vereadores, etc. Caso contrario, o PEDÁGIO DA AVENIDA CARLOS LACERDA não teria autorização de funcionamento, uma vez que naquela época, e ainda hoje, Pedágio são de competência da União ?obra pública? não tem termo de concessão previsto no Art.175CF, o correto é Contribuição Melhoria Art.81CTN em havendo necessidade de financiar obras em perímetro urbano.
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?SUASSUNA FOI SÓCIO DE DOLEIRO?

Candidato à reeleição a uma vaga ao Senado pela Paraíba, Suassuna tem o seu destino político nas mãos do procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que recebeu da PF e de um grupo de procuradores do Rio e de Brasília um arsenal de provas suficiente para denunciá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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Atingido no ano passado pela revelação da chamada Máfia dos Fiscais, que cobrava propina de empresários. Garotinho, por sua vez, pode ser nocauteado novamente pela divulgação de contas abertas em paraísos fiscais por funcionários graduados do governo de sua mulher, Rosinha Matheus, que o sucedeu no cargo.
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Desta vez, as denúncias atingem principalmente o secretariado de Rosinha.
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A PF e a Receita Federal detectaram, por exemplo, que o secretário de Defesa do Consumidor, Sérgio Zveiter, um dos políticos mais próximos do ex-governador, movimentou cerca de US$ 2 milhões no Bank Boston de Nova York por intermédio de uma rede de doleiros que atuava no MTB Bank e na Beacon Hill, escritórios de lavagem de dinheiro de Manhattan fechados pelas autoridades norte-americanas no ano passado. Zweiter, que também foi secretário de Justiça do Rio, não declarou a conta e tampouco a transação no exterior à Receita Federal, o que configura crime contra o sistema financeiro, definido pela chamada Lei do Colarinho Branco. Ligações perigosas. De acordo com a papelada entregue a Fonteles pela PF e por procuradores da República e do Rio de Janeiro, as relações de Suassuna com os doleiros são ainda mais profundas e comprometedoras.
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O Ministério Público já tem em mãos, por exemplo, documentos que ligam o senador aos Messer, família de doleiros cariocas responsáveis pelo envio de cerca de US$ 30 milhões desviados pela quadrilha da Máfia dos fiscais ao exterior. De acordo com documentos da Junta Comercial do Rio de Janeiro, Ney Suassuna e o deputado Wellington Roberto (PL-PB) foram sócios de Bruno Messer na Rivertec Informática, empresa de fachada que funciona num escritório de contabilidade no município de Três Rios, espécie de paraíso fiscal do Rio de Janeiro. Sobrinho dos doleiros Moordko e Dario Messer, Bruno Messer trabalha na empresa FLPM participações Ltda, que está sendo investigada pela Polícia e Receita Federal por lavagem de dinheiro. Tendo como sócios majoritários Ney Suassuna e o deputado Wellington Roberto, a Rivertec foi fundada em meados da década de 90 por Bruno Messer e por Rodrigo Suassuna, filho do senador, que abandonaram a empresa em 1998. 15 empresas.
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As investigações da PF e do Ministério Público apontam que, além da Rivertec, outras 15 empresas foram abertas por Suassuna e seu filho Rodrigo para lavar cerca de R$ 30 milhões de um grupo, comandado pelo senador, que supostamente cobrava propina dos empresários para liberar verbas de vários ministérios e estatais. A sociedade de Suassuna com membros dessa quadrilha está totalmente documentada, acredita o Ministério Público. Preso em flagrante pela PF em maio de 2002 em frente a um shopping de Brasília, quando recebia uma mala com R$ 100 mil de Giovanni Ricardi ? ex-assessor parlamentar de Wellington Roberto ?, o empresário José Elísio Ferreira Jr. (Pode ser o Elísio um dos advogados da LAMSA ? LINHA AMARELA, não confirmado e a ser investigado pra confirmação dessa suspeita) aparece como sócio de Rodrigo Suassuna na Are Corretora de Seguro Ltda.
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A PF, que conseguiu detonar o esquema com base em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, acredita que o dinheiro fazia parte da segunda parcela que a quadrilha de servidores cobrou das empreiteiras Sercel, de Belo Horizonte, e Fuad Rassi de Goiânia. Segundo as investigações, em troca da propina, Suassuna, que foi ministro da Integração Nacional no governo Fernando Henrique Cardoso, se comprometeria a conseguir uma obra de R$ 3 milhões para empreiteiras de Goiás. Na época, Suassuna e Wellington Roberto negaram ter relações comerciais com Elísio e Ricardi.
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Agora, as ligações estão comprovadas por vários documentos públicos. Ex-assessor indiciado por CPIO senador Ney Suassuna (PMDB-PB) mantém diversas relações suspeitas. O filho do senador, Rodrigo Suassuna, sócio do pai na conta Key West, no Delta Bank de Miami, mantém ligações estreitas com John Kirchofer Cabral. Ex-assessor de Ney, ele foi indiciado em 2002 pela CPI da Previdência da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e pela Polícia Federal por envolvimento em fraudes no INSS. Rodrigo é sócio de Alberto Cabral, irmão de Kirchofer, na empresa Vig Lex Serviços de Vigilância e Guardas, que faz a vigilância no Barra Shopping.
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A empresa foi notificada em outubro pela Polícia Federal por funcionar irregularmente. O departamento de Patrimônio da PF (Depatri) deu um prazo de três meses para a empresa fechar suas portas.
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As investigações apontam ainda que, a fim de enviar recursos para o exterior, Ney Suassuna procurou se aliar a uma rede de doleiros e cambistas da região de Foz de Iguaçu.
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O senador aparece, por exemplo, como sócio do doleiro sírio Khalifa Abdala Ghanai na empresa Libras 2001 Importação e Exportação Ltda. Ghanai entrou em clandestinamente no país em 1998, por meio da fronteira livre do Paraná com o Paraguai.
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O doleiro chegou a fazer parte da lista de procurados pela PF. Ele responde a processo sob a acusação de ter descumprido a chamada Lei dos Estrangeiros, mas obteve habeas corpus na Justiça que o impede de ser preso. De acordo com a papelada, no centro da lavanderia do senador aparecem ainda dois estabelecimentos de ensino de sua propriedade: o Colégio Anglo, em Foz de Iguaçu, e o Centro de Educação em Ciudad del Este, no Paraguai, usados para levar e trazer dinheiro do exterior.
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A PF acredita, por exemplo, que no ano de 2002, o Anglo simulou um empréstimo junto ao Delta Miami Bank para lavar U$ 2,2 milhões que estavam no exterior.
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O dinheiro foi depositado na conta do Colégio Anglo, no Banco Real, em Foz de Iguaçu.
Como o empréstimo era fictício, por questões óbvias, não foi pago até hoje. As operações de câmbio, que viabilizaram a vinda do dinheiro, continuam abertas até hoje no Banco Central. Ainda de acordo com a papelada, Suassuna utilizava também a construtora Ferraz Suassuna, de sua propriedade, para enviar recursos para as offshores (empresas protegidas pelas leis dos paraísos fiscais) Realty, no Caribe, e Perkano Finance, na Irlanda. Procurado pelo Correio e pelo Estado de Minas, Zveiter negou ter conta no exterior e ter usado os serviços de doleiros, embora o endereço de seu escritório no Rio de Janeiro apareça anotado ao lado das operações. O senador Suassuna negou-se a comentar as denúncias.
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16 de November de 2011 às 20:42
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