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| | FHC, Díon e o crepúsculo dos "reis filósofos" de Platão
Para rir muito da tirada tucana, recorrendo à erudição que eles costumam vomitar na imprensa.
FHC construiu para si o mito do "rei filosofo" infalível, mistura de intelectual refinado e líder político firme e comprometido com o país. Por razões obvias, ligadas à sua própria história de compromisso com a preservação dos privilégios e dignidades da elite, a imprensa gostou deste mito e o difunde à exaustão. A impopularidade de FHC ao fim do seu governo, entretanto, denuncia sua incapacidade administrativa e inabilidade política. O povo julgou FHC com rigor, mas para a imprensa o julgamento do povo é irrelevante. "FHC não está nem na direita, nem na esquerda. Ele está decadente." Fo assim que um grande sociólogo francês amigo do ex-presidente definiu a ultima fase de FHC. Toda vez que vem a publico dar pitacos políticos inoportunos FHC apenas confirma o juízo que dele fez o sociólogo. O primeiro "rei filósofo" da história foi o grego Díon. Ele foi assessor do tirano de Siracusa que mandou vender Platão como escravo. Banido pelo sucessor do seu mestre, Díon se tornou aluno da Academia de Platão. Algum tempo depois retornou a Siracusa e conseguiu depor o novo tirano. Mas seu governo foi desastroso e ele acabou caindo em desgraça. FHC e Díon partilham o mesmo destino. Apesar de não ter caído durante o mandado (o que é lastimável e pode ser creditado aos esforços de José Dirceu para conter o radicalismo petista naquela época) FHC caiu em desgraça com o povo que não o perdoa pelo desemprego que ele produziu. Segundo dizem, Díon era tão prolixo quanto FHC e nada de sua produção intelectual chegou até nós. Duvido muito que algum livro de FHC se torne um clássico e seja discutido e citado daqui a 100 ou 200 anos. Ambos entram para a história com duplo fracassos. Fracassaram intelectualmente e politicamente. As trajetórias de Díon e FHC comprovam o erro fundamental de Platão. Nenhum povo precisa de "reis filósofos" e não adianta a midia incensar FHC, porque ao fazer isto ela só consegue se distanciar ainda mais do povo brasileiro. >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria
COMENTARISTA DO COMENTARISTA FÁBIO Quando é que você irá cair a ficha que vc é o irrelevante por aqui. Vc é um esquerdinha da marca rola bosta, egocêntrico e arrogante, que acha que ter uma carteirinha do OAB, pode dar uma carteirada jurídica sem se passar por ridículo. Peça a seus pares para lhe avaliarem e erá que vc é uma ilha isolada de amigos, esposa, parentes, colegas de trabalho, etc. O único lugar que lhe acolhe é o mundo virtual e mesmo assim, poucos querem evoluir amizade com um esquizofrênico. A estupidez é um traço comum em sua personalidade. FHC e os reis filósofos De rei filósofo, FHC só tinha uma certa pose herdada dos tempos em que era intelectual, e um certo domínio de línguas estrangeiras. De resto, ele próprio fez questão de debochar de seu passado intelectual, ao recomendar que o povo esquecesse o que ele escrevera...
Difícil mesmo é explicar esse ódio que FHC ainda desperta nos petistas e esquerdistas em geral. Ele é bem mais odiado que ACM, Collor, Sarney, Maluf e outros que estão muito mais à direita do que ele. O que já é um sinal de que FHC não foi um zé-mané qualquer. De fato, FHC foi um daqueles líderes que, para o bem ou para o mal, representou uma transição entre duas fases históricas distintas, tal como foi Getúlio Vargas nos anos trinta. E coube a FHC, justamente, por fim à era Vargas, caracterizada pelo nacional-estatismo que fez nascer o país moderno, mas que esgotou-se nos anos 80. Bom ou mau, feio ou bonito, foi FHC, e não Lula, o criador do Brasil do século 21. Lula finge renegar seu antecessor e implementa uma espécie de getulismo tardio, aumentando a presença do estado paternalista, mas qualquer observador mais atento facilmente constata que Lula, longe de desmontar o legado de FHC, na verdade apóia-se neste, às vezes até com mais ortodoxia que o próprio FHC. Lula não é burro de matar a galinha dos ovos de ouro. Ele sabe muito bem que o único real sustentáculo da atual Era Petista é a estabilidade da economia herdada de FHC, que permite ao pobre comprar uma geladeira pagando em 15 vezes iguais, pois de resto o valor real dos salários subiu muito pouco, e as bolsas só beneficiam camadas muito pobres da população. Pegando a rebordosa do Estado falido nos anos 80, os tempos de FHC foram bem mais bicudos que os tempos atuais, como não poderia deixar de ser, mas ainda assim estiveram longe de ter sido o inferno pintado por seus detratores. Os índices de desemprego, por exemplo, não eram muito diferentes dos atuais. Tampouco a corrupção era maior. E se FHC era tão repudiado assim pelo povo, como explicar a sua reeleição? A antipatia que o Fábio Ribeiro sente por ele origina-se de sua figura vagamente aristocrática, culta, daí tê-lo comparado a um rei filósofo, bem diferente da grosseria e da ignorância que o Fábio acredita ser o emblema da autenticidade popular. Já a antipatia que o povo em geral sente por FHC, a ponto dele estar totalmente ostracizado hoje em dia, é explicada por ele haver sido o exato oposto de tudo o que o povão espera de um governante: FHC não tinha carisma, não se identificava com o populacho, foi sizudo, comedido, austero, fez os cortes e as privatizações necessárias para levar as contas para o azul, ao invés de aumentar a presença do Estado paternalista; diminuiu o Estado ao invés de aumentá-lo e disse o que pensava. Claramente, FHC violentou nossas mais caras tradições! Ele jamais será perdoado por isso.
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