Não é difícil prever. E certamente vão citar FHC, o eterno fantasma a assombrar os lulopetistas.

Desta vez, somos nós que queremos uma comparação com FHC.

Ambos tiveram relacionamentos extraconjugais.

De FHC, até com um filho tido fora do casamento.

Reconhecido mesmo após o teste de DNA informar a não paternidade. O vínculo de afeto já havia sido estabelecido e FHC o considerou mais forte do que a evidência científica.

D. Ruth soube. O que conversaram ? e como ? nunca se soube nem é preciso saber. Os filhos de FHC e D. Ruth também.

A amante de FHC era jornalista e foi morar no exterior. Lá ainda vive.

Lula tem uma amante. Se este caso fosse somente restrito a este fato, eu estaria ao lado do Luiz Inácio (ou o PR, para os muito íntimos) para defender o direito à privacidade. Seria assunto dele, de D. Mariza e dos filhos de ambos.

A questão central não é esta.

Motel não é palácio. Amante não é ministra. Poder não se adquire entre as pernas.

Que Lula tenha tantas amantes quantas queira ter. O ?Filho do Brasil? que viu a mãe sofrer com o aparecimento de uma amante do próprio pai resolveu repetir a história. Cada qual com seu legado. Para o bem ou para o mal. Cada um que homenageie seus antepassados como a ética lhe determine.

Mas, enquanto presidente, exigimos ? nós, brasileiros com vergonha na cara! ? que o co-presidente Lula se abstenha de conseguir ?mulheres? (perdoem-me as aspas, mas não posso classificar a sra. Rose como tal e evito classificá-la de modo correto) a partir do poder que delegamos a ele.

Um homem que se vale de uma posição de mando para obter admiradoras que aceitem trair o próprio companheiro e filhas sabe exatamente o quanto vale.

A Rose amigada de Lula usou a cama como artimanha para conquistas além do quarto.

Humilhou uma primeira-dama, viajando quando esta não estava na comitiva oficial. Na frente de todos e sem o menor pudor. E deixando de viajar quando D. Mariza acompanhava o detentor de todos os predicados morais, como nunca antes neste país.

Corrupção a partir de sexo. Enredo de filme. Pornográfico.

Quanto valeria, neste enredo, uma indicação para uma agência reguladora? E qual seria o preço de uma diretoria no Banco do Brasil?

Este é o tal partido do ?não rouba nem deixa roubar??. Ou não foi roubo? Foi troca?

A mim pouco importa se um homem ? qualquer um ? tenha que se valer de estar sendo ?o cara? para conseguir uma mulher. Óbvio que entre aquelas que se sujeitam a preferir o poder da sedução que nasce somente do poder.

E por se sujeitarem são especialmente desprovidas de quaisquer limites ou valores. Sabem quem são. Não escondem o que são. Ao contrário: gostam de exibir o troféu conquistado entre lençóis. É só este o predicado que possuem. E usam.

E estes homens nunca são. Só estão. Por isso (Freud explica) a dita Rose não se referia a Lula. Era PR.

Desejo a punição pelo tráfico de influência. Pelos crimes de corrupção cometidos. Pelo desrespeito ao país. Pelos presentes recebidos, cargos distribuídos e dinheiro roubado.

Não cabe a ninguém saber das traições de Lula a D. Mariza Letícia. É problema (se for?) de ambos.

Interessa ao Brasil saber de mais uma traição ao país, à cidadania. E a reafirmação da falta de ética e decência com a coisa pública.

Não, não me refiro a Rose. Falo da res pública. Aquilo que pertence a todos nós.

Por fim, para quem teve como melhor amigo José Dirceu, não causa espanto algum ter Rosemary como amante. São do mesmo nível.

Todos eles.