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| | Che Guevara e a concepção militar do proletariado Por Márcio Barreto 18/12/2012 às 22:46 Texto original MEPR-Movimento Estudantil Popular Revolucionário Texto já de alguns anos mas ainda atual
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O triunfo da Revolução Cubana em 1959 foi um grandioso acontecimento que impactou sobremaneira toda a América Latina. O imperialismo ianque, inimigo odiado pelos povos da América Latina, sofrera duro golpe. As tentativas de reação, como a invasão da Baia dos Porcos, fracassaram uma após outra elevando o clamor popular antiimperialista por todo continente. Os revolucionários dos diferentes países da América Latina, cada vez mais, rechaçavam a linha reformista e pacifista predominante nos partidos comunistas seguidores das teses kruschovistas do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (1956). Tal descontentamento, aliado aos êxitos da Revolução Cubana, influenciou muito a luta ideológico-política nos partidos revisionistas que já vinham se fracionando e terminou dando origem a inúmeras organizações revolucionárias, que elegeram a luta armada para a libertação nacional e social. No Brasil surgiram muitas organizações revolucionárias influenciadas pelas idéias surgidas na Revolução Cubana, tais como ALN, MR8, VPR, etc. O PCdoB, PCdoB-Ala Vermelha, APML e PCR se aproximaram da experiência da Revolução Chinesa. Já o PCB de Prestes afundou-se mais ainda no revisionismo soviético de Kruschov. Contudo, já no final da década de 1960 e inícios da de 1970, essas organizações, em sua grande maioria, foram derrotadas em sua luta armada. Entre outros fatores, a causa essencial de tais derrotas se deveu à concepção de luta armada empregada. A concepção militar, de forte influência da Revolução Cubana, que prevalecera na maioria dessas organizações ficou conhecida por ?teoria do foco?. A idéia de que grupos de revolucionários pudessem deflagrar um processo revolucionário, rapidamente se verificou incorreta e fracassou. Apesar do heroísmo de tantos combatentes que verteram seu sangue em prol da causa de libertação popular, na prática, revelou-se incapaz de incorporar as massas e por diversas causas fracassou. Essencialmente o erro esteve na concepção militar que expressava um caráter de classe burguês ou pequeno-burguês, a qual baseia todo êxito na capacidade militar e no armamento. Mesmo as organizações que buscaram adotar outra concepção militar terminaram, na prática, de uma forma geral, incorrendo nos mesmos erros ?foquistas?. Che, como revolucionário, defendia abertamente em seus escritos e discursos a luta armada como única forma capaz de levar o povo à conquista de sua libertação. Defendia a Guerra de Guerrilhas como caminho para se construir as forças armadas populares, passando de pequenas e débeis a grandes e poderosas, até superar as forças armadas dos exploradores e opressores que são grandes e muito bem equipadas. Defendia que as revoluções nas colônias e semicolônias deveriam estar dirigidas contra o imperialismo, principalmente o ianque, tendo em vista ser este o inimigo comum dos povos e ser principal a contradição que opõem nações e povos oprimidos ao imperialismo. Todos estes pontos de vistas são verdades confirmadas por todas as revoluções do século XX. No entanto, Che descuidou subestimando alguns princípios da teoria revolucionária do proletariado (o marxismo), como ficou demonstrado em algumas iniciativas suas, tais como a luta no Congo e na Bolívia. A questão de que, para a revolução proletária (e em decorrência, na época do imperialismo, também as revoluções de libertação nacional) faz-se necessário a existência de um partido de vanguarda do proletariado, armado com a ideologia e teoria científicas e ao mesmo tempo sendo um partido que tem caráter de massas, é pedra de toque do marxismo. Pois, segundo o marxismo, são as massas que fazem a história e o partido as dirige . Isto implica que, sendo a luta armada a forma superior da luta da classe, para o proletariado ela só pode ser conduzida consequentemente se dirigida pela ideologia do proletariado concretizada no seu partido de vanguarda, o partido comunista. Isto quer dizer que um autêntico partido comunista, não importa o seu tamanho, pois este será construído no curso da própria guerra revolucionária, tem que estar armado com uma teoria e concepção militar correspondente à ideologia, política, organização e métodos do proletariado revolucionário e não com outras concepções militares. A concepção militar do proletariado foi sistematizada, enquanto uma teoria, por Mao Tsetung no curso da grande revolução chinesa. A Guerra Popular, como se denominou, ao longo de mais de 22 anos construiu um poderoso exército popular, incorporando milhões de massas nas guerras de guerrilhas e nas guerras de movimentos, combinadas com levantamentos insurrecionais. Foram três revoluções consecutivas: a Guerra Agrária contra o feudalismo(1927 a 1937), a Guerra de Resistência contra o Japão(1937 a 1945) e a Guerra de Libertação contra o Kuomitang apoiado pelo imperialismo ianque(1945 a 1949). Foi neste complexo contexto que o Partido Comunista da China, sob a chefatura do Presidente Mao