OSCAR NIEMEYER: MORRE O ÚLTIMO "AMIGO" DO VELHO PARTIDÃO

Morreu ontem, 5/11, o arquiteto Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade, vítima de complicações renais e desidratação aguda após 34 dias de internação em hospital no Rio de Janeiro. "Comunista" desde 1945, quando conheceu Luis Carlos Prestes e ingressou nas fileiras do PCB, na esteira da derrota nazista pelo Exército Vermelho na URSS e na tomada de Berlim, junto com uma cepa de intelectuais pequeno-burgueses. Mesmo assim, a mídia "murdochiana" elevou-o à condição de um dos maiores gênios criadores no Brasil e tem estampado em todos os seus jornalões a história de sua vida e obra. Foi, de fato, o arquiteto que obteve mais projeção no cenário mundial e que exerceu profunda influência na arquitetura moderna com seu pioneirismo da técnica do concreto armado, as curvas e os traços rápidos e simples desde a década de 40 do século passado, visão sintetizada neste breve pensamento: "Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein" (Almanaque Brasil). Adotou o curvilíneo como contestação às formas monótonas e repetitivas impostas pelo capitalismo segundo acreditava. Representante da velha geração que simpatizava com a revolução bolchevique de 1917, foi um dos últimos amigos do velho Partido Comunista, a ele fiel até sua morte. Porém, como pequeno-burguês típico defendia a burguesia como possível agente do progresso, ao lado de Jorge Amado, Mario Lago, Dias Gomes... O lado progressista de Niemeyer veio à tona ao ter apoiado politicamente a URSS e a revolução cubana, estabelecendo laços de amizade com os Estados operários mesmo durante os ásperos anos da guerra fria.

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