EDITORIAL DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº248, 1ª QUINZENA DE DEZEMBRO/2012

RENTISTAS INTERNACIONAIS ATACAM PELA RETRAÇÃO DO PIB, EXIGINDO O RETORNO DOS JUROS ALTOS

A pauta da mídia "murdochiana" voltou a dar manchete para as projeções do fraco crescimento do PIB em 2012, realizadas pelo mercado financeiro e seus "técnicos" no interior do BC e IBGE, apontando para um patamar inferior a 1% neste ano .Para os economistas do BC desta vez o "vilão" que provocou o pífio crescimento aferido "oficialmente" de apenas 0,6% no último trimestre foi o desempenho do mercado financeiro, afetado pela redução da taxa de juros operada principalmente pelos bancos estatais. Não demorou muito para os porta-vozes de "Cassandra", como os ventrículos da família Marinho, anunciarem em rede nacional que o país estaria entrando em plena etapa de recessão econômica. Não por coincidência, nesta semana as manchetes da mídia "murdochiana" ianque acerca da evolução do PIB da Argentina e Uruguai eram exatamente as mesmas exibidas no Brasil, até mesmo a britânica revista "The Economist" entrou na "briga" do PIB e aconselhou a presidente Dilma a demitir o ministro Guido Mantega. Para a "Economist", em vez de cortar juros, o governo deveria redobrar os esforços para cortar o custo Brasil, deixando que o espírito "animal" do setor privado aflorasse: "A preocupação é que a própria presidente esteja interferindo (na política monetária), mas ela insiste que é pragmática. Se é assim, ela deveria demitir Mantega, cujas projeções excessivamente otimistas perderam a confiança dos investidores, e indicar uma nova equipe capaz de recuperar a confiança dos empresários". Os filhotes diretos de Murdoch pelo menos tem o mérito de não dissimular seus interesses ao difundir sua surrada tese da "catástrofe econômica", já alguns estúpidos da esquerda tupiniquim, como o ridículo PCO, repetem como papagaios a "teoria do caos" reforçando o coro dos rentistas internacionais ávidos por mais subsídios e favores estatais, sob o pretexto de "enfrentar a crise". A fraude no cálculo da variação do PIB é tão descarada que até mesmo economistas ligados ao "tucanato", como Chico Lopes ex-presidente do BC na gestão FHC, denunciaram a metodologia do IBGE. Indaga Chico Lopes: "Como é possível que a redução das taxas de juros na economia tenha produzido uma redução do volume de serviços financeiros à disposição da população? Como é possível explicar que a queda da Selic tenha tornado o país mais pobre?" Para Lopes, insuspeito de pertencer à base aliada do governo Dilma, o cálculo científico mais próximo da realidade para o PIB do último trimestre deveria indicar uma taxa positiva de 1,19% ao invés do 0,6% anunciado pelo IBGE. O certo mesmo é que apesar da economia nacional não apresentar um nível fabuloso de crescimento, o que seria impossível no marco da crise financeira internacional, no mundo real estamos muito distantes da profunda "recessão" defendida pela mídia de aluguel em parceria com os revisionistas do "pré-primário".

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