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| | A opressão precisa ser destruída Por Gustavo Moreira 23/12/2012 às 13:49 Saibam a verdade Uma coisa que me revolta nos tempos atuais é o atual avanço da burguesia, oprimindo o proletariado. Vemos os empresários, cada vez mais ricos, dominando os meios de comunicação, manipulando a população, devorando a consciência coletiva, levando todos a crerem que este estado de coