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| | 95 anos da Revolução Russa: o legado da Makhnovitchina Por União Popular Anarquista (UNIPA) 01/12/2012 às 18:30 A Revolução Proletária Russa de 1917 é um dos principais marcos da luta de classes. Passados 95 anos da revolução, seu significado e sua própria história são alvos de disputas políticas e ideológicas. É comum, por exemplo, a Revolução de 1917 ser denominada de ?Revolução Bolchevique?, ?Revolução Comunista? ou ainda ?Revolução Marxista?. Como resultado da política do PCUS, essas diferentes denominações são, na verdade, formas de esconder a pluralidade de organizações políticas da classe trabalhadora russa que atuaram como sujeitos revolucionários.
Um capítulo decisivo da história da Revolução Russa foi a atuação do Exército Insurgente Ucraniano ? a Makhnovtchina, e a proposta de uma revolução dentro da revolução. Sendo a referência bakuninista durante a Revolução de 1917, a história e o significado da Makhonovtchina devem ser resgatados.
1. O papel revolucionário de Nestor Makhno
A história do Exército Insurrecional Makhnovista, ou simplesmente Makhnovitchina, começa com a saída do camponês anarquista Nestor Makhno, em fevereiro de 1917, da prisão Boutirki, em Moscou. Ele havia sido preso devido a sua participação no movimento insurrecional de 1905-07, quando era ainda um adolescente. Ao sair da cadeia, se livrando da pena de prisão perpétua devido a anistia, ele retornou a sua terra natal, de nome Gulai-Polé, na Ucrânia. Reencontrou o Grupo Anarquista Comunista, de que fizera parte, e neste travaria um debate interno sobre o posicionamento do anarquismo frente à revolução.
O debate entre os anarquistas girava em torno da seguinte questão: os anarquistas deveriam participar das organizações populares ou fazer propaganda de fora delas? Makhno sustentava que os anarquistas deveriam atuar no interior do movimento dos trabalhadores, cuja base na Ucrânia era de camponeses. Kalinitchenko, por sua vez, defendia que os anarquistas deveriam limitar-se ao trabalho de propaganda.
Seguindo a linha política de Makhno, o Grupo Anarquista Comunista constrói a União dos Camponeses, que agregaria toda a população camponesa de Gulai-Polé, em torno de um programa de ação coletiva de expropriação dos grandes proprietários e de combate ao Governo Provisório de Kerensky. A atuação da União dos Camponeses, juntamente com as Uniões Operárias das Usinas e Fábricas e com os Sovietes de Camponeses, Operários e Soldados, possibilitou a instalação do autogoverno dos trabalhadores. No ano de 1918, se formariam na região de Gulai-Polé e cercanias, quatro comunas livres (sem obrigação para com proprietários rurais), denominadas Comuna Rosa Luxemburgo, Comuna 1, 2 e 3.
Em 1918, eclode a Guerra Civil. Os Bolcheviques assinam o acordo de paz com a Alemanha, Brest-Litovsk, aceitando entregar a Ucrânia. Tropas austro-alemãs invadem a Ucrânia e apoiam às forças contrarrevolucionárias do Exército Branco. Os trabalhadores organizados fazem a resistência e a defesa da revolução. Primeiro na forma de guerrilha, mas os confrontos exigem a organização de um exército popular. Assim, como resultado direto da linha política de Nestor Makhno e do Grupo Anarquista Comunista de Gulai-Polé, é organizado o Exército Insurgente da Ucrânia. Portanto, a Makhnovtchina era um movimento de massas, de base camponesa e orientação anarquista.
2. A Makhnovtchina e a defesa da Revolução
No fim de 1918, durante a Guerra Civil, três forças políticas importantes, muito diferentes, estavam em ação na Ucrânia: 1) Petliurovstchina ? movimento nacionalista, de nome oficial Rada, composto pela burguesia nacional, e que conseguiu uma adesão de segmentos das frações trabalhadoras ; 2) Bolchevismo ? o Partido/Estado; e 3) Makhnovtchina ? Exército Insurgente.
O Exército Insurgente da Ucrânia operava no ?Governo? de Ekaterinoslav ? unidade administrativa regional, composta de diversos Distritos, Comitês Comunais (unidades locais) e inúmeras aldeias. A Rada Central, Governo Nacional, ficava em Kiev. Ao sul e ao leste de Ekaterinoslav, era território libertado pela Makhnovtchina. Ekaterinoslav era território sobre domínio dos bolcheviques, e à oeste o domínio era dos petluristas.
A Makhnovtchina atuou durante a Guerra Civil na defesa da Revolução, avançando na libertação de territórios para garantir a soberania dos Sovietes. A partir daí, a política socialista de conselhos da União de Camponeses adquiriu expressão territorial, com a sua influência no Soviete de Camponeses, Operários e Soldados de Gulai-Polé. Foi consolidada a expropriação, o desarmamento da burguesia (comerciantes, industriais, grandes proprietários) e a liquidação do organismo político local do Estado, e sua substituição pelo Soviete.
A resistência dos trabalhadores ucranianos, especialmente da Makhnovtchina, foi fundamental para a defesa da Revolução Russa, pois, o precedente histórico da Comuna de Paris (1871) mostra que a invasão imperialista, resultante da ?solidariedade? burguesa interestatal, é determinante para as forças contrarrevolucionárias.
Entretanto, as divergências inconciliáveis entre os Bolcheviques e a Makhnovtchina, enquanto os primeiros implementavam a Ditadura do Proletariado, os camponeses insurgentes defendiam o autogoverno dos trabalhadores. Depois da unidade para derrotar as forças contrarrevolucionárias, o Exército Vermelho e o Exército Insurgente da Ucrânia se enfrentaram até 1921, quando a traição bolchevique resultou na perseguição de trabalhadores, na liquidação de quadros políticos e do movimento makhnovista.
A experiência revolucionária da Makhnovtchina é fundamental para o desenvolvimento da luta de classes, pois ao mesmo tempo que lança as bases do movimento insurrecional para a destruição do Estado e do Capital, mostra que a luta também passa pela superação das debilidades do revisionismo e do ecletismo, bem como pelo combate a centralização e burocratização marxista.
Email:: unipa_net@yahoo.com.br URL:: http://uniaoanarquista.wordpress.com/ >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria A ditadura do proletariado na Russia foi exatamente a autogestão proletária dos Soviets, nada a ver com o governo estatizador de Lênin, que foi a contra revolução financiada pelo capitalismo mundial para tomar o poder na Russia, estatizar tudo, e depois reestabelecer o capitalismo privado por lá, ao sabotar autogestão dos Soviets, mantendo apenas o seu nome mas destruindo-os na prática ao estatiza-los, e abrir a economia russa para o capital privado, especialmente o americano, via NEP, medida que Stalin, mais tarde, teria de desfazer devido a aproximação da grande depressão, o que o forçou a estatizar tudo para evitar o caos, que provocaria uma nova onda revolucionária soviética.
Já o governo anarquista de Nestor Makhno ficou famoso (inclusive entre os anarquistas) justamente por ter um nivel de autoritarismo muito parecido com o de Lênin.
Toda revolução proletária é proletária (para Marx), e não qualquer outro "ista". O socialismo, que é a autogestão social, é a consequência unica da ação revolucionária espontânea vitoriosa da classe trabalhadora.
 | o pingo tenta se camuflar em nicks mas não deixa d ser o mesmo fanático. a maneira é sempre a mesma de cagar seus comentários.!!!!!!!!!! Agora o Raymundo Toddy é o $ (ou será que sempre foi!?), cagando seus comentários como sempre visando fanaticamente sabotar o CMI como parte do seu trabalho de propagandista do capital, tsc!  | Se a história é uma construção social, a historiografia é a construção ideológica de um grupo, normalmente a historiografia é a história contada pelos vencedores. Os marxistas, de várias matizes contam a história a partir da história oficial do Estado Soviético. Entretanto, a pesquisa histórica nos mostra outras formas de contar a história, especialmente no que diz respeito aos caminhos escolhidos pelos marxistas. Ainda na segunda metade do século XIX Bakunin já considerava a Ditadura do Proletariado a morte da Revolução, ou seja, o programa marxista poderia sim conquistar o poder, entretanto, iria reproduzir a desigualdade burguesa ao estabelecer a centralização estatal.
"(...) segundo a teoria do Sr. Marx, o povo, não só não deve destruir o Estado, mas deve, ao contrário, reforçá-lo, torná-lo ainda mais poderoso e, sob esta forma, colocá-lo à disposição de seus benfeitores, tutores e educadores, os chefes do Partido Comunista, numa palavra, à disposição do Sr. Marx e de seus amigos, que logo começarão a libertá-lo à sua maneira. Eles controlarão as rédeas do governo, visto que o povo ignorante precisa de uma boa tutela; criarão um Banco do Estado único, que concentrará em suas mãos a totalidade do comércio, da indústria, da agricultura e até mesmo da produção científica, enquanto a massa do povo será dividida em dois exércitos: o exército industrial e o exército agrícola, sob o comando direto dos engenheiros do Estado, que formarão uma nova casta político-científica privilegiada" (Bakunin, Estatismo e Anarquia, 2003, p. 216).
O trecho acima foi retirado da obra de Bakunin escrita em 1873, ou seja, Bakunin não está criticando Lenin ou Stalin, está debatendo e condenando o programa comunista, tal qual idealizado por Marx e seus partidários. Bakunin e Marx se enfrentam na AIT e debatem sobre os significados da Comuna de Paris. Esses enfrentamentos, Bakunin percebe, a partir de sua orientação ideológica e pesquisa história e científica, que o programa marxista só poderia levar de fato ao que se tornou a URSS, um Estado cuja a casta do partido comunista assumiu o papel de classe dominante. Essa é a dívida que os marxistas tem com a história, entretanto, depois de tantos anos, o dogmatismo quase religioso os impedem de fazer a autocrítica necessária.  | É completamente claro que a ditadura do proletariado para Marx, e até para Engels, é a autogestão proletária, é a ditadura da classe INTEIRA e jamais de um individuo, grupo, ou partido, basta ler a obra legada por Marx pois ela deixa isso totalmente claro. Essa ditadura refere-se apenas ao ato ditatorial que toda revolução representa por ser um ato de força contra o inimigo, podendo tornar-se uma brutal guerra civil, como foi com a Comuna de Paris por exemplo.
Bakunin não entendeu nada do que Marx disse ou então era um tremendo falacioso mal intencionado que distorcia as palavras alheias para atingir os seus interesses particulares, como o desejo de controlar a AIT por exemplo.
As medidas elencadas por Marx no Manifesto Comunista, quanto as estatizações e outras, seriam realizadas pela própria burguesia após essa tomar o poder ao derrubar-se o regime monarquista pela via revolucionária. Essa fase na verdade seria a preparação para a revolução proletária e não a própria revolução proletária, e essas medidas estatizantes a serem realizadas pelo governo burgues recém estabelecido deveriam ser apoiadas pois facilitariam a revolução proletária vindoura, ao criar um grande cisma dentro da própria burguesia jogando-a uma contra a outra, jogando o grande capital contra o pequenos capital numa guerra pelo poder. Leia o "Mensagem do Comitê Central a Liga dos Comunistas" que você entenderá melhor.
Já o governo anarquista bakuninista de Nestor Makhno ficou famoso (inclusive entre os anarquistas) justamente por ter um nivel de autoritarismo muito parecido com o de Lênin.
Toda revolução proletária é proletária (para Marx), e não qualquer outro "ista". O socialismo, que é a autogestão social, é a consequência unica da ação revolucionária espontânea vitoriosa da classe trabalhadora.
 | A revolução proletária, para Marx, derruba o capital e o governo estatal simultaneamente, e as estatizações a serem realizadas por vontade própria pela burguesia e seu governo burguês jogariam a burguesia numa guerra interna de classe, o que facilitaria a sua derrubada pelos proletários no futuro próximo. Essa era a tese defendida por Marx no Manifesto Comunista. Leia o "Mensagem do Comitê Central a Liga dos Comunistas" que você entenderá melhor.  | O texto citado pelo marxista foi muito bem lembrado, pois se trata de um verdadeiro elogio ao Estado Centralizador, ou seja, à Ditadura do Proletariado, que historicamente se tornou a Ditadura da Burocracia do Partido Comunista e matou a Revolução. O referido texto é muito elucidativo, e está disponível na internet: http://www.marxists.org/portugues/marx/1850/03/mensagem-liga.htm. Vejamos um trecho: ?No interesse do proletariado rural e no seu próprio interesse, os operários têm de opor-se a este plano. Têm de exigir que a propriedade feudal confiscada fique propriedade do Estado e seja transformada em colónias operárias, que o proletariado rural associado explore com todas as vantagens da grande exploração agrícola; desde modo, o princípio da propriedade comum obtém logo uma base sólida, no meio das vacilantes relações de propriedade burguesas. Tal como os democratas com os camponeses, têm os operários de unir-se com o proletariado rural. Além disso, os democratas ou trabalharão directamente para uma República federativa ou, pelo menos, se não puderem evitar uma República una e indivisível, procurarão paralisar o governo central mediante o máximo possível de autonomia e independência para as comunas e províncias. Frente a este plano, os operários têm não só de tentar realizar a República alemã una e indivisível, mas também a mais decidida centralização, nela, do poder nas mãos do Estado. Eles não se devem deixar induzir em erro pelo palavreado sobre a liberdade das comunas, o autogoverno, etc. Num país como a Alemanha, onde estão ainda por remover tantos restos da Idade Média, onde está por quebrar tanto particularismo local e provincial, não se pode tolerar em circunstância alguma que cada aldeia, cada cidade, cada província ponha um novo obstáculo à actividade revolucionária, a qual só do centro pode emanar em toda a sua força. ? Não se pode tolerar que se renove o estado de coisas actual, em que os alemães, por um mesmo passo em frente, são obrigados a bater-se separadamente em cada cidade, em cada província. Menos do que tudo pode tolerar-se que, através de uma organização comunal pretensamente livre, se perpetue uma forma de propriedade ?, que ainda se situa aquém da propriedade privada moderna e por toda a parte se dissolve necessariamente nesta ? a propriedade comunal, e as desavenças dela decorrentes entre comunas pobres e ricas, assim como o direito de cidadania comunal, subsistente, com as suas chicanas contra os operários, ao lado do direito de cidadania estatal. Tal como na França em 1793, o estabelecimento da centralização mais rigorosa é hoje, na Alemanha, a tarefa do partido realmente revolucionário?. Nas próprias palavras de Marx: Centralização Estatal e mais Centralização Estatal. Isso é para Marx a Revolução. O resto a história mostrou. Pela Revolução Social! Pela destruição do Estado e do Capital!  | Marx esta falando ai do governo burgues, de centralizar o Estado burgues como forma de centralizar a ação revolucionária proletária futura (denuncia as Comunas feudais, opostas as Comunas Proletárias, como meios de escravização e pauperização do proletariado pelos donos de terras e pela burguesia), e fala das estatizações pelo governo burgues também como meio de conturbação da sociedade burguesa visando acelerar a sua implosão.
Veja alguns trechos dessa circular que você oportunisticamente ignorou:
Este partido democrático, mais perigoso para os operários do que foi o partido liberal, está integrado pelos seguintes elementos:
I. Pela parte mais progressista da grande burguesia, cujo objetivo é a total e imediata derrocada do feudalismo e do absolutismo. Essa fração está representada pelos antigos conciliadores de Berlim que propuseram a suspensão do pagamento de suas contribuições.
II. Pela pequena-burguesia democrata-constitucional, cujo principal objetivo no movimento anterior era criar um Estado federal mais ou menos democrático, tal como o haviam propugnado os seus representantes - a esquerda da Assembléia de Frankfurt -, mais tarde o Parlamento de Stuttgart e ela mesma na campanha de pró-constituição do Império.
III. Pelos pequeno-burgueses republicanos, cujo ideal é uma república federal alemã no estilo da Suíça e que agora se chamam a si mesmos "vermelhos" e "democrata-sociais", porque têm o pio desejo de acabar com a opressão do PEQUENO CAPITAL pelo grande, do pequeno-burguês pelo grande burguês. Representavam esta fração os membros dos congressos e comitês democráticos, os dirigentes das uniões democráticas e os redatores da imprensa democrática. O partido democrata pequeno-burguês é muito poderoso na Alemanha.
OS DEMOCRATAS PEQUENO-BURGUESES acham também que é preciso opor-se ao domínio e ao rápido crescimento do capital, em parte limitando o direito de herança, em parte PONDO NAS MÃOS DO ESTADO o maior número possível de empresas.
Vimos como os democratas chegarão à dominação com o próximo movimento e como serão forçados a propor medidas mais ou menos socialistas. Que medidas os operários devem propor? Estes não podem, naturalmente, propor quaisquer medidas diretamente comunistas no começo do movimento. Mas podem:
1. Obrigar os democratas a intervir em tantos lados quanto possível da organização social até hoje existente, A PERTUBAR o curso regular desta, a comprometerem-se a concentrar nas mãos do Estado o mais possível de forças produtivas, de meios de transporte, de fábricas, de ferrovias, etc.
Ao lado dos novos governos oficiais, os operários deverão constituir imediatamente governos operários revolucionários, seja na forma de comitês ou conselhos municipais, seja na forma de clubes operários ou de comitês operários, de tal modo que os governos democrático-burgueses não só percam imediatamente o apoio dos operários, mas também se vejam desde o primeiro momento fiscalizados e ameaçados por autoridades atrás das quais se encontre a massa inteira dos operários.
Marx em As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850:
?Durante todo o dia 13 de Junho o proletariado manteve esta mesma céptica atitude de observação e aguardou uma refrega a sério e definitiva entre a Guarda Nacional democrática e o exército para então se lançar na luta e levar a revolução para lá do objectivo pequeno-burguês que lhe tinha sido imposto. No caso de vitória, estava já formada a COMUNA PROLETARIA que iria aparecer AO LADO DO GOVERNO OFICIAL. Os operários de PARIS tinha aprendido na sangrenta escola de Junho de 1848.?
?O advento da monarquia branca era anunciado tão abertamente nos seus clubes como o da república vermelha nos CLUBES PROLETÁRIOS ?
?E que eram OS CLUBES senão uma coligação de toda a classe operária contra toda a classe burguesa, a formação de um ESTADO OPERÁRIO contra o Estado burguês??
?Os votos em Raspail ? os proletários e os seus porta-vozes socialistas declararam-no bem alto ? constituiriam uma simples manifestação, outros tantos PROTESTO CONTRA QUALQUER PRESIDENCIA, isto é, contra a própria Constituição, outros tantos votos contra Ledru-Rollin, O PRIMEIRO ATO ATRAVÉS DO QUAL O PROLETARIADO, COMO PARTIDO POLITICO AUTONOMO, se separava do partido democrático. Este partido, porém ? a pequena burguesia democrática e o seu representante parlamentar, a Montagne...?
Um parênteses a respeito da questão da classe proletária TODA constituída em partido político:
A seguir ao parágrafo 7 dos Estatutos (da AIT) deve ser incluído o seguinte parágrafo, que resume a resolução IX da Conferência de Londres (Setembro de 1871). Art. 7a. ? Na sua luta contra o poder colectivo das classes possidentes, o proletariado só pode agir como classe constituindo-se a si próprio em partido político distinto, oposto a todos os antigos partidos formados pelas classes possidentes.
Os trechos acima do ?As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850?, mais essa resolução da AIT a respeito da unidade de classe dos proletários deixam claro que a questão da constituição da classe toda em partido é apenas simbólica e não literal, pois fica claro que Marx equivale classes sociais inteiras a partidos políticos.
Segue agora o que é para Marx o partido comunista: Manifesto do Partido Comunista: ?Qual a posição dos comunistas diante dos proletários em geral? OS COMUNISTAS NÃO FORMAM UM PARTIDO À PARTE, OPOSTO AOS OUTROS PARTIDOS OPERÁRIOS. Não têm interesses que os separem do proletariado em geral. Não proclamam princípios particulares, segundo os quais pretenderiam modelar o movimento operário.?
Manifesto do Partido Comunista: ?As concepções teóricas dos comunistas não se baseiam, de modo algum, em idéias ou princípios inventados ou descobertos por tal ou qual reformador do mundo. São apenas a expressão geral das condições reais de uma luta de classes existente, de um movimento histórico que se desenvolve sob os nossos olhos.?
De volta ao As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850:
?Se a Montagne, o paladino parlamentar da pequena burguesia democrática, por um lado, se vira forçada a unir-se aos DOUTRINÁRIOS SOCIALISTAS do proletariado, o proletariado, por seu turno, obrigado pela terrível derrota material de Junho a erguer-se de novo por meio de vitórias intelectuais, ainda incapaz, dado o desenvolvimento das restantes classes, de lançar mão da DITADURA REVOLUCIONÁRIA, teve de se lançar nos braços dos doutrinários da sua emancipação, dos fundadores de SEITAS SOCIALISTAS...?
?Deste modo convertem-se em ecléticos ou em adeptos dos sistemas socialistas existentes, do socialismo doutrinário que só foi expressão teórica do PROLETARIADO até este se ter desenvolvido num MOVIMENTO HISTÓRICO LIVRE E AUTÔNOMO.?
A COMUNA: ?a forma política afinal descoberta para levar a cabo a emancipação econômica do trabalho? (A Guerra Civil na França, que fala sobre a Comuna de Paris)
Parece que, assim como o seu sacerdote e deus, os bakuninistas são completamente burros ou oportunistas!
 | A razão para a defesa da centralização do governo burgues, do Estado burgues, é que essa medida facilita a unidade ou centralização da ação revolucionária espontânea do proletariado, que visa com isso destruir o capital e o aparelho estatal simultaneamente.
Como disse Marx no mensagem a liga: "não se pode tolerar em circunstância alguma que cada aldeia, cada cidade, cada província ponha um novo obstáculo à actividade revolucionária, a qual só do centro pode emanar em toda a sua força. 'Não se pode tolerar que se renove o estado de coisas actual, em que os alemães, por um mesmo passo em frente, são obrigados a bater-se separadamente em cada cidade, em cada província.' "  | Se temos dúvidas vamos ler de novo, Marx afirma: ?Tal como na França em 1793, o estabelecimento da CENTRALIZAÇÃO mais rigorosa é hoje, na Alemanha, a tarefa do PARTIDO REALMENTE REVOLUCIONÁRIO?. Será que ainda não ficou suficientemente claro? Ou será que realmente o pior cego é aquele que não quer ver? O debate sobre a Comuna é fundamental, por isso a a UNIPA publicou um texto na Revista Via Combativa, Uma Teoria do Anti-Estado: A Comuna de Paris e a Organização Política Socialista, disponível em: http://uniaoanarquista.files.wordpress.com/2012/07/via_combativa_01.pdf A UNIPA mostrou que Marx e os marxistas fazem uma verdadeira manobra de retórica para afirmar que a Comuna é igual à Ditadura do Proletariado, mas é claro que isso não deu muito certo. Vejamos um trecho do texto da UNIPA: ?Primeiramente, devemos perceber que a derrota da Comuna em 1871 não significou seu esquecimento. Na Rússia, a Comuna de Paris teria uma presença constante no imaginário do partido social-democrata. E aqui é importante indicar um fato importante; dentro da tradição social-democrata, existem três linhas de leitura/interpretação da Comuna de Paris: 1) a de Marx; 2) a de Engels; 3) a de Lênin. Existem ?três? definições, não excludentes, mas distintas, do que foi a Comuna de Paris, e aqui está um ponto fundamental da interpretação correta da Comuna. Marx ao analisar a ?Comuna de Paris?, classifica-a como um ?Auto-Governo dos Produtores?. Diversos autores consideram o Marx de ?A Guerra Civil em França?, não sem razão, como um Marx ?anti-estatista?: ?Mas a classe operária não se pode contentar com tomar o aparelho de Estado tal como ele é e de o pôr a funcionar por sua própria conta. (...) O poder centralizado do Estado, com os seus órgãos presentes por toda a parte: exército permanente, polícia, burocracia, clero e magistratura, órgãos moldados segundo um plano de divisão sistemática e hierárquica do trabalho, data da época da monarquia absoluta, em que servia à sociedade burguesa nascente de arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo. (...) Quanto à força repressiva do governo outrora centralizado, o exército, a polícia política, a burocracia, criada por Napoleão em 1798, retomada depois com prontidão por cada novo governo e utilizada por ele contra os seus adversários, era justamente esta força que devia ser destruída por toda a parte, como o fora já em Paris?. (Karl Marx, A Guerra Civil em França). Na sua análise da Comuna, Marx dá uma guinada nas suas formulações, colocando uma ênfase muito grande na afirmação da necessidade de ?destruição do Estado?; mas ele não chega a estabelecer uma caracterização definitiva do que é o Estado. E esta controversa guinada ?anti-estatista? de Marx pode ser interpretada por diversos ângulos. Será Engels que, após a morte de Marx, ao fazer uma introdução a uma reedição do livro ?A Guerra Civil em França?, irá dar uma re-interpretação que se sobreporá à leitura realizada por Marx, e que será tomada por Lenin. Engels afirma: ?En realidad, el Estado no es más que una máquina para la opresión de una clase por otra, lo mismo en la República democrática que bajo la monarquía; y en el mejor de los casos, un mal que el proletariado hereda luego que triunfa en su lucha por la dominación de clase. El proletariado victorioso, tal como hizo la Comuna, no podrá por menos de amputar inmediatamente los peores lados de este mal, hasta que una generación futura, educada en condiciones sociales nuevas y libres, pueda deshacerse de todo ese trasto viejo del Estado. Ultimamente las palabras "dictadura del proletariado" han vuelto a sumir en santo terror al filisteo socialdemócrata. Pues bien, caballeros, queréis saber qué faz presenta esta dictadura? Mirad a la Comuna de París: he ahí la dictadura del proletariado!? (F. Engels 18 de marzo de 1891). Neste sentido, temos um deslocamento teórico importantíssimo. Ao denominar a Comuna de ?Ditadura do Proletariado?, Engels está inserindo pela primeira vez a ?Comuna? numa caracterização teórico-política com a qual a Comuna nunca foi compatível. Ao definir a Comuna como ?Ditadura do Proletariado?, Engels está associando a Comuna ao esquema teórico comunista, significando, ao mesmo tempo, que a Comuna é um tipo de Estado e uma forma ?transitória? de poder, forma esta que deve desaparecer junto com as classes sociais. Aqui se abre todo um campo complexo de luta entre classificações contraditórias, pois a interpretação de Marx jamais definiu a Comuna de tal maneira. Daí surgirem duas linhas de interpretação dentro do marxismo, uma que se tornará majoritária, desenvolvida por Lênin, a partir da re-interpretação dos escritos de Marx feita por Engels, e outra minoritária, reivindicada pelos comunistas de conselhos. Lênin irá adotar a interpretação e a definição de Estado de Engels e também associará a Comuna de Paris à ?Ditadura do Proletariado?. Lênin reivindica a Comuna em dois escritos fundamentais: ?As Teses de Abril? (1917) e em o ?Estado e a Revolução (1917)?. O primeiro escrito apresenta e defende uma ?inovação programática? dentro do partido social-democrata da Rússia, já que vai colocar de maneira clara a necessidade de uma revolução ?socialista?, como uma etapa imediatamente posterior à revolução ?democrático-burguesa?. O segundo escrito é uma defesa da ?Fase de Transição? do Socialismo para o Comunismo e uma defesa ?do Estado? e da idéia de Estado. Lênin combate em duas frentes: o oportunismo marxista de Kautsky, e o ?anarquismo?, ou melhor, o anarco-comunismo russo. Neste sentido, ele desenvolve uma teoria com duas afirmações distintas: defendendo a destruição do Estado e defendendo o Estado: ?A substituição do Estado burguês pelo Estado proletário não é possível sem revolução violenta. A abolição do Estado proletário, isto é, a abolição de todo e qualquer Estado, só é possível pelo ?definhamento??. (Lênin, O Estado e a Revolução, cap. I.-4). ?A distinção entre os marxistas e os anarquistas consiste nisto: 1.º) os marxistas, embora propondo-se a destruição completa do Estado, não a julgam realizável senão depois da destruição das classes pela revolução socialista, como resultado do advento do socialismo, terminando na extinção do Estado; os anarquistas querem a supressão completa do Estado, de um dia para o outro, sem compreender as condições que a tornam possível (...)? (Lênin, O Estado e a Revolução, cap. VI.-3). É interessante notar que as acusações que Lênin faz ao ?anarquismo? são do mesmo gênero das que o ?oportunismo? social-democrata faz a Lênin (Lênin é acusado de querer a ?destruição do Estado? de um dia para o outro e de querer passar da ?revolução democrático-burguesa à socialista imediatamente?). Se é possível a destruição do Estado burguês, que nada mais é que uma manifestação histórica, particular, do Estado em geral, porque dizer que não é possível a destruição do Estado em geral, se o Estado em geral não é senão a combinação dos traços estruturais das suas manifestações particulares? Aqui se coloca a questão da caracterização do Estado. O que é o Estado? É possível um ?Estado Proletário?? Da primeira resposta deriva a segunda. O marxismo não responde de maneira satisfatória à primeira pergunta, e daí as contradições e oscilações nas respostas para a segunda. São estas contradições que serão aproveitadas pela ?burocracia? para matar a revolução socialista na Rússia e abortar o processo da revolução proletária em escala mundial. A interpretação que Bakunin faz da Comuna de Paris, desde o princípio, considera a Comuna de Paris como a ?Negação do Estado?. Desta maneira, a análise de Bakunin se aproxima em diversos pontos da análise de Marx. Este um é um fato historicamente negligenciado. Nunca os dois estiveram tão próximos em termos de posicionamentos teóricos. Mas, por outro lado, é neste período que a ruptura política entre os dois militantes se daria. Mas enquanto Marx teve que fazer uma ?emenda substitutiva? ao Manifesto Comunista em razão da Comuna de Paris, a Comuna e o Federalismo Revolucionário que ela realizou já se encontravam plenamente expressos no Catecismo Revolucionário, documento programático da organização secreta fundada por Bakunin em 1864. No ?Prefácio à Segunda Edição do Império Knuto-Germânico? (1870-1871), Bakunin apresenta os pontos de distinção entre comunismo e anarquismo da seguinte maneira: ?Os comunistas acreditam dever organizar as forças operárias para apoderar-se da força política dos Estados. Os socialistas revolucionários se organizam tendo em conta a destruição, ou se quiser uma palavra mais cortês, tendo em conta a liquidação dos Estados. (...) O socialismo revolucionário acaba de tentar uma primeira manifestação brilhante e prática na Comuna de Paris. Sou um partidário da Comuna de Paris, que por ter sido massacrada, sufocada em sangue pelos carrascos da reação monárquica e clerical, nem por isso deixou de fazer-se mais vivaz, mais poderosa na imaginação e no coração do proletariado da Europa; sou um partidário dela sobretudo porque foi uma negação audaz, bem pronunciada, do Estado?. (Bakunin, 1978, p. 188). Desta maneira, para Bakunin, a Comuna se apresenta incontestavelmente como a ?negação do Estado?. Bakunin sabia que a Comuna tinha sido composta majoritariamente por jacobinos e que a ala socialista (os chamados ?internacionalistas?) era minoritária. Mas mesmo assim ele viu nas suas instituições, na sua mecânica popular e revolucionária, a confirmação das suas teses e de seu programa. Mas esta identificação não se dá por meios artificiais. Vejamos o documento ?Catecismo Nacional?, elaborado como programa para a organização secreta de Bakunin, em 1865-1866: ?Que é absolutamente necessário para qualquer país desejar reunir as federações livres dos povos para substituir suas organizações centralizadas, burocráticas e militares por uma organização federalista baseada apenas na absoluta liberdade e autonomia das regiões, províncias, comunas, associações e indivíduos. Esta federação operará com funcionários eleitos responsáveis diretamente junto ao povo; Ela não será uma nação organizada de cima para baixo, ou do centro para a circunferência. Rejeitando os princípios da unidade imposta e arregimentada, ela será dirigida de baixo para cima, da circunferência para o centro, de acordo com os princípios da livre federação. Seus indivíduos livres formarão associações voluntárias, suas associações formarão comunas autônomas, suas comunas formarão províncias autônomas, suas províncias formarão as regiões, e as regiões irão federar-se livremente em países que, por sua vez, criarão mais cedo ou mais tarde a universal federação mundial?. (Bakunin, Catecismo Nacional). Lênin segue os exemplos de Marx e Engels ao falar das idéias anarquistas, tomando idéias que nunca foram enunciadas historicamente por Proudhon e Bakunin. E mais: quando obrigado a reconhecer a presença de proudhonistas e bakuninistas na Comuna, indica que estes estavam lá ?contrariando? suas próprias idéias, quando, na verdade ? e o próprio Lênin reconhece em outros momentos ?, foi Marx quem fez alterações no Manifesto Comunista em conseqüência da Comuna de Paris (?!). Inversamente, quando analisamos o ?Catecismo Revolucionário? de Bakunin, programa da sua organização secreta (1866), verificamos a existência da menção às Comunas e a sua ?livre-federação?. Quer dizer, a história do movimento operário e de suas tendências é completamente desfigurada na narrativa de Lênin, onde fatos e acontecimentos reais deixam de ter importância?.  | Cara, agora tu deixou bem claro que não passa de um falacioso mal intencionado mesmo!
Quanto ao partido revolucionário Marx esta falando da CLASSE PROLETÁRIA TODA como sendo esse partido, explicarei isso melhor no decorrer deste comentário.
Marx esta falando ai do governo burgues, de centralizar o Estado burgues como forma de centralizar a ação revolucionária proletária futura (denuncia as Comunas feudais, opostas as Comunas Proletárias, como meios de escravização e pauperização do proletariado pelos donos de terras e pela burguesia), e fala das estatizações pelo governo burgues também como meio de conturbação da sociedade burguesa visando acelerar a sua implosão.
A razão para a defesa da centralização do governo burgues, do Estado burgues, é que essa medida facilita a unidade ou centralização da ação revolucionária espontânea do proletariado, que visa com isso destruir o capital e o aparelho estatal simultaneamente.
Como disse Marx no mensagem a liga: "não se pode tolerar em circunstância alguma que cada aldeia, cada cidade, cada província ponha um novo obstáculo à actividade revolucionária, a qual só do centro pode emanar em toda a sua força. 'Não se pode tolerar que se renove o estado de coisas actual, em que os alemães, por um mesmo passo em frente, são obrigados a bater-se separadamente em cada cidade, em cada província.' "
O ANTI-estatismo de Marx e o estatismo da burguesia
Marx em "Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas": Os democratas pequeno-burgueses acham também que é preciso opor-se ao domínio e ao rápido crescimento do capital, em parte limitando o direito de herança, em parte PONDO NAS MÃOS DO ESTADO O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE EMPRESAS.
Marx em "CRÍTICA AO PROGRAMA DE GOTHA": Em que pese a toda sua fanfarronice democrática, o programa está todo ele infestado até a medula da fé servil da seita lassalliana no Estado; ou - o que não é muito melhor - da superstição democrática; ou é, mais propriamente, um compromisso entre estas duas superstições, nenhuma das quais nada tem a ver com o socialismo.
Na sua primeira citação Marx nos diz que estatismo é uma prática burguesa e pequeno burguesa (burguesia e pequeno burguesia que compunha o "partido democrático" alemão de 1850, conforme Marx nos diz no Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas), ou seja, é capitalismo estatal, já na segunda ele nos diz que o socialismo nada tem a ver com o Estado e com a democracia, aliás para ele democracia também é coisa de burguês.
Com se vê, com Marx nos mostrando na 1º citação, o capital (representado nessa citação de Marx pelo partido democrático alemão de 1850, uma coligação de burgueses e pequeno-burgueses) pode usar a total estatização para sobreviver em uma forma não privada e não concorrencial, o estatismo é uma das formas do capitalismo, não tendo nenhuma contradição com o mesmo.
O estatismo não aboli o trabalho assalariado, que por sua vez gera a mais valia, que por sua vez gera e reproduz o capital. Capital (empresa) privado ou estatal, não importa, ambos são capital.
Karl Marx anarquista? Deixo que o próprio Marx responda: "Todos os socialistas entendem por Anarquia o objectivo do movimento proletário, uma vez alcançada a abolição das classes, o poder do Estado, que serve para manter a grande maioria produtora sob o jugo de uma minoria exploradora pouco numerosa, desaparece, e as funções governamentais transformam-se em simples funções administrativas." (As Pretensas Divergências na Internacional)
A DESTRUIÇÃO DE QUALQUER MÁQUINA ESTATAL COMO MEDIDA IMEDIATA DE TODA REVOLUÇÃO REALMENTE PROLETÁRIA. A ABOLIÇÃO DO PODER ESTATAL.
Segue abaixo trecho do 18 de Brumário sobre a destruição do Estado ou poder estatal, com seu aparelho:
"Todo interesse comum (gemeinsame) ERA IMEDIATAMENTE CORTADO DA SOCIEDADE, contraposto a ela como um interesse superior, geral (allgemeins), retirado da atividade dos próprios membros da sociedade e TRANSFORMADO EM OBJETO DA ATIVIDADE DO GOVERNO, desde a ponte, o edifício da escola e a propriedade comunal de uma aldeia, até as estradas de ferro, a riqueza nacional e as universidades da França. Finalmente, em sua luta contra a revolução, a república parlamentar viu-se forçada a consolidar, juntamente com as medidas repressivas, os recursos e a centralização do poder governamental. Todas as revoluções aperfeiçoaram essa máquina, ao invés de DESTROÇÁ-LA. Os partidos que disputavam o poder encaravam a posse dessa imensa estrutura do Estado como o principal espólio do vencedor."
Segue agora trecho de carta de Marx a Ludwig Kugelmann, de 12 de Abril de 1871:
"Se você reexaminar o último capítulo do meu '18 Brumário', vai constatar que declaro como próximo intento da Revolução na França, não mais como antes, o ato de transferir a maquinaria burocrático-militar de uma mão para outra, mas sim DESPEDAÇA-LA (no original alemão 'zerbrechen', despedaçar, quebrar, fraturar, destruir etc). E essa é a pré-condição de toda e qualquer verdadeira revolução popular no continente. É também a tentativa que nossos heróicos companheiros da Comuna de Paris estão empreendendo."
O que é para Marx o poder estatal: ?O partido da ordem encontrava-se, assim, de posse do poder governamental, do exército e do Poder Legislativo, em suma, de todo o poder estatal? (18 de Brumário)
?O que aburguesia não alcançou, porém, foi a conclusão lógica de que seu próprio regime parlamentar, seu poder político de maneira geral, estava agora também a enfrentar o veredito condenatório geral de socialismo. Enquanto o domínio da classe burguesa não se tivesse organizado completamente, enquanto não tivesse adquirido sua pura expressão política, o antagonismo das outras classes não podia, igualmente, mostrar-se em sua forma pura, e onde aparecia não podia assumir o aspecto perigoso que CONVERTE TODA LUTA CONTRA O PODER DO ESTADO EM UMA LUTA CONTRA O CAPITAL.? (18 de Brumário)
Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas:
Este partido democrático, mais perigoso para os operários do que foi o partido liberal, está integrado pelos seguintes elementos: I. Pela parte mais progressista da grande burguesia, cujo objetivo é a total e imediata derrocada do feudalismo e do absolutismo. Essa fração está representada pelos antigos conciliadores de Berlim que propuseram a suspensão do pagamento de suas contribuições. II. Pela pequena-burguesia democrata-constitucional, cujo principal objetivo no movimento anterior era criar um Estado federal mais ou menos democrático, tal como o haviam propugnado os seus representantes - a esquerda da Assembléia de Frankfurt -, mais tarde o Parlamento de Stuttgart e ela mesma na campanha de pró-constituição do Império. III. Pelos pequeno-burgueses republicanos, cujo ideal é uma república federal alemã no estilo da Suíça e que agora se chamam a si mesmos "vermelhos" e "democrata-sociais", porque têm o pio desejo de acabar com a opressão do PEQUENO CAPITAL pelo grande, do pequeno-burguês pelo grande burguês. Representavam esta fração os membros dos congressos e comitês democráticos, os dirigentes das uniões democráticas e os redatores da imprensa democrática. O partido democrata pequeno-burguês é muito poderoso na Alemanha. OS DEMOCRATAS PEQUENO-BURGUESES acham também que é preciso opor-se ao domínio e ao rápido crescimento do capital, em parte limitando o direito de herança, em parte PONDO NAS MÃOS DO ESTADO o maior número possível de empresas. Vimos como os democratas chegarão à dominação com o próximo movimento e como serão forçados a propor medidas mais ou menos socialistas. Que medidas os operários devem propor? Estes não podem, naturalmente, propor quaisquer medidas diretamente comunistas no começo do movimento. Mas podem: 1. Obrigar os democratas a intervir em tantos lados quanto possível da organização social até hoje existente, A PERTUBAR o curso regular desta, a comprometerem-se a concentrar nas mãos do Estado o mais possível de forças produtivas, de meios de transporte, de fábricas, de ferrovias, etc. Ao lado dos novos governos oficiais, os operários deverão constituir imediatamente governos operários revolucionários, seja na forma de comitês ou conselhos municipais, seja na forma de clubes operários ou de comitês operários, de tal modo que os governos democrático-burgueses não só percam imediatamente o apoio dos operários, mas também se vejam desde o primeiro momento fiscalizados e ameaçados por autoridades atrás das quais se encontre a massa inteira dos operários.
Marx em As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850: ?Durante todo o dia 13 de Junho o proletariado manteve esta mesma céptica atitude de observação e aguardou uma refrega a sério e definitiva entre a Guarda Nacional democrática e o exército para então se lançar na luta e levar a revolução para lá do objectivo pequeno-burguês que lhe tinha sido imposto. No caso de vitória, estava já formada a COMUNA PROLETARIA que iria aparecer AO LADO DO GOVERNO OFICIAL. Os operários de PARIS tinha aprendido na sangrenta escola de Junho de 1848.? ?O advento da monarquia branca era anunciado tão abertamente nos seus clubes como o da república vermelha nos CLUBES PROLETÁRIOS ? ?E que eram OS CLUBES senão uma coligação de toda a classe operária contra toda a classe burguesa, a formação de um ESTADO OPERÁRIO contra o Estado burguês?? ?Os votos em Raspail ? os proletários e os seus porta-vozes socialistas declararam-no bem alto ? constituiriam uma simples manifestação, outros tantos PROTESTO CONTRA QUALQUER PRESIDENCIA, isto é, contra a própria Constituição, outros tantos votos contra Ledru-Rollin, O PRIMEIRO ATO ATRAVÉS DO QUAL O PROLETARIADO, COMO PARTIDO POLITICO AUTONOMO, se separava do partido democrático. Este partido, porém ? a pequena burguesia democrática e o seu representante parlamentar, a Montagne...?
Um parênteses a respeito da questão da classe proletária TODA constituída em partido político: A seguir ao parágrafo 7 dos Estatutos (da AIT) deve ser incluído o seguinte parágrafo, que resume a resolução IX da Conferência de Londres (Setembro de 1871). Art. 7a. ? Na sua luta contra o poder colectivo das classes possidentes, o proletariado só pode agir como classe constituindo-se a si próprio em partido político distinto, oposto a todos os antigos partidos formados pelas classes possidentes. Os trechos acima do ?As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850?, mais essa resolução da AIT a respeito da unidade de classe dos proletários deixam claro que a questão da constituição da classe toda em partido é apenas simbólica e não literal, pois fica claro que Marx equivale classes sociais inteiras a partidos políticos. Segue agora o que é para Marx o partido comunista: Manifesto do Partido Comunista: ?Qual a posição dos comunistas diante dos proletários em geral? OS COMUNISTAS NÃO FORMAM UM PARTIDO À PARTE, OPOSTO AOS OUTROS PARTIDOS OPERÁRIOS. Não têm interesses que os separem do proletariado em geral. Não proclamam princípios particulares, segundo os quais pretenderiam modelar o movimento operário.?
Manifesto do Partido Comunista: ?As concepções teóricas dos comunistas não se baseiam, de modo algum, em idéias ou princípios inventados ou descobertos por tal ou qual reformador do mundo. São apenas a expressão geral das condições reais de uma luta de classes existente, de um movimento histórico que se desenvolve sob os nossos olhos.?
De volta ao As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850: ?Se a Montagne, o paladino parlamentar da pequena burguesia democrática, por um lado, se vira forçada a unir-se aos DOUTRINÁRIOS SOCIALISTAS do proletariado, o proletariado, por seu turno, obrigado pela terrível derrota material de Junho a erguer-se de novo por meio de vitórias intelectuais, ainda incapaz, dado o desenvolvimento das restantes classes, de lançar mão da DITADURA REVOLUCIONÁRIA, teve de se lançar nos braços dos doutrinários da sua emancipação, dos fundadores de SEITAS SOCIALISTAS...? ?Deste modo convertem-se em ecléticos ou em adeptos dos sistemas socialistas existentes, do socialismo doutrinário que só foi expressão teórica do PROLETARIADO até este se ter desenvolvido num MOVIMENTO HISTÓRICO LIVRE E AUTÔNOMO.?
A COMUNA: ?a forma política afinal descoberta para levar a cabo a emancipação econômica do trabalho? (A Guerra Civil na França, que fala sobre a Comuna de Paris)
Trechos do A Guerra Civil na França, de Marx, que nos contam entre outras coisas, como funcionava o ?governo? da Comuna de Paris:
?...o primeiro decreto da Comuna foi no sentido de suprimir o exército permanente e substitui-lo pelo povo armado.?
?Uma vez suprimidos o exército permanente e a polícia, que eram os elementos da força física do antigo governo...? ?A Comuna converteu numa realidade essa palavra de ordem das revoluções burguesas, que é um ?governo barato? ao destruir os dois grandes fatores de gastos: o exército permanente e a burocracia do Estado.?
?todos os delegados seriam substituídos a qualquer momento e comprometidos com um mandato imperativo (instruções) de seus eleitores.?
?As poucas, mas importantes funções que restavam ainda a um governo central não se suprimiriam, como se disse, falseando propositadamente a verdade, mas serão desempenhadas por agentes comunais e, portanto, estritamente responsáveis.?
?Não se tratava de destruir a unidade da nação, mas, ao contrário, de organizá-la mediante um regime comunal, convertendo-a numa realidade ao DESTRUIR O PODER ESTATAL, que pretendia ser a encarnação daquela unidade, independente e situado acima da própria nação?
?Uma vez estabelecido em Paris e nos centros secundários o regime comunal, o antigo governo centralizado teria que ceder lugar também nas províncias ao AUTOGOVERNO dos produtores?
Já sobre a produção planificada Marx nos disse no A Guerra Civil na França: ?Se a PRODUÇÃO COOPERATIVA for algo mais que uma impostura e um ardil; se há de substituir o sistema capitalista; se as sociedades cooperativas unidas regularem a produção nacional segundo um plano comum, tomando-a sob seu controle e pondo fim à anarquia constante e às convulsões periódicas, conseqüências inevitáveis da produção capitalista ? que será isso, cavalheiros, senão comunismo, comunismo ?realizável???
Trechos do Critica ao Programa de Gotha, sobre o anti-estatismo e anti-democratismo de Marx:
?...um povo trabalhador que, pelo simples fato de colocar estas reivindicações perante o Estado, exterioriza sua plena consciência de que nem está no Poder, nem se acha maduro para governar!?
?...ajuda que o Estado presta às cooperativas de produção "criadas? por ele e não pelos operários. Esta fantasia de que com empréstimos do Estado pode-se construir uma nova sociedade como se constrói uma nova ferrovia é digna de Lassalle?
?O fato de que os operários desejem estabelecer as condições de produção coletiva em toda a sociedade e antes de tudo em sua própria casa, numa escala nacional, só quer dizer que obram por subverter as atuais condições de produção, e isso nada tem a ver com a fundação de sociedades cooperativas com a ajuda do Estado. E, no que se refere às sociedades COOPERATIVAS atuais, estas só têm valor na medida em que são criações independentes dos próprios operários, NÃO PROTEGIDAS NEM PELOS GOVERNOS NEM PELOS BURGUESES.?
?A missão do operário que se libertou da estreita mentalidade do humilde súdito, não é, de modo algum, tornar livre o Estado. No Império Alemão, o "Estado" é quase tão "livre" como na Rússia. A liberdade consiste em CONVERTER O ESTADO DE ÓRGÃO QUE ESTÁ POR CIMA DA SOCIEDADE NUM ÓRGÃO COMPLETAMENTE SUBORDINADO A ELA, e as formas de Estado continuam sendo hoje mais ou menos livres na medida em que limitam a "liberdade do Estado".?
?O Partido Operário Alemão - pelo menos se fizer seu este programa - demonstra como as idéias do socialismo não lhe deixaram sequer marcas superficiais; pois que, em vez de tomar a sociedade existente (e o mesmo podemos dizer de qualquer sociedade no futuro) como base do Estado existente (ou do futuro, para uma sociedade futura), CONSIDERA MAIS O ESTADO COMO UM SER INDEPENDENTE, com seus próprios fundamentos espirituais, morais e liberais.?
?Suas reivindicações políticas NÃO VÃO ALÉM DA VELHA E SURRADA LADAINHA DEMOCRÁTICA: sufrágio universal, legislação direta, direito popular, milícia do povo, etc. São um simples eco do Partido Popular burguês , da Liga pela Paz e a Liberdade, São, todas elas, reivindicações que, quando não são exageradas a ponto de ver-se convertidas em Idéias fantásticas, já estão realizadas.?
?Que por "Estado" entende-se, de fato, a máquina de governo, ou que o Estado, em razão da divisão do trabalho, CONSTITUI UM ORGANISMO PRÓPRIO, SEPARADO DA SOCIEDADE, Indicam-no estas palavras: "o Partido Operário Alemão exige como base econômica do Estado: um IMPOSTO único e progressivo sobre a renda", etc. OS IMPOSTOS SÃO A BASE ECONÔMICA DA MÁQUINA DO GOVERNO, E NADA MAIS.?
?Isso de "educação popular a cargo do Estado" é completamente inadmissível.? ?...é o Estado quem necessita de receber do povo uma educação muito severa.?
?Em que pese a toda sua fanfarronice democrática, o programa está todo ele infestado até a medula da fé servil da seita lassalliana no Estado; ou - o que não é muito melhor - da superstição democrática; ou é, mais propriamente, um compromisso entre estas duas superstições, nenhuma das quais nada tem a ver com o socialismo.?
O anti-hierarquismo, anti-dirigentismo, anti-vanguardismo de Marx
A ação Internacional das classes trabalhadoras não depende, DE MODO ALGUM, da existência da Associação Internacional dos Trabalhadores (Marx em Critica ao Programa de Gotha)
A emancipação das classes trabalhadoras deverá ser conquistada pelas próprias classes trabalhadoras
Sobre a AIT não ter o propósito de dirigir os trabalhadores (entrevista de Karl Marx a R. Landor - The World, 18 de julho de 1871):
Que associação formada até então levou adiante seu trabalho sem atividades públicas e particulares? Mas falar em instruções secretas de Londres, bem como de decretos relativos à fé e à moral de algum centro de conspiração e dominação papal, só serve para a formação de um conceito errôneo da natureza da Internacional. Isso implicaria uma forma centralizada de governo da Internacional, quando a forma real é intencionalmente aquela que deixa a ação a cargo da independência e da energia locais. Na verdade, a Internacional NÃO É propriamente UM GOVERNO para as classes trabalhadoras. Ela é um elo de união, NÃO UMA FORÇA CONTROLADORA.
E que propósitos tem essa união?
A emancipação econômica da classe trabalhadora pela conquista do poder político. O uso desse poder político para fins sociais. Assim, é necessário que nossas metas sejam abrangentes para que incluam todas as formas de atividades exercidas pela classe trabalhadora. Restringi-las seria adaptá-las às necessidades de apenas um grupo - apenas uma nação de trabalhadores. Mas como pedir que todos os homens se unam para atingir os objetivos de uns poucos? Se assim o fizesse, a Associação perderia seu título de Internacional. A Associação não determina a forma dos movimentos políticos; só exige uma garantia no que diz respeito aos objetivos desses movimentos. Ela é uma rede de sociedades afiliadas, espalhadas por todo o mundo trabalhista. Em cada parte do mundo, surge um aspecto particular do problema, e os trabalhadores locais tratam desse aspecto à maneira deles. As associações de trabalhadores não podem ser idênticas em Newcastle e em Barcelona, em Londres e em Berlim. Na Inglaterra, por exemplo, a maneira de demonstrar poder político é óbvia para a classe trabalhadora. A rebelião seria uma loucura enquanto a agitação pacífica seria uma solução rápida e certa para o problema. Na França, uma centena de leis de repressão e um antagonismo moral entre as classes parece precisar de uma solução violenta para a luta social. A escolha dessa solução é um assunto das classes trabalhadoras daquele país. A Internacional NÃO PRETENDE ACONSELHAR OU TOMAR DECISÕES a respeito do assunto. Mas, para cada movimento, ela concede auxílio e solidariedade dentro dos limites designados por suas próprias leis.
Segue agora trecho do 'As pretensas divergências na internacional', onde Marx nos demonstra seu desprezo pela hierarquia e o autoritarismo:
"É certo que esses homens que fazem tanto barulho com poucas nozes obtiveram um sucesso incontestável. Toda a imprensa liberal e policial tomou abertamente o partido deles; foram secundados nas suas calúnias pessoais contra o Conselho Geral e nos seus ataques ineficazes contra a Internacional pelos pretensos reformadores de todos os países ? na Inglaterra, pelos republicanos burgueses, cujas intrigas o Conselho Geral desmanchou; em Itália, pelos livre-pensadores dogmáticos que, sob a bandeira de Stefanoni, acabam de fundar uma 'sociedade universal de racionalistas', tendo sede obrigatória esta em Roma (organização 'AUTORITÁRIA' e 'HIERARQUICA', de conventos de frades e de freiras ateus, e cujos estatutos concedem um busto em mármore, colocado na sala do Congresso, a todo o burguês doador de dez mil francos; por fim, na Alemanha, pelos socialistas bismarckianos que, fora do seu jornal policial, o Neuer Social-Demokrat, fazem de camisas brancas do império prusso-alemão."
A ação política do proletariado para Marx:
Marx em Salário, preço e lucro:
?Pelo que concerne à limitação da jornada de trabalho, tanto na Inglaterra como em todos os outros países, nunca foi ela regulamentada senão por intervenção legislativa. E sem a constante PRESSÃO DOS OPERÁRIOS AGINDO POR FORA, NUNCA essa intervenção se daria. Em todo caso, este resultado não teria sido alcançado por meio de convênios privados entre os operários e os capitalistas. E esta necessidade mesma de uma ação política geral é precisamente o que demonstra que, na luta puramente econômica, o capital é a parte mais forte?
Marx e seu anti-voluntarismo
CARTA DE KARL MARX a Ferdinand Domela Nieuwenhuis - 22 de Fevereiro de 1881:
?Estou convencido de que a conjuntura crítica para uma nova associação internacional dos trabalhadores ainda não existe. Considero, por isso, todos os congressos de trabalhadores e, em particular, os congressos socialistas ? na medida em que não se reportem a relações imediatas e dadas nessa ou naquela nação determinada ? não apenas como algo inútil, senão ainda nocivo. Esses congressos hão de redundar SEMPRE em banalidades generalizadas, incontavelmente ruminadas.?
Como Marx nos disse ai, há o momento certo para a organização revolucionária existir, e há momentos em que ela haverá "de redundar SEMPRE em banalidades generalizadas, incontavelmente ruminadas".
Portanto a ação da militância revolucionária depende de, como nos disse Marx, uma 'conjuntura crítica' apropriada que a justifique, caso contrário estaremos apenas perdendo tempo com 'banalidades generalizadas, incontavelmente ruminadas'.
O anti-reformismo de Marx
Marx em Salário, preço e lucro:
Os SINDICATOS trabalham bem como centro de resistência contra as usurpações do capital. Falham em alguns casos, por usar pouco inteligentemente a sua força. Mas, SÃO DEFICIENTES, DE MODO GERAL, por se limitarem a uma luta de guerrilhas contra os efeitos do sistema existente, em lugar de ao mesmo tempo se esforçarem para mudá-lo, em lugar de empregarem suas forças organizadas como alavanca para a emancipação final da classe operária, isto é, para a abolição definitiva do sistema de trabalho assalariado.
Ao mesmo tempo, e ainda abstraindo totalmente a escravização geral que o sistema do salariado implica, a classe operária não deve exagerar a seus próprios olhos o resultado final destas lutas diárias. Não deve esquecer-se de que luta contra os efeitos, mas não contra as causas desses efeitos; que logra conter o movimento descendente, mas não fazê-lo mudar de direção; que aplica paliativos, mas não cura a enfermidade. Não deve, portanto, deixar-se absorver exclusivamente por essas inevitáveis lutas de guerrilhas, provocadas continuamente pelos abusos incessantes do capital ou pelas flutuações do mercado. A classe operária deve saber que o sistema atual, mesmo com todas as misérias que lhe impõe, engendra simultaneamente as condições materiais e as formas sociais necessárias para uma reconstrução econômica da sociedade. Em vez do lema conservador de: "Um salário justo por uma jornada de trabalho justa!", deverá inscrever na sua bandeira esta divisa revolucionária: "Abolição do sistema de trabalho assalariado!".
Em vez do lema conservador de: "Um salário justo por uma jornada de trabalho justa!", deverá inscrever na sua bandeira esta divisa revolucionária: "Abolição do sistema de trabalho assalariado!" (Marx em Salário, preço e lucro).
Marxismo e o sindicalismo
Marx nos falou o que pensava do sindicalismo do século dezenove, que ainda era controlado pela classe trabalhadora e não pelas burocracias sindicais como é hoje. Os sindicatos dos tempos de Marx eram, conforme ele relata, centros de resistência de fato funcionais, apesar de terem sido sempre muito limitados em seus objetivos e ação em geral, sendo essencialmente não revolucionários, reformistas, desde o seu nascimento.
E hoje nem reformistas são, limitando-se apenas a serem ferramentas do capital para frearem qualquer luta proletária de fato relevante, garantindo apenas a conquistas de migalhas e/ou apoiando a patronal em seus ataques aos direitos conquistados pelos trabalhadores em lutas passadas.
Os sindicatos devem ser ignorados pela classe trabalhadora e substituídos pelos comitês de trabalhadores, comitês de greve, que nascem e morrem com os movimentos da classe assalariada, não se tornando portanto aparelhos, que tendem a se burocratizar, como ocorreu com os sindicatos, não se tornando portanto ferramentas autoritárias de dominação e anulação do movimento proletário, como são os sindicatos a cerca de um século.
Os comites de greve são sempre os embriões dos comites de fabrica, que representam a ocupação e coletivização, através da autogestão operária, dos meios de produção pelos trabalhadores, simultaneamente ocorrendo a interligação geral dos locais de trabalho através dos Conselhos Operários ou Soviets, possiblitando assim a planificação social autogerida. Portanto, são o prenuncio de uma potencial revolução proletária.
O governo anarquista bakuninista de Nestor Makhno ficou famoso (inclusive entre os anarquistas) justamente por ter um nivel de autoritarismo muito parecido com o de Lênin.
Parece que, assim como o seu sacerdote e deus Bakunin, os bakuninistas são completamente burros ou oportunistas desavergonhados!  | A ditadura do proletariado na Russia foi exatamente a autogestão proletária dos Soviets, nada a ver com o governo estatizador de Lênin, que foi a contra revolução financiada pelo capitalismo mundial para tomar o poder na Russia, estatizar tudo, e depois reestabelecer o capitalismo privado por lá, ao sabotar autogestão dos Soviets, mantendo apenas o seu nome mas destruindo-os na prática ao estatiza-los, e abrir a economia russa para o capital privado, especialmente o americano, via NEP, medida que Stalin, mais tarde, teria de desfazer devido a aproximação da grande depressão, o que o forçou a estatizar tudo para evitar o caos, que provocaria uma nova onda revolucionária soviética.
Já o governo anarquista de Nestor Makhno ficou famoso (inclusive entre os anarquistas) justamente por ter um nivel de autoritarismo muito parecido com o de Lênin.
Toda revolução proletária é proletária (para Marx), e não qualquer outro "ista". O socialismo, que é a autogestão social, é a consequência unica da ação revolucionária espontânea vitoriosa da classe trabalhadora.
É completamente claro que a ditadura do proletariado para Marx, e até para Engels, é a autogestão proletária, é a ditadura da classe INTEIRA e jamais de um individuo, grupo, ou partido, basta ler a obra legada por Marx pois ela deixa isso totalmente claro. Essa ditadura refere-se apenas ao ato ditatorial que toda revolução representa por ser um ato de força contra o inimigo, podendo tornar-se uma brutal guerra civil, como foi com a Comuna de Paris por exemplo.
Bakunin não entendeu nada do que Marx disse ou então era um tremendo falacioso mal intencionado que distorcia as palavras alheias para atingir os seus interesses particulares, como o desejo de controlar a AIT por exemplo.
As medidas elencadas por Marx no Manifesto Comunista, quanto as estatizações e outras, seriam realizadas pela própria burguesia após essa tomar o poder ao derrubar-se o regime monarquista pela via revolucionária. Essa fase na verdade seria a preparação para a revolução proletária e não a própria revolução proletária, e essas medidas estatizantes a serem realizadas pelo governo burgues recém estabelecido deveriam ser apoiadas pois facilitariam a revolução proletária vindoura, ao criar um grande cisma dentro da própria burguesia jogando-a uma contra a outra, jogando o grande capital contra o pequenos capital numa guerra pelo poder. Leia o "Mensagem do Comitê Central a Liga dos Comunistas" que você entenderá melhor.
Toda revolução proletária é proletária (para Marx), e não qualquer outro "ista". O socialismo, que é a autogestão social, é a consequência unica da ação revolucionária espontânea vitoriosa da classe trabalhadora.
Já o governo anarquista bakuninista de Nestor Makhno ficou famoso (inclusive entre os anarquistas) justamente por ter um nivel de autoritarismo muito parecido com o de Lênin.
Parece que, assim como o seu sacerdote e deus Bakunin, os bakuninistas são completamente burros ou oportunistas desavergonhados!
 | Depois dessas suas afirmações não temos mais dúvidas:
?Marx esta falando ai do governo burgues, de centralizar o Estado burgues como forma de centralizar a ação revolucionária proletária futura (denuncia as Comunas feudais, opostas as Comunas Proletárias, como meios de escravização e pauperização do proletariado pelos donos de terras e pela burguesia), e fala das estatizações pelo governo burgues também como meio de conturbação da sociedade burguesa visando acelerar a sua implosão. A razão para a defesa da centralização do governo burgues, do Estado burgues, é que essa medida facilita a unidade ou centralização da ação revolucionária espontânea do proletariado, que visa com isso destruir o capital e o aparelho estatal simultaneamente?.
Aqui você deixa claro várias coisas: primeiro que os marxistas realmente são adoradores do Estado, mesmo que se trate de uma Estado Burguês. Segundo que no marxismo a revolução é em ETAPAS: primeiro a revolução burguesa, depois a revolução socialista (ou seja qual for o nome que você queira dar) e depois, finalmente a sociedade comunista, sem classe.
De fato nas suas afirmações ficam explícitos os fetiches que movem o pensamento marxistas: o fetiche do operário revolucionário, o fetiche do Estado Centralizador, o fetiche da burguesia revolucionária, o mais importante: o fetiche do desenvolvimento das forças produtivas!
O fetiche da burguesia revolucionária e do desenvolvimento das forças produtivas aparecem em vários momentos, inclusive numa clara referência ao imperialismo:
?Estas pequenas formas estereotipadas de organismo social foram dissolvidas na maior parte e estão em vias de desaparecer não tanto por causa da intervenção brutal dos preceptores e soldados britânicos, mas sob a influência da máquina a vapor e do livre comércio ingleses. Estas comunidades familiares baseiam-se na indústria artesanal, aliando de um modo específico a tecelagem, a fiação e a cultura do solo executados a mão, o que lhes assegurava a independência. A intervenção inglesa, estabelecida a partir a fiação em Lancashire e da tecelagem em Bengala, ou mesmo fazendo desaparecer tanto o fiação como a tecelagem indianas, destruiu essas pequenas comunidades semi-bárbaras, semi-civilizadas, destruindo seus fundamentos econômicos e produzindo assim a maior e, na verdade, a única revolução social que jamais teve lugar na Ásia. (...) É verdade que a Inglaterra, ao provocar uma revolução social no Hindustão, era guiada pelos interesses mais abjetos e agia de uma maneira estúpida para atingir seus objetivos. Mas a questão não é essa. Trata-se de saber se a humanidade pode cumprir seu destino sem uma revolução fundamental na situação social da Ásia. Senão, quaisquer que fossem os crimes da Inglaterra, ela foi um instrumento da História ao provocar esta revolução?. (Marx, Obras escolhidas ? tomo I) Por outro lado, o programa marxista de Lênin, Stalin e Mao apontaram exatamente para a Centralização Estatal e consequentemente, para a contrarrevolução.
Na verdade, no caso Russo, o massacre dos camponeses insurgentes da Ucrânia dos marinheiros de Kronstadt, é a aplicação do programa marxista tal qual você está defendendo: "não se pode tolerar em circunstância alguma que cada aldeia, cada cidade, cada província ponha um novo obstáculo à actividade revolucionária, a qual só do centro pode emanar em toda a sua força. 'Não se pode tolerar que se renove o estado de coisas actual, em que os alemães, por um mesmo passo em frente, são obrigados a bater-se separadamente em cada cidade, em cada província.' "
As Comunas livre da Ucrânia bem como o Soviete dos marinheiros de Kronstadt foram vistos como obstáculos à revolução bolchevique, e, seguindo o programa marxista, Lênin e Trotsky promoveram o classe dos ucranianos o dos marinheiros.  | "Aqui você deixa claro várias coisas: primeiro que os marxistas realmente são adoradores do Estado, mesmo que se trate de uma Estado Burguês."
Tanto que sua teoria é toda baseada em destrui-lo, destruir o capital e seu Estado, simultaneamente.
"Segundo que no marxismo a revolução é em ETAPAS: primeiro a revolução burguesa, depois a revolução socialista (ou seja qual for o nome que você queira dar) e depois, finalmente a sociedade comunista, sem classe."
Não tontão, a história que foi assim, a vida que foi assim, Marx não inventou a realidade, ele apenas a compreende
"De fato nas suas afirmações ficam explícitos os fetiches que movem o pensamento marxistas: o fetiche do operário revolucionário" (o operário é a único que faz a revolução autogestionária, isso é fato histórico), "o fetiche do Estado Centralizador" (essa demência anti marxista tão praticada pelo anarquista bakuninista Nestor Makhno), "o fetiche da burguesia revolucionária" (O papel da burguesia na história é um fato histórico e não uma fantasia abstrata, que tenta moldar o mundo conforme manda a fantasia), "o mais importante: o fetiche do desenvolvimento das forças produtivas!" (Nenhuma revolução social ou autogestionária jamais vingou ou vingará sem o desenvolvimento delas)
Tu esqueceu o pior de todos os fetiches, o seu fetiche por dizer bobagens e não ter a menor idéia do que esta dizendo!
"Na verdade, no caso Russo, o massacre dos camponeses insurgentes da Ucrânia dos marinheiros de Kronstadt, é a aplicação do programa marxista tal qual você está defendendo"
Não, isso é VOCÊ que esta defendendo (é o seu programa) ao pregar a desunião de classe para enfraquecer os oprimidos e com isso perpetuar a sua escravidão, assim como fizeram dos ditadores Lênin e Nestor Makhno, tão parecidos um com o outro, apesar de rivais como Trotsky e Stalin também foram. Os burocratas não se entendem, tsc!
"As Comunas livre da Ucrânia bem como o Soviete dos marinheiros de Kronstadt foram vistos como obstáculos à revolução bolchevique, e, seguindo o programa marxista, Lênin e Trotsky promoveram o classe dos ucranianos o dos marinheiros."
O anarquista bakuninista Nestor Makhno, que, seguindo os programas anti marxistas de Lênin, Trotsky e Stalin burocratizou a revolução ucraniana e deu no que deu: derrota!
 | Essa sua concepção anti marxista, ou seja, leninista, maoista, trotskista, stalinista, de separar o socialismo do comunismo, mostra o caráter contra revolucionário da sua interpretação do anarquismo.  | Você agora disse tudo: ?Não tontão, a história que foi assim, a vida que foi assim, Marx não inventou a realidade, ele apenas a compreende?. Uma vez que sua afirmativa confirma a teoria da revolução em etapas, chegamos ao ponto de entendimento. De fato o marxismo é uma teoria etapista da revolução e, como você mesmo afirmou, da própria história. Por isso, o marxismo irá se reproduzir como um teoria contrarrevolucionária, presa ao centralismo estatal. E não sou eu quem diz é a história das revoluções: Rússia, China, Cuba, etc.... Só para constar, o exército insurgente da ucrânia não dividiu a classe trabalhadora, na verdade de esse exército de base camponês não tivesse resistido à reação imperialista da Alemanha, depois que o grande marxista Lenin assinou o acordo de Brest-Litovsk, a revolução poderia ter sido derrotada, a exemplo da Comuna de Paris. Você tem que assumir que o programa de uma DITADURA é marxista, a famosa DITADURA DO PROLETARIADO, e não sou eu que disse isso, foi Marx e os marxistas, Lenin, Mao, Stalin, Trotsky, e tantos outros. O programa bakuninsta é diferente, não tem DITADURA, não tem ESTADO. O programa anarquista é da construção de federações de Comunas livres. Portanto, que deve explicações são os marxistas, que tentam disser que a DITADURA não é uma DITADURA.  | Então, os camarada que me sucederam no debate já deixaram claro o que está em questão aqui: não se trata de qual é a ''interpretação'' do que ''verdadeiramente'' Marx quis dizer, trata-se do PROGRAMA MARXISTA/COMUNISTA, defendido por Marx na Liga dos Comunistas e na associação Internacional dos Trabalhadores no sec XIX, e do PROGRAMA BAKUNINISTA/ANARQUISTA, defendido pelos membros da aliança na mesma internacional; e da diametral diferença entre estes programas. Apesar do ''palavreado de autogoverno'' (parafraseando ironicamente Marx), o programa marxista sempre teve a centralização estatal como método estratégico de planificação da economia, Marx acreditava que tal centralização poderia ser canalizada no futuro (que a Hegel pertence...) para a construção da ''sociedade comunista'' (sacro-santa salve salve), mas não escreveu uma só maldita linha sobre quais deveriam ser os passos do proletariado para chegar a essa sociedade comunista APÓS tal centralização. É por isso também que ele defendia tais medidas de centralização, fossem elas realizadas por partidos burgueses ou partidos comunistas. Marx era membro do comitê central de um partido que estava atolado até o pescoço nas disputas politicas intra-estatais em diversos países da Europa. A "crença no Estado" criticada nos lassalistas é a crença na 'neutralidade' do Estado, que de fato marx não tinha, mas a crença na 'utilidade' do estado, marx fez questão de demonstrar em atos e escritos diversos, não há malabarismo mental que se possa fazer para negar isso. Para o programa marxista a conquista do estado era fundamental, que isso levaria a ''liquidação natural do Estado'' era uma crença obscura e ideológica que se baseava numa perspectiva hegeliana de ''progresso natural da história'' que era inerente ao marxismo. Bakunin criticou exatamente esta perspectiva! Para o revolucionário russo, numa perspectiva sociológica e holistica, o programa marxista tinha tudo pra desembocar em uma coisa totalmente oposta ao romantizado ''comunismo'' marxista, E ELE ESTAVA CERTO! Não foi a toa que Bakunin disse que ''a liberdade sem o socialismo é o privilégio e a injustiça e o socialismo sem a liberdade é a escravidão e a brutalidade'', foi na disputa de programas na AIT que surge esse pensamento, não é uma simples frase de efeito. Nem mesmo o advento da comuna de paris fez mudar o programa comunista. A defesa abstrata que marx e engels fizeram da comuna era uma defesa da revolução, que qualquer blanquista faria (talvez até melhor, pois os blanquistas, ao contrário dos marxistas, estavam lá no front). Mas, quando Engels vai falar do programa da comuna, do chamado a uma ''federação livre de comunas'' e da criação de uma ''organização nacional pela primeira vez criada pela própria nação'' ele oculta, talvez propositalmente, que tal ponto programático vinha justamente do bakuninismo, da aliança. Programa que, muito oportunistamente, quando teve relativo exito ele elogiou como se fosse uma obra do acaso, quando foi derrotado, como na espanha em 1873, ele imediatamente vinculou ao bakuninismo. Bom, mas o essencial do debate é deixar claro que não se trata de quem é o ''interprete'' oficial das ''intenções de dizer'' de nenhum homem morto a mais de seculo. Trata-se sim de compreender qual o legado politico que estamos reivindicando, sobre que tipo de lições devemos tirar do passado para melhor atuar no presente e futuro. Ah! Mas esqueci, para os(o) ''autogestionários(o)'' militar, ser ativo nas lutas de nossa classe, é uma ato autoritário e burocrático, o certo é não fazer nada e esperar a história acontecer sozinha, pois, como disse marx (hegel) é tudo inexorável...  | Não há "revolução em etapas" como teoria marxista pré estabelecida, ela pode ocorrer de uma vez, como na Comuna de Paris, ou em etapas, como na primavera dos povos, não há regra, é a ação espontanea, autogerida (tão anti estatal quanto anti capital) dos trabalhadores que decide isso. Houve a vitória da contra revolução na Rússia, China, Cuba, etc.
O exército (Estado) "insurgente" da ucrânia era a própria contra revolução, pois era um aparelho estatal como todo exército o é, assim como fez o grande anti marxista Lenin. Você tem que assumir que o programa de uma DITADURA é bakuninista, a famosa DITADURA DO PARTIDO UNICO BAKUNINISTA MAKHNISTA, e não sou eu que disse isso, são a maioria dos anarquistas.
O programa bakuninista makhnista é a DITADURA DO ESTADO. O programa anarquista bakuninista makhnista é da construção de centralização estatal disfarçada de Comunas livres.
Portanto, que deve explicações são os anarquistas bakuninista makhnista, que tentam disser que a DITADURA não é uma DITADURA.
O PROGRAMA ANARCO LENINISTA BAKUNINISTA MAKHNISTA!
Não há um "programa marxista", Marx apenas constatava a realidade, já os anarquistas bakuninistas makhnistas sempre tiveram a centralização estatal como método estratégico de dominação burocratica, Marx via como socialista somente a ação espontânea e autogerida dos proletários diferente da centralização anarquista bakuninista makhnista, que pretende ser (isso a Hegel pertence!) a construção da ''sociedade comunista'' (sacro-santa salve salve). Marx não escreveu uma só linha sobre quais deveriam ser os passos do proletariado para chegar a essa sociedade comunista pois essa seria construida espontaneamente por eles. É por isso também que os anarquistas bakuninistas makhnistas defendem tais medidas de centralização, que serão, na mente deles, realizadas por partidos anarquistas. Marx era membro do comitê central (apenas um orgão central do grupo de militantes, nada mais) de um partido que era apenas um coletivo militante, nada a ver com os partidos de esquerda do século vinte, sendo o oposto deles, ou seja, não legalizado, não hierárquico, e, portanto, não submetido a legislação burocratizante burguesa. A critica de Marx na "crença no Estado" nos lassalistas é fato conhecido, e a constatação prática da possibilidade de sabotar visando destruir o Estado jogando a burguesia uma contra a outra, guerra que se travaria em seu próprio Estado, dentro e fora dele, também é fato conhecido, Marx fez questão de demonstrar isso em atos e escritos diversos, pois o movimento histórico espontaneo evoluiu para isso por conta própria, o que foi vantojoso para a futura revolução proletária, que infelizmente acabou não ocorrendo. Para o programa anarquista bakuninista makhnista ser o estado é fundamental, mesmo fingindo ser contra ele, que isso levaria a ''liquidação natural do Estado'' era uma crença obscura e ideológica que se baseava numa perspectiva hegeliana de ''progresso natural da história'' que era inerente ao anarquismo bakuninismo makhnista. Bakunin fez exatamente isso na sua organização e tentou fazer o mesmo com a AIT! Para o russo, numa perspectiva religiosa/ideológica, a teoria marxista tinha tudo pra desembocar em uma coisa totalmente oposta aos seus objetivos de poder, E ELE ESTAVA CERTO! Não foi a toa que Bakunin tentou desesperadamente sabotar a AIT quando percebeu que ela jamais seria sua, seu projetinho particular de autocracia, foi antes da sua disputa programatica na AIT que surgiu esse pensamento, não é um simples efeito. Nem mesmo o advento da comuna de paris fez mudar o programa bakuninista. A defesa abstrata que Bakunin e seus subordinados fizeram da comuna era uma defesa que qualquer blanquista faria (talvez até melhor, pois os blanquistas, ao contrário dos bakuninistas, estavam lá no front). Mas, quando Engels vai falar do programa da comuna, do chamado a uma ''federação livre de comunas'' e da criação de uma ''organização nacional pela primeira vez criada pela própria nação'' ele demonstra propositalmente que tal ato espontaneo do franceses era justamente a negação do programa bakuninismo, da aliança. Programa que não teve nenhum exito ou traço de realidade. Bom, mas o essencial do debate é deixar claro que não se trata de quem é o ''interprete'' oficial das ''intenções de dizer'' de nenhum homem morto a mais de seculo. Trata-se sim de compreender qual o legado politico que estamos reivindicando, sobre que tipo de lições devemos tirar do passado para melhor atuar no presente e futuro. Ah! Mas esqueci, para os(o) anarco bolchevique militar, ser ativo nas lutas de nossa classe é comanda-la como um general burgues, pois sem os bolcheviques nenhuma revolução vai pra frente não é mesmo!? Um ato autoritário e burocrático. Para o bolchevique anarco ou assumido, não é o proletariado que faz a revolução, mas sim o partido e sua ideologia pré concebida, a ser enfiada guela abaixo dos trabalhadores, socando até a morte se for necessário para "faze-los entender a verdade". Pare eles o trabalhador é um estupido que precisa ser guiado para o "bem" feito gado guiado pelo pastor, e que jamais será capaz de fazer espontaneamente a sua revolução (mesmo a história estando repleta de exemplos de que isso ocorre, como na Comuna e com os Soviets antes da leninização)
 | Não há "revolução em etapas" pré estabelecida na teoria marxista, ela pode ocorrer de uma vez, como na Comuna de Paris, ou em etapas, como na primavera dos povos, não há regra, é a ação espontânea, autogerida (tão anti estatal quanto anti capital) dos trabalhadores que decide isso.
Houve a vitória da contra revolução na Rússia, China, Cuba, etc, pelas mãos dos mesmos que defendem a ideologia da primazia da organização prévia à revolução, para "guia-la para o caminho do bem" quando ela chegar, pois sem o "guia" ela é cega, pensam pretensiosamente os "guias"!
O exército (Estado) "insurgente" da ucrânia era a própria contra revolução, pois era um aparelho estatal como todo exército o é, assim como fez o "grande" anti marxista Lenin.
Você tem que assumir que o programa de uma DITADURA é bakuninista, a famosa DITADURA DO PARTIDO UNICO BAKUNINISTA MAKHNISTA, e não sou eu que disse isso, é a maioria dos anarquistas.
O programa bakuninista makhnista é a DITADURA DO ESTADO.
O programa anarquista bakuninista makhnista é a construção da centralização estatal disfarçada de Comunas livres.
Portanto, quem deve explicações são os anarquistas bakuninistas makhnistas, que tentam nos convencer que DITADURA não é DITADURA.  | Pensei que tínhamos chegado um entendimento, mas parece que me precipitei. No programa marxista está escrito DITADURA do Proletariado, se você diz que NÃO, e Marx diz que SIM. Desse modo você só pode revolver entre os próprios marxistas. Pois Karl Marx afirmava ?que a luta das classes leva necessariamente à ditadura do proletariado?. E ainda continua, ?essa ditadura representa uma transição em direção à abolição de todas as classes e a uma sociedade sem classes?. (Carta de Marx a J. Weydemeyer, 5 de março de 1852). Por sua vez, Engels é muito claro a esse respeito: ?somos obrigados a nos servir do Estado na luta, na revolução, para reprimir pela força os adversários?. (Carta de Engels a A. Bebel, 18-28 de março de 1875). Está claro como água a DITADURA e o ESTADO no programa de Marx. Em Bakunin e Makhno, é exatamente o contrário. Se você não apresentar documentos que digam o contrário sobre o programa anarquista, considero que o debate chegou ao seu limite. Por enquanto fico com os documentos anarquista que afirmam o programa da Federação de Comunas, ou seja, o anti-estatismo. Se tiver dúvidas sobre o progama anarquista veja a página da UNIPA: http://uniaoanarquista.wordpress.com/ P.S.: Vc não respondeu as questões do "MILITANTE Bakuninista".  | Na teoria marxista está escrito ditadura DO PROLETARIADO (DA CLASSE INTEIRA), mas você diz que NÃO e Marx diz que SIM (demonstrei isso em Marx alguns comentários acima). Desse modo você só poderá entender se revolver estudar a teoria de Marx.
Por sua vez, Engels é muito claro a esse respeito: "somos obrigados a nos servir do Estado (que para ele é o povo autogerido em armas, é a ditadura do proletariado. Poderia demonstrar isso em Engels mas o assunto é Marx e não Engels) na luta, na revolução, para reprimir pela força os adversários".
Diz Engels no seu "Programa dos Refugiados Blanquistas da Comuna" - 26 de Junho de 1874 - Publicado no jornal Der Volksstaat, n.º 73:
"Do facto de Blanqui apreender toda a revolução como golpe de mão de uma pequena minoria revolucionária, segue-se evidentemente a necessidade da ditadura depois do êxito: a ditadura, bem entendido, NÃO da classe revolucionária TODA, do proletariado, mas do pequeno número daqueles que fizeram o golpe de mão e que já estão previamente organizados sob a ditadura de um ou de uns poucos.
Mas, entre os nossos blanquistas de Londres, também passa por princípio fundamental que as revoluções, em geral, não se fazem por si próprias, mas são feitas; que elas são feitas por uma minoria relativamente pequena e segundo um plano previamente estabelecido; e, finalmente, que, a qualquer momento, ela "começará em breve". Com tais princípios, naturalmente, fica-se inelutavelmente exposto a todas as autodecepções de refugiado e tem de se cair de disparate era disparate"
Ou seja: ditadura de partido NÃO é a ditadura do proletariado, essa ditadura é DA CLASSE INTEIRA, e a revolução proletária é ESPONTÂNEA
Está claro como água que a DITADURA É DA CLASSE INTEIRA e que o ESTADO, para Engels, é o povo autogerido em armas (poderia demonstrar isso em Engels mas o assunto é Marx e não Engels). Disse Marx que o Estado se torna autogestão nas mãos do proletariado, e a ditadura do proletariado é a fase autogestionária politica armada da transição entre o capitalismo e o comunismo (demonstrei isso em Marx alguns comentários acima).
Em Bakunin e Makhno, é exatamente o contrário. Na pratica Makhno constituiu um exército, o que é um aparelho estatal, de poder estatal, de dominação estatal, e isso é um fato que até você admite.
P.S.: eu respondi as questões do "MILITANTE Bakuninista" sim sr, procure direito.  | ''pois o movimento histórico espontaneo evoluiu para isso por conta própria, o que foi vantojoso para a futura revolução proletária, que infelizmente acabou não ocorrendo'' Quer dizer que um movimento ESPONTÂNEO evoluiu POR CONTA PRÓPRIA (bem redundantemente) e isso FOI (no passado) vantajoso para uma revolução QUE NÃO EXISTIU! Na boa, consulte um outro psiquiatra urgentemente, esse seu atual não está adiantando muito.
E mais: Não há PROGRAMA MARXISTA, somente um programa escrito por Marx para uma ORGANIZAÇÃO DE MILITANTES, que tinha um COMITÊ CENTRAL, do qual Marx era membro, mas que só CENTRALIZAVA essa organização de militantes que se posicionava sobre todos os eventos políticos possiveis, dando orientações ao proletariado, (como no caso em que Marx vai dizer, as vésperas da comuna, que o proletariado de Paris não deveria tentar nenhuma sublevação e sim aproveitar as ''liberdades republicanas'' para aumentar a organicidade deste proletariado NO PARTIDO!), mas nada disso era um PARTIDO! Tem outra: o ESTADO, que Engels diz que vai SE SERVIR dele, é o POVO EM ARMAS, que NÃO É UM ESTADO. Já um exército insurgente constituido por trabalhadores subordinado ao controle politico de soviets é um Estado! Não importa a realidade e a imperiosidade dos fenômenos históricos, as coisas são o que você quer que elas sejam, certo? (Aqui é onde você, de maneira bem previsível, vai repetir minhas palavras modificando-as no que lhe convém para parecer que elas são suas, não atentando para o fato de parecer ainda mais lunático quando faz isso). Olha, não precisa ficar respondendo não, não estamos aqui para discutir com você (até por que, na boa, discutir com loucos nunca levou ninguém a lugar nenhum e, diferentemente de você que não quer mesmo sair do conforto de sua poltrona, temos postos a assumir junto ao povo na luta de classes) o objetivo destas colocações é demonstrar que o marxismo não é o ''horizonte'' dos revolucionários como pretendem alguns e também não se trata, e nunca se tratou, de ''superá-lo'', pois os limites do marxismo, principalmente do PROGRAMA POLÍTICO MARXISTA, já estavam elucidados e contrapostos desde a época que foram formulados. Só a estratégia política, desenvolvida de diferentes formas pelo marxismo histórico, de ''utilização'' do Estado pode explicar a hegemonia do marxismo na esquerda hoje e durante a maior parte do século XX, e não uma suposta superioridade teórica, pois se fosse esse o caso, o liberalismo seria superior ao próprio marxismo, vide a sua influência proporcional nas sociedades ocidentais. E, ainda hoje, dois fenômenos contribuem fortemente para a vigência da hegemonia marxista na esquerda: o OPORTUNISMO e o DOGMATISMO! E, ao contrário do que imaginam alguns, os bakuninistas não tem o marxismo EM SI como inimigo, nossos inimigos na disputa ideologica que fazemos no seio das organizações da classe trabalhadora, para rompermos com a letargia e construirmos a revolução, são justamente o OPORTUNISMO e o DOGMATISMO, que, de maneiras diferentes, acabam por contribuir para a manutenção da hegemonia da ideologia liberal/conservadora no seio da classe como um todo. Sua defesa surreal de um suposto ''marxismo autogestionário'' não resiste seriamente a meia dúzia de argumentos, mas você insiste em sustentá-la pelo DOGMA repetido de maneira obssessiva, e apesar de parecer lunático, você representa (numa versão muito exagerada, é fato) muitos marxistas por aí, sejam ''autogestionários'', stalisnistas, maoístas ou trotiskystas.  | O movimento ESPONTÂNEO evoluiu POR CONTA PRÓPRIA sim sr. mister anarquista leninista e isso foi vantajoso para uma revolução que não chegou a acontecer, ou seja uma vantagem desperdiçada! Eu consulto a história e você consulta a imaginação, quem é que precisa de psiquiatra então hein mister anarco leninista!!!
Não há um programa marxista, Marx não escreveu nenhum programa, sua teses eram baseadas no movimento real dos trabalhadores (eram apenas a constatação deles) e nos fatos da história em movimento. A organização de militantes comunistas tinha um comitê central que era apenas um orgão administrativo e não a direção deles, não ditava ordens para ninguém, e a centralização era apenas administrativa, como em qualquer Comuna por exemplo, que sempre tem o seu Conselho Central, que nada mais é que um orgão central administrativo, como foi na Comuna de Paris. Essa organização de militantes que se posicionava sobre todos os eventos políticos possiveis sob a perspectiva do movimento real dos trabalhadores e não com base em qualquer invenção de suas cabeças, não dava orientações ao proletariado. Marx conhecia a experiencia da sublevação de 1848, que acabou apenas gerando o acirramento da ditadura burguesa ao invés da revolução proletaria, e como Marx se baseia nos fatos da história para fazer as sua analises, e não em fantasias, não tinha como prever o exito (mesmo que temporário) da Comuna, pois esse foi um fato inédito até então, pois a história, até então, tinha mostrado que as sublevações operárias serviam apenas para acirrar a ditadura burguesa, mas a Comuna de Paris mudou isso e Marx, como o teórico da realidade que era, apenas constatou mais esse fato. É fato que a capitalismo será derrotado nos regimes democraticos COMO A HISTÓRIA MAIS DO QUE PROVOU, pois o mundo é majoritariamente democratico hoje e ainda vivemos sob a escravidão do capital, após o infeliz fracasso de todos as revoluções proletárias até hoje. O proletariado deve constituir-se EM PARTIDO, A CLASSE TODA, sem hierarquias portanto, como o fez nos autogestionários Soviets e na Comuna de Paris, pois a organização autogestionária é a unica forma revolucionária (expliquei isso alguns comentários acima mostrando em Marx). O estado operário, para Engels, é o POVO EM ARMAS, NÃO É UM ESTADO propriamente dito. Já o exército (orgão estatal) "insurgente" dominava os trabalhadores e seus Soviets na Ucrânia, pois é isso que os exércitos (sempre são constituidos de trabalhadores, por mais burgues que sejam) fazem, é para isso que eles são criados, enquanto esse próprio exército era subordinado a Nestor Makhno (o Lênin e, ao mesmo tempo, o Trotsky ucraniano). Essa é a realidade e a imperiosidade dos fenômenos históricos pois as coisas não são o que você quer que elas sejam, e a sua esquizofrenia me permite usar as suas palavras mostrando como te servem como uma luva, quase como se você estivesse falando de si mesmo na terceira pessoa, algo tipico dos esquizofrenicos como você! Tudo o que você fez até agora foi discutir seu lunático, quem você pensa que vai enganar dizendo o contrário!!! Vai sonhando com os seus postos de comando sobre o proletariado vai anarco lunatico leninista, pois pelo menos nos seus sonhos isso ocorrerá! O marxismo é a unica constatação revolucionária, tanto teórica quanto prático, o anarquismo é no máximo bem intencionado (muitas vezes nem isso) mas um desastre enquanto teoria e prática. Pretender superar o marxismo, com fabulas e delirios ideológicos, sempre foi o mais ridiculos dos anarco devaneios, pois os limites do anarquismo, principalmente do PROGRAMA POLÍTICO ANARQUISTA (inexiste um "progama" marxista, pois o marxismo é apenas a constatação do movimento real da história e dos trabalhadores), já estavam elucidados e contrapostos desde a época que foram formulados. Só a estratégia política, desenvolvida de diferentes formas pelos anarquismos, de ''utilização'' do Estado (como nos exércitos "insurgentes") e do sindicalismo, pode explicar a hegemonia do leninismo na esquerda hoje e durante a maior parte do século XX, e não uma suposta superioridade teórica, pois se fosse esse o caso, o liberalismo seria superior ao próprio anarquismo, vide a sua influência proporcional nas sociedades ocidentais. E, ainda hoje, dois fenômenos contribuem fortemente para a vigência da hegemonia leninista (anarco leninismo e leninismo assumido) na esquerda: o OPORTUNISMO e o DOGMATISMO! E, ao contrário do que imaginam alguns, os marxistas não tem o bakuninismo ou qualquer outra das seitas anarquistas EM SI como inimigo, nossos inimigos na disputa DE CLASSE que fazemos no seio das organizações da classe trabalhadora, quando essa é revolucionária ou esta em vias de o ser, para rompermos com a demagocia dos "construtores" de revoluções (nada mais que sabotadores delas), são justamente o OPORTUNISMO e o DOGMATISMO, que, de maneiras diferentes, acabam por contribuir para a manutenção da hegemonia da ideologia liberal/conservadora no seio da classe como um todo. Sua defesa surreal dessa sua versão anarquista leninista supostamente ''revolucionário e autogestionário'' não resiste seriamente a meia dúzia de argumentos, mas você insiste em sustentá-la pelo DOGMA repetido de maneira obssessiva, e apesar de parecer lunático, você representa (numa versão muito exagerada, é fato) muitos anarquistas por aí, sejam ''autogestionários'', sindicalistas, plataformistas ou leninistas, individualistas, nacionalistas, primitivistas, libertarianistas ou capitalistas, etc. A fantasia do anarco fanatico quer reinventar o mundo e reinventar até Marx, fantasiando um Marx que não existe, associando-o a Lênin quando esses são totalmente opostos, e quando, justamente, é o anarco alucinado o unico leninista por aqui.  | A ditadura do proletariado na Russia foi exatamente a autogestão proletária dos Soviets, nada a ver com o governo estatizador de Lênin, que foi a contra revolução financiada pelo capitalismo mundial para tomar o poder na Russia, estatizar tudo, e depois reestabelecer o capitalismo privado por lá, ao sabotar autogestão dos Soviets, mantendo apenas o seu nome mas destruindo-os na prática ao estatiza-los, e abrir a economia russa para o capital privado, especialmente o americano, via NEP, medida que Stalin, mais tarde, teria de desfazer devido a aproximação da grande depressão, o que o forçou a estatizar tudo para evitar o caos, que provocaria uma nova onda revolucionária soviética.
Já o governo anarquista de Nestor Makhno ficou famoso (inclusive entre os anarquistas) justamente por ter um nivel de autoritarismo muito parecido com o de Lênin.
Toda revolução proletária é proletária (para Marx), e não qualquer outro "ista". O socialismo, que é a autogestão social, é a consequência unica da ação revolucionária espontânea vitoriosa da classe trabalhadora.
É completamente claro que a ditadura do proletariado para Marx, e até para Engels, é a autogestão proletária, é a ditadura da classe INTEIRA e jamais de um individuo, grupo, ou partido, basta ler a obra legada por Marx pois ela deixa isso totalmente claro. Essa ditadura refere-se apenas ao ato ditatorial que toda revolução representa por ser um ato de força contra o inimigo, podendo tornar-se uma brutal guerra civil, como foi com a Comuna de Paris por exemplo.
Bakunin não entendeu nada do que Marx disse ou então era um tremendo falacioso mal intencionado que distorcia as palavras alheias para atingir os seus interesses particulares, como o desejo de controlar a AIT por exemplo.
As medidas elencadas por Marx no Manifesto Comunista, quanto as estatizações e outras, seriam realizadas pela própria burguesia após essa tomar o poder ao derrubar-se o regime monarquista pela via revolucionária. Essa fase na verdade seria a preparação para a revolução proletária e não a própria revolução proletária, e essas medidas estatizantes a serem realizadas pelo governo burgues recém estabelecido deveriam ser apoiadas pois facilitariam a revolução proletária vindoura, ao criar um grande cisma dentro da própria burguesia jogando-a uma contra a outra, jogando o grande capital contra o pequenos capital numa guerra pelo poder. Leia o "Mensagem do Comitê Central a Liga dos Comunistas" que você entenderá melhor.
Toda revolução proletária é proletária (para Marx), e não qualquer outro "ista". O socialismo, que é a autogestão social, é a consequência unica da ação revolucionária espontânea vitoriosa da classe trabalhadora.
Já o governo anarquista bakuninista de Nestor Makhno ficou famoso (inclusive entre os anarquistas) justamente por ter um nivel de autoritarismo muito parecido com o de Lênin.
Parece que, assim como o seu sacerdote e deus Bakunin, os bakuninistas são completamente burros ou oportunistas desavergonhados!
 | Se a história é uma construção social, a historiografia é a construção ideológica de um grupo, normalmente a historiografia é a história contada pelos vencedores. Os marxistas, de várias matizes contam a história a partir da história oficial do Estado Soviético. Entretanto, a pesquisa histórica nos mostra outras formas de contar a história, especialmente no que diz respeito aos caminhos escolhidos pelos marxistas. Ainda na segunda metade do século XIX Bakunin já considerava a Ditadura do Proletariado a morte da Revolução, ou seja, o programa marxista poderia sim conquistar o poder, entretanto, iria reproduzir a desigualdade burguesa ao estabelecer a centralização estatal.
"(...) segundo a teoria do Sr. Marx, o povo, não só não deve destruir o Estado, mas deve, ao contrário, reforçá-lo, torná-lo ainda mais poderoso e, sob esta forma, colocá-lo à disposição de seus benfeitores, tutores e educadores, os chefes do Partido Comunista, numa palavra, à disposição do Sr. Marx e de seus amigos, que logo começarão a libertá-lo à sua maneira. Eles controlarão as rédeas do governo, visto que o povo ignorante precisa de uma boa tutela; criarão um Banco do Estado único, que concentrará em suas mãos a totalidade do comércio, da indústria, da agricultura e até mesmo da produção científica, enquanto a massa do povo será dividida em dois exércitos: o exército industrial e o exército agrícola, sob o comando direto dos engenheiros do Estado, que formarão uma nova casta político-científica privilegiada" (Bakunin, Estatismo e Anarquia, 2003, p. 216).
O trecho acima foi retirado da obra de Bakunin escrita em 1873, ou seja, Bakunin não está criticando Lenin ou Stalin, está debatendo e condenando o programa comunista, tal qual idealizado por Marx e seus partidários. Bakunin e Marx se enfrentam na AIT e debatem sobre os significados da Comuna de Paris. Esses enfrentamentos, Bakunin percebe, a partir de sua orientação ideológica e pesquisa história e científica, que o programa marxista só poderia levar de fato ao que se tornou a URSS, um Estado cuja a casta do partido comunista assumiu o papel de classe dominante. Essa é a dívida que os marxistas tem com a história, entretanto, depois de tantos anos, o dogmatismo quase religioso os impedem de fazer a autocrítica necessária.  | A centralização estatal foi a obra do leninista Nestor Makhno, já a ditadura do proletariado é apenas o regime de força da classe assalariada TODA sobre os seus opositores, até que todas as classes sociais sejam extintas, varridas da face da terra. É a classe toda o ditador e não o contrário, é ela a soberana, não como foi com a ditadura de Makhno na Ucrânia, semelhante a ditadura de Lênin na Russia.
Citar Bakunin falando sobre Marx é uma piada, tenha a sua opinião própria sobre os outros ao invés de ficar idolatrando as opiniões alheias, ainda mais quando são completamente erradas como no caso de Bakunin falando sobre Marx.
Bakunin, como todo bom autoritário, queria apropriar-se da criação espontânea dos franceses como se fosse o seu programa (sujeito pretensioso e maluco!!! Esta ai uma das grandes inspirações de Lênin e seus seguidores, que vivem fazendo isso), enquanto Marx apenas constatou a espontaneidade da Comuna de Paris, dos proletários revolucionários, pois é constatar isso que se baseia toda a sua teoria, constatar o movimento histórico material, real, e nele a luta de classes.
O programa anarquista criou na Ucrânia um regime semelhante ao da URSS, um Estado cuja a casta dos dirigentes anarquistas assumiu o papel de classe dominante. Essa é a dívida que os anarquistas bakuninistas makhnistas (anarco leninistas) tem com a história, entretanto, depois de tantos anos, o dogmatismo quase religioso os impedem de fazer a autocrítica necessária.
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