Na entrevista que deu recentemente, o Ministro Luiz Fux lembra-se que recorreu a empresários, ao Palocci, ao atual Ministro da Justiça, ao Stédile, ao Dirceu para ser indicado Ministro mas não se lembra de ter recorrido ao Maluf.

Com a ajuda da Colunista Monica Bergamo, se lembrou das lamentações do Dirceu, -perseguição-, se lembrou das palavras de conforto que dirigiu ao réu do mensalão mas se esqueceu, apesar da super-exposição de Dirceu na mídia como réu da AP 470, da condição de mensaleiro do mesmo.

Esse elemento tem sua memória muito seletiva. Lembrar-se de tantas coisas e esquecer que Dirceu era mensaleiro é como engolir um boi e engasgar-se com um mosquito. É como se o Alckmin ou o Zé Serra Bolinha fosse o Presidente e ele recorresse ao Azeredo para interceder por ele junto ao Presidente.

Mas o motivo do esquecimento dele é lógico. Uma pessoa, até que ela seja julgada, e não condenada, ela é inocente. Portanto, como o Azeredo é inocente até ser julgado, o Fux recorreria a ele para ser indicado ao STF se o Presidente da República fosse o Alckmin ou o Serra.

Agora me diga uma coisa: se os empresários a quem o Fux recorreu na sua campanha para o STF vierem a ser réus no STF, ele se declara suspeito-impedido, ou ele os condena com a mesma ira com que condenou o Dirceu, indepentemente de provas?

Na verdade, o Fux, que deveria ter feito campanha para ser Ministro do STJD, matou no peito mas não fez o gol nem bateu na trave três vezes, ele pisou na bola.