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| | PT repudia, mas usa indiciados e condenados para atacar adversários políticos
A condenação do publicitário Marcos Valério de Souza pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 40 anos de prisão, como operador do ?Mensalão do PT?, é o principal argumento dos petistas para desacreditar as recentes denúncias feitas pelo empresário de que ele pagou, com recursos do esquema, as contas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A condenação do publicitário Marcos Valério de Souza pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 40 anos de prisão, como operador do ?Mensalão do PT?, é o principal argumento dos petistas para desacreditar as recentes denúncias feitas pelo empresário de que ele pagou, com recursos do esquema, as contas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a mesma estratégia que os petistas utilizam para também desacreditar as denúncias feitas pelo ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas) Paulo Vieira, acusado de chefiar a quadrilha de venda de pareceres do escândalo mais conhecido como ?Rosegate?, sobre o envolvimento de ministros do governo Dilma Rousseff no caso. "(Paulo Vieira) é uma pessoa que já foi denunciada pelo Ministério Público e obviamente não está em uma situação confortável para que possa ter credibilidade naquilo que fala", afirmou o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que comanda pessoalmente a operação para desacreditar os denunciantes. No entanto, os petistas têm utilizado da ação de dois indiciados e condenados pela justiça como fontes confiáveis de denúncias contra os adversários políticos, são eles: Nilton Antônio Monteiro, acusado de falsificar documentos e títulos de cobrança de mais de R$ 300 milhões, e Marco Aurélio Flores Carone, dono do portal ?NovoJornal?, condenado pela justiça, inclusive federal, por crimes de calunia e difamação. As duas fontes mais confiáveis do PT responde juntos por mais de uma centena de processos na justiça. O indiciado Nilton Monteiro é o fabricador das mais diversas listas contra políticos de partidos de oposição ao governo federal do PT, entre elas a Lista de Furnas. Monteiro já foi indiciado, em 2001, por ?corrupção ativa, estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha?, pela CPI da Propina, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo; indiciado pelo Ministério Público de Minas Gerais, em 2007; indiciado pela ?CPMI dos Correios? por calúnia, falsidade de selo ou sinal público e falsidade ideológica. Marco Aurélio Carone é o agente escalado para divulgar as falsas listas e documentos forjados por Nilton Monteiro, em seu site. Ele responde pelos crimes de apropriação indébita, sonegação de impostos, depositário infiel, desvio de FGTS e de contribuições sociais, INSS e calote em fornecedores. Entre os órgãos públicos que processam o Carone estão a Fazenda Nacional, a Procuradoria do INSS, entre outros. Carone foi condenado, em 21 de setembro de 2012, pela juíza federal Camila Franco e Silva Velano, da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas, a prisão e a quarenta dias/multa (cerca de sete mil reais) pelo crime de difamação cometido contra o Desembargador Caio Luz de Almeida Vieira de Mello, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. As acusações de calúnia, extorsão e chantagens contra Carone já foram tema de artigo publicado na edição 500 do site Observatório da Imprensa, em 26/08/2008, com o título ?Jornalismo ou achaque??. O artigo analisa uma série de ?reportagens? publicadas por Carone no ?NovoJornal?, em que a construtora Patrimar era acusada de praticas ilegais no mercado imobiliário, o que poderia lesar centenas de consumidores. Na verdade, segundo o artigo, por trás das ?reportagens? estava uma disputa comercial entre a filha de Carone e a construtora. Imediatamente a um acordo judicial entre as partes, ele publicou uma nota em seu site isentado a Patrimar de qualquer ação criminosa e um pedido de desculpas. A suspeita é de que construtora se submeteu à chantagem. O PT, como se vê acima, utiliza de indiciados e condenados pela justiça quando isso lhe convém para atacar adversários políticos, mas tenta desqualificar e se proteger quando as denúncias são contra os seus companheiros de partido. Link: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/jornalismo_ou_achaque
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Marcos Valério foi condenado com base em provas O Marcos Valério foi condenado por vários crimes, todos provados. Os crimes pelos quais ele foi condenado nenhum é tipificado como compra de votos. Já Dirceu e Genoíno foram condenados sem provas, apenas por deduções. Entre há uma diferença abissal entre a condenação do Marcos Valério e as condenações do Zé Dirceu e do Zé Genoíno. Só cegos não divisam diferença. A condenação do Marcos Valério foi justa e técnica, as condenações do Dirceu e do Genoíno foram injustas e políticas. Em relação ao Marcos Valério, as penas a ele impostas foram desproporcionais, mas isso foi proposital. Maximizaram suas penas para forçá-lo a acusar o Lula em troca da redução das referidas penas. Mensalão Esse pessoal que acha que Dirceu e Genoíno foram condenados sem provas devem ter tido acesso aos autos do processo do mensalão, devem trabalhar no STF. Não sei de onde tiraram isso. A verdade é que foram julgados licitamente, tiveram defesa (os melhores advogados, bem renumerados) e foram condenados. Não há o que se discutir. E o Lula, o real chefão do esquema, finalmente foi implicado. Valério não entregou antes Lula porque o PT prometeu ajudá-lo. Mas agora que não ajudou e ele foi condenado, resolveu falar. E tem provas para inciminar Lula. A hora dele vai chegar. E você teve acesso aos autos do mensalão, Justiçeiro? Justiçeiro, você porventura teve acesso aos autos do mensalão? Como é que você sabe que o Genoino e o Dirceu foram julgados com base em provas, e não na teoria do domínio do fato? Dá uma reboladinha, vai Justiçeiro, dá! Mas cuidado com o gargalo da garrafa. Provas Eu não tive acesso, e você, teve acesso? As provas estão lá, os réus tiveram defesa, não tiveram? Foram condenados, não foram? Então, vai argumentar o que? O que você sabe sobre prova em processo penal e sobre a teoria do domínio do fato? Estude primeiro e depois fale. Dirceu e Lula: lacaios das multinacionais Nojento ver essa corja entreguista do PT posar de "vítima da elite", quando todo mundo sabe que "nunca antes na história desse país" o povo brasileiro foi tão espoliado pelas multinacionais. NO governo Lula as remessas de lucros das firmas estrangeiras TRIPLICARAM. Isso quem diz não sou eu. São os dados do próprio Banco Central, como mostra a matéria abaixo. O mais patético é ver o PT encenar uma falsa dicotomia com o PSDB, quando sabemos que são todos da mesma quadrilha engravatada.
REMESSA DE LUCROS AO EXTERIOR TRIPLICA NO GOVERNO LULA Somado a dividendos, valor enviado ao ano para o exterior era de US$ 5,1 bi em 2002 e deve superar US$ 16 bi em 2006 As remessas de lucros e dividendos ao exterior, feitas por empresas multinacionais e investidores estrangeiros no mercado de capitais, triplicaram no governo Lula. De US$ 5,1 bilhões em 2002, essas remessas totalizaram US$ 15,5 bilhões neste ano, no acumulado em 12 meses até novembro. E podem superar os US$ 16 bilhões no fechamento do ano, segundo projeção do Depec (Departamento de Estudos Econômicos) do Bradesco. Parte dos recursos remetidos -US$ 10,94 bilhões- é lucro enviado às matrizes das multinacionais. Outros US$ 4,53 bilhões são dividendos pagos a estrangeiros que fizeram aplicações em ações de empresas brasileiras na Bolsa de Valores local e em ADRs (recibos de ações estrangeiras negociadas nos Estados Unidos). A expansão das remessas vem desde o início da década, mas ganhou força nos dois últimos anos em conseqüência da explosão do lucro das empresas -especialmente das exportadoras. Também resultam do aumento do fluxo de investimento direto e das aplicações em Bolsa, que elevaram o estoque de recursos estrangeiros no país para US$ 401,8 bilhões até novembro. Essa tendência deve prosseguir nos próximos anos, segundo analistas. A lógica é que, quanto mais os estrangeiros investirem dinheiro no país e melhor andarem seus negócios, mais lucros terão para remeter às suas matrizes. Como a economia brasileira é muito internacionalizada -o estoque de investimento estrangeiro no país só é menor do que o da China entre os emergentes-, é natural que as remessas de lucros sejam altas, segundo Octavio de Barros, diretor de pesquisa macroeconômica do Bradesco. Da mesma forma, a expansão do mercado de capitais com a participação crescente de investidores estrangeiros tende a alimentar a remessa de dividendos. Só em operações de ofertas de ações na Bovespa os estrangeiros aplicaram US$ 10 bilhões neste ano, segundo dados do banco Itaú BBA. Os estrangeiros absorveram 73% dos novos papéis colocados por empresas locais na Bolsa. "O que os investidores estão comprando é o crescimento das empresas", observa Jean Marc Etlin, vice-presidente-executivo do Itaú BBA. Segundo Etlin, nos 45 casos de IPOs (lançamento inicial de ações) feitos desde 2004 na Bovespa, o Ebitda (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) crescia em média 41% ao ano, antes das emissões. Após as emissões, o Ebitda seguiu crescendo 32% ao ano. O câmbio valorizado também ajudou a impulsionar as remessas nos últimos dois anos, mas não foi o principal fator, segundo Barros. "O crescimento da remessa de lucros é um ótimo sinal, mostra que o Brasil está no radar do investidor internacional como um bom lugar para investir e ganhar dinheiro", observa. Rentabilidade O fato de o Brasil ser uma das economias mais rentáveis para o investimento estrangeiro explica o alto volume de remessas de lucros e dividendos dos últimos anos, na opinião de Antônio Corrêa de Lacerda, ex-presidente da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica). "Apesar dos inúmeros problemas, a economia brasileira é relativamente estável, cresce pouco, mas cresce, e a rentabilidade das empresas é alta", diz Lacerda. Por isso, segundo ele, o fluxo de investimento estrangeiro direto vem se mantendo -embora não cresça muito- e a repatriação de capital (empresas estrangeiras que deixam o país) é pequena. Neste ano, a estimativa é que o investimento estrangeiro direto líquido chegue a US$ 16 bilhões, ante os US$ 15,1 bilhões do ano passado. Já as repatriações atingiram R$ 8,8 bilhões (US$ 4,1 bilhões) em 12 meses, de novembro de 2005 a outubro de 2006, segundo o Depec. Lacerda diz que o fluxo de investimento direto deve aumentar nos próximos anos se a economia crescer a um ritmo mais acelerado. "Nada comparável à China, por exemplo, pois nosso grau de internacionalização é mais maduro, a presença do capital estrangeiro no país já está consolidada", diz Lacerda. "Os outros BRICs [sigla para Brasil, Índia, Rússia e China] ainda estão em processo de internacionalização e têm mais espaço para o ingressos de capital estrangeiro", conclui.
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