Um norte-americano branco matou dezenas de crianças norte-americanas numa Escola. Em razão disto, a imprensa brasileira, famosa por receber dinheiro da USIA para promover o "modo de vida norte-americano" no Brasil, está fazendo uma gritaria danada: tragédia sem precedentes dizem os jornalões; Obama chora em público ao referir-se a tragédia, lamentam os telejornalistas.

Que novidade há nesta matança de criança, além do fato dela ter ocorrido dentro dos EUA?

Desde que, durante a II Guerra Mundial, reduziram a cinzas as cidades históricas alemãs sem importância militar com bombas incendiárias (Hürtegenwald, Düren, Jülich, Essen, Duisburg, Dortmund, Colônia, Bochum, Rostock, Bremen, Hamburgo, Kiel, Nuremberg, Kassel, Würzburg, Osnabrück, Münster, Telgte, Hannover, Munique, Düsseldeorf, Trier, Koblenz, Heilbronn, Bonn, Krefeld, Hildesheim, Magdeburg, Leipzig, Darmstadt, Berlim, Stuttgart e Dresden) os gringos são especialistas em matar crianças.

Quantas crianças foram incineradas em Hiroshima e Nagazaki? 50 mil, 60 mil? No Vietnam centenas de milhares de crianças morreram soterradas por bombas ou envenenadas com Agente Laranja; no Iraque e Afeganistão muitas mais morreram despedaçadas por bombas precisas, por tiros de metralhadora e contaminadas com urânio da munição de canhão utilizada pelo US Army. Ninguém lembra mais disto?

É da natureza dos norte-americanos matar crianças. Não deveria causar estranheza o fato deles fazerem isto dentro dos EUA. Na verdade, os EUA é o único local onde os norte-americanos deveriam ter legitimidade para praticar seu esporte preferido. Enquanto norte-americanos matarem crianças norte-americanas o problema será só dele, não do resto do mundo como a imprensa parece querer fazer crer.