Transporte rodoviário de cargas Livro conta história em Minas Gerais

Livro ?Transportador Mineiro ? História Pioneira? relata como iniciaram as atividades de 40 empresas que estão em atuação no estado.

A história dos primeiros transportadores rodoviários de cargas do Estado de Minas Gerais poderá ser conhecida pelo livro lançado pela historiadora Ana Maria Nogueira Rezende e pelo jornalista Luciano Alves Pereira, durante o 15º Encontro Mineiro dos Transportadores Rodoviários de Cargas/Minastranspor 2012, realizado em Belo Horizonte (MG).

Nas mais de 200 páginas de ?Transportador Mineiro ? História Pioneira?, estão descritos detalhes e fotos das 40 empresas pioneiras que estão em atividade atualmente. Algumas com nomes diferentes dos originais. A mais antiga, de 1931, é a Picorelli Transportes, de Juiz de Fora, que inicialmente era chamada Rodoviário Camerino. Os fundadores vieram da Itália para morar na cidade da Zona da Mata mineira.

Sobre o que há de comum entre elas, a historiadora Ana Maria diz que há muitas empresas familiares e de origem italiana. São empresas que estão na segunda, terceira ou até quarta geração, e que cresceram muito nos anos de atuação. ?São histórias interessantes de pessoas que enxergaram o transporte como um negócio, em uma época em que isso não era comum?, explica.

A historiadora conta que como a infraestrutura era precária, com estradas de terra, muitos transportadores tinham que andar com enxadas e foices na boleia de seus caminhões. Houve caso de o caminhoneiro ter que tirar a carga do veículo para conseguir subir os morros de Minas Gerais.

Uma das histórias mais curiosas, na opinião da autora, é a da Transpes, também de Juiz de Fora, fundada em 1966. ?O proprietário veio da Espanha, clandestino em um navio (na década de 50). E como aquelas pessoas que vinham clandestinas na época, ele achava que ia ter que entrar no Brasil pelo mar, nadando. Mas quando desceu, no Rio de Janeiro, já encontrou a roda de samba e começou a trabalhar ali mesmo no porto, carregando e descarregando. Conheceu um caminhoneiro e começou a viajar?, diz Ana.

Toda a produção do livro - entre captação de recursos, coleta de informações e publicação ? durou três anos. E não foi simples conseguir as histórias pioneiras. Foram entrevistados diversos familiares e funcionários das empresas. ?Realmente, não foi um trabalho fácil. Tivemos que buscar a memória oral, pois não havia registros. Foi difícil conseguir fotos. Mas o resultado foi muito positivo, com histórias muito interessantes", explica a escritora.

Quem quiser saber mais pode consultar o blog da publicação. Em breve, o livro deve estar disponível para vendas, e os locais deverão ser informados no blog.


De Belo Horizonte (MG), Cynthia Castro
Agência CNT de Notícias