Aqui mesmo já publiquei algo sobre o conflito entre o STF e o Parlamento  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/12/514588.shtml . Volto ao assunto para dar uma dimensão mais clara da questão.

A imprensa noticia hoje que a Câmara está desafiando o STF. Não é isto que está ocorrendo. A verdade é que o STF está desafiando a "soberania popular" de onde emana todo poder do Estado.

Por força do disposto expressamente na CF/88 cada um dos três poderes é independente e deve exigir o respeito á sua independência. Caso se curve ao abuso inconstitucional que está sendo cometido pelo STF (a quem não compete cassar os mandatos de parlamentares), a Câmara dos Deputados deixará de cumprir a CF/88. Deixará também de ser legítima representante da "soberania popular" que fundamenta de maneira direta o poder Executivo e Legislativo mediante o voto.

Os membros do Judiciário não são eleitos pelo povo. Portanto, a origem do poder que exercem deriva apenas indiretamente do povo. O poder que os Juízes, Desembargadores e Ministros do STJ, TST e STF exercem emana da Constituição Federal, que foi concebida pelos representantes do povo. É, portanto, diferente e MENOR que o poder direto decorrente do voto que elege Presidente, governadores, prefeitos, deputados, senadores e vereadores.

O "poder emana do povo" e deve ser exercido em seu nome. Mas o povo soberano também pode exercer seu poder diretamente, exigindo dos seus representantes que limpem o STF mediante o Impedimento de todos os Ministros que acintosamente violam a CF/88 que deveriam fazer cumprir.

O STF não tem a última palavra quando a questão é cassação de parlamentares, pois a CF/88 atribui esta competência ao parlamento. Vem daí que os Ministros do STF não podem e não devem afrontar o Poder Soberano que representa o povo. Se desafiar o povo, os Ministros do STF tem que ser chutados para a rua imediatamente sem piedade. Nem mesmo eles estão acima da Lei.