Tsetung, comandou e conduziu a revolução popular ao triunfo, expandindo de região em região, até tomar toda a China. Combatendo as concepções dogmáticas no partido que insistiam em levar a revolução na China pela via da insurreição urbana, Mao mostrou que, por um conjunto de condições particulares da China, a revolução não poderia vencer rapidamente e se apoiar principalmente no proletariado. Mostrou que a força principal da revolução na China era o numeroso campesinato oprimido milenarmente pelo feudalismo e pelo capitalismo burocrático. Que cabia ao proletariado a direção do processo, através do seu partido de vanguarda, o Partido Comunista da China, estabelecendo uma frente única revolucionária baseada na aliança operário-camponesa. A revolução percorreria o caminho do campo à cidade através da Guerra Popular Prolongada por três etapas bem definidas: a primeira a da Defensiva Estratégica, a segunda a do Equilíbrio Estratégico e a terceira a da Ofensiva Estratégica. Partindo de se criar primeiramente Zonas Guerrilheiras, logo transformando-as em Áreas Liberadas e Bases de Apoio, num movimento sucessivo e em ondas através das guerras de guerrilhas (do início até o fim) e das guerras de movimento e de posição (estas a partir de se atingir o Equilíbrio Estratégico). Isto significava iniciar a guerra sem retaguarda, para logo criá-la (as Bases de Apoio) e se apoiando nelas ir expandindo-as parte por parte. Sempre aplicando o princípio da superioridade relativa (opor sempre uma força numericamente várias vezes superior às forças do inimigo em cada batalha, ou seja, o princípio de concentrar uma força superior para aniquilar as forças inimigas uma por uma ) e a orientação geral de que ? quando o inimigo ataca nos retiramos, quando ele acampa os fustigamos, quando ele se cansa o atacamos e quando ele se retira o perseguimos ? .
Mao formulou ainda a teoria das ?três varinhas mágicas?, o Partido, o Exército Popular e a Frente Única Revolucionária. Afirmava que a Frente era para apoiar a luta armada, isolar e cercar o inimigo, o Exército para fazer a luta armada e que o Partido eram os heróicos combatentes que manejam as outras duas varinhas. A Guerra Popular, como concepção e teoria militar do proletariado, ao contrário das demais concepções e teorias militares burguesas e pequeno-burguesas, parte de que as guerras são de dois tipos: guerras justas e guerras injustas. As guerras justas são guerras que as massas ou nações oprimidas fazem para se libertarem da opressão e exploração, são guerras revolucionárias para se opor às guerras injustas. As guerras injustas são as guerras feitas pelos exploradores e opressores para manter o sistema de exploração e opressão, para saquear as nações oprimidas e para combater as guerras justas e revolucionárias. De que são os homens e não as armas o que decide. O que importa é a ideologia que tem o homem e dela ser justa e revolucionária. De forma que a Guerra Popular não é uma ?guerrilha? como os imperialistas e todos oportunistas, tal como os trotskistas procuram caracterizar. A Guerra Popular é uma teoria militar marxista, portanto científica e como tal é uma concepção que vai além de ser um modo particular de fazer a guerra revolucionária. É a concepção marxista mais completa e desenvolvida de como aplicar a estratégia militar da revolução proletária na época em que a etapa imperialista de decomposição e agonia atingiu um grau extraordinário de militarização e violência para subjugar o proletariado em seus países e os povos e nações oprimidas. É uma concepção militar revolucionária proletária que abarca a mobilização e organização das massas para fazer a guerra de massas como condição incontornável para ir destruindo o velho poder genocida da burguesia e latifundiários serviçais do imperialismo e ao mesmo tempo construindo o novo Poder popular revolucionário. Guerra Popular quer dizer poder das massas armadas que exercem o poder político, produzem para sustentar a guerra e promovem uma transformação em todas as relações econômicas, sociais, políticas, culturais e ideológicas destas massas.
URL:: zzzzzzzz >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Quando Marx disse: "tudo que sei é que não sou marxista", ele não estava se auto renegando, mas estava renegando os ditos marxistas, pois desde sua época Marx notou que eram ditos os maiores absurdos em seu nome.
Nunca acredite em "marxistas", pois quase sempre não passam de parasitas sugando o prestigio de Marx em beneficio de seus interesses e idéias particulares. Marx não autorizou ninguém a falar em seu nome e você tá falando em nome dele?  | Pô, os desavergonhados esquerdinhas, mais uma vez buscam manipular informações a seu favor ou de sua ideologia.
É importante salientar que o Marxismo faliu. Com raridade sobrevive por exemplo na Coréia do Norte, cujo regime é o mais fechado do mundo e a vida não tem o menor valor. A chefia do país é hereditária. Em Cuba, um pouco menos draconiana, a chefia durante quase 50 anos foi de Fidel e em seguida passada para seu irmão Raul. Nestes casos, a massa foi relegada a terceiro plano, bem longe das decisões de seu presente e futuro. Qualquer visão diferente do partido único, pode levar o proletário a morte.
Com relação a Chê, qualquer leitor do CMI, que se interessar a fundo sobre a história desse dito revolucionário, verá que há mais romantismo, selvageria e assassinatos do que se pensa. Montaram uma farsa, numa época em que as informações factuais eram incipientes para serem resgatadas. Hoje, com o advento da internet, podemos levantar a biografia deste genocida que deturpou a ideologia, e por muito tempo os dirigentes do partido comunista em Cuba, encobriram todos os fatos negativos que pudessem relacionar Chê a um mau revolucionário.  | Assim como Lênin, Trotsky, Stalin, Mao, Fidel, Tche, etc também não falam em nome de Marx (apesar desses embusteiros afirmarem-se marxista), ao contrário, o discurso e prática dessa gente é burguesa e anti marxista até a médula.
É fácil saber o que é e o que não é marxismo, já que Marx deixou isso por escrito. Pois é, não é a toa que uma onda de estatizações varreu e esta varrendo o capitalismo, rumo à estatização mundial total. O colapso total é o único legado do capital.  | Hoje em dia o capitalismo só sobrevive socializando seus prejuízos, apesar de seus lucros serem privatizados.
Como disse o Chabu:
"O desenvolvimento do método científico foi um grande avanço para a humanidade, pois este consiste em juntar evidências empíricas verificáveis, baseadas na observação sistemática e controlada, geralmente resultantes de experiências ou pesquisa de campo e analisá-las com o uso da lógica. Já o método religioso é baseado na fé, ou seja, deve-se acreditar em uma verdade a priori. Os defensores do capitalismo baseiam suas argumentações em fé, não em ciência. Que o capitalismo constituiu um avanço frente aos modos de produção pretéritos, nem Marx discordou disso. Agora e hoje, com o mundo chafurdando na crise, com mais de um bilhão de pessoas sem saber o que vai comer hoje, com centenas de milhões de seres humanos sem trabalho, com os países centrais do sistema apresentando verdadeira regressão civilizacional, o que mais os teólogos do capitalismo querem como evidência para admitirem que o sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção está superado? Por outro lado, o país com maior crescimento econômico do mundo há décadas, o que mais avançou do ponto de vista científico e tecnológico, o que mais tirou pessoas da miséria em termos absolutos e relativos, é um país onde há sim propriedade privada, mas em que esta está sob hegemonia e comando do estado e submetida ao interesse da maioria e não o contrário. Pois bem, prefiro argumentar baseado em fatos e dados e não em fé religiosa. Ficar indignado, revoltado ou possuído por outros sentimentos de cólera não é suficiente para fazer prevalecer uma tese, pelo menos não sob a luz da ciência.  | Ficar defendendo marxismo e tentar achar justificativas para uma suposta atualidade do mesmo, é maior prova da alienação mental dos esquerdistas. As idéias de Marx tiveram algum sentido no século XIX, mas com os fracassos de sua aplicação se tornaram naturalmente obsoletas e anacrônicas. Tentar reviver as idéias contidas na cartilha mofada do Marx proxoneta é como tentar ressuscitar um defunto, não tem como, só coisa de maluco.  | Ficar defendendo o capitalismo e tentar achar justificativas para uma suposta atualidade das ideologias do mesmo, é a maior prova da alienação mental dos direitistas. As idéias burguesas nunca tiveram nenhum sentido, mas pelo menos no século XIX o capitalismo cumpriu o papel de desenvolver as forças produtivas industriais e consolidar a produção coletiva, mas sua própria natureza o torna naturalmente obsoleto e anacrônico. Tentar reviver as idéias contidas nas cartilhas mofadas e proxenetas do capital é como tentar ressuscitar um defunto, não tem como, só coisa de maluco.  | Pois é, não é a toa que uma onda de estatizações varreu e esta varrendo o capitalismo, rumo à estatização mundial total. O colapso total é o único legado do capital.
Quanto mais o capital socializa os prejuízos mais ele diminui o mercado consumidor, o que o leva a ter mais prejuízos que novamente serão socializados, o que diminuirá ainda mais o mercado consumidor (levando à explosão do desemprego e à quebradeira massiva de empresas até todos estarem falidos e desempregados), num ciclo vicioso que põe o mundo no rumo do colapso total da civilização mundial, barbárie apocalíptica para nenhum evangélico botar defeito. Dai a estatização mundial total do capitalismo já estar em marcha. Se tentar reviver as idéias contidas nas cartilhas mofadas e proxenetas do capital é como tentar ressuscitar um defunto, não tem como, é coisa de maluco; um elemento que perde tempo refutando a tentativa de ressurreição dessas idéias não é um tremendo idiota? Lazarento papagaio prolixo retardado, não escrevas merdas. E um elemento que perde tempo refutando outro elemento, por esse refutar a tentativa de ressurreição das mortas e fracassadas idéias burguesas, não é ainda mais idiota!?
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