Em texto publicado na Carta Capital, Rosemary "Operação Porto Seguro" de Noronha foi comparada a um personagem de Machado de Assis.

Eu não compararia Rosemary a Rubião, mas ao Senhor Castelo, personagem tragicômico de Lima Barreto (O homem que sabia javanês). Afinal, quem toma conhecimento da história desta cidadã percebe rapidamente que ela confessou com extrema facilidade que não dominava a "gramática e a linguística da corrupção". A forma ingênua como ela produziu provas de sua conduta desviada e desviante, demonstram seu amadorismo.

Rosemary não tinha qualquer sofisticação em matéria de militância propinística. Se tivesse ela teria se comportado como os autores do golpe narrado no livro "Os Cabeças de Planilha" de Luis Nassif ( http://www.midiaindependente.org/pt/red/2007/08/390072.shtml). Na pior das hipóteses ela teria usado as artimanhas internacionais complicadas empregadas pelos membros da quadrilha da "Privataria Tucana" investigadas por Amaury Ribeiro Jr. ( http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Privataria_Tucana).

Assim como "o homem que sabia javanês" , Rosemary confessou com eloquência o que fez e como fez. Ela constituiu a prova inequívoca de sua conduta. Se falasse "tucanês" certamente ela não teria sido apanhada com tanta facilidade. Eventualmente ela até poderia disputar a presidência duas vezes como José Serra.