Acompanhamos com interesse o escândalo dos tablóides na Inglaterra. Comandados pelo Civita australiano, vulgarmente conhecido como Rupert Murdoch, jornalecos ingleses comparáveis ao Estado de São Paulo, à Folha de São Paulo e O Globo, não somente se valiam de informações obtidas por meios ilegais como as distorciam para aumentar seu potencial "mensaleiristico".

Na Inglaterra, entretanto, o jornalismo de esgoto não é a regra. O caso virou um escândalo, Rupert Murdoch foi chamado a prestar depoimento e as autoridades tomaram providências para responsabilizar jornalistas e editores. Jornais foram fechados e ocorreu uma verdadeira revolução ética  http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/cameron_expressa_preocupacao_com_proposta_de_orgao_respaldado_por_lei . Em breve os ingleses terão uma nova Lei de Meios para que o crime não se torne a regra do jornalismo investigativo.

Enquanto isto? no Brazilzilzil, cuja elite midiática se esforça para incorporar trejeitos ingleses e ataca ferozmente a infestação de pobres nos vôos internacionais para Paris e Londres, a Lei é a mídia quem faz. E a Justiça é a imprensa quem dita ao STF, por intermédio do qual distribuiu condenações sem provas aos seus desafetos considerados suspeitos e punição meramente simbólica para um criminoso confesso incriminado por provas incontestáveis.

No exato momento em que a Inglaterra retrocede ao tempo da validade e eficácia de um principio geral abstrato aplicável a todos para limitar os abusos das empresas de comunicação cá, no Brazilzilzil, a Veja se tornou uma empresa de capital aberto a quadrilha do Cachoeira. Depois conseguiu impor, mediante chantagem colocada em circulação por quase todos os jornais, revistas e telejornais, o respeito ao privilégio de seu jornalista Policarpo Jr. de fazer parte de um time de mafiosos na posição de "caneta" sem responder pelo crime de formação de quadrilha ou bando.

Francamente, fica difícil entender como é que esta nossa elite jornalística consegue se espelhar na Inglaterra. O mais provável é que que os Civitas, Marinhos, Frias, Saads e Mesquitas murdochianos se encontrem numa "ilha do dia anterior" quando supostamente chegam à Inglaterra para bebericar vinho do Porto com alguém da família de sangue azul. Saídos de um "continente do século anterior" eles certamente nunca conseguirão acompanhar a velocidade da modernidade da ética jornalística inglesa.

E já que estamos a falar de contradições. Há uma outra possibilidade. Desde os tempos da globalização imposta pelas caravelas portuguesas e espanholas, o mundo passou a ter duas mãos. E algumas contramãos também... Há a via que vai do Novo Mundo à Europa e a que volta da Europa ao Mundo do Elo Perdido nos Trópicos, sendo difícil dizer quem influenciou quem e qual foi o personagem influenciado por alguém. Portanto, não só os Civitas, Marinhos, Frias, Saads e Mesquitas murdochianos podem não ter chegado à Inglaterra quando pousaram em Londres, mas na "ilha do dia anterior" onde chegaram eles disseminaram as práticas jornalísticas que empregam no Brazilzilzil, fecundando assim alguns tablóides do Murdoch.

Neste caso, não seria mais apropriado dizer que a mídia inglesa agia exatamente como as empresas jornalísticas brasileiras de capital aberto aos negócios criminosos do Cachoeira?

Tudo bem pesado, Policarpo Jr., "caneta" da Veja na quadrilha ou "caneta" da quadrilha na Veja, pode ter sido o primeiro jornalista brasileiro a fazer escola na Inglaterra. Mas a escola criada por ele foi fechada pelo Parlamento Inglês porque ao contrário do Brasil, o cachoeirismo lá não é a regra. Aqui, todavia, continuará a ser regado pelo Relatório da CPI que inocentou o jornalista quadrilheiro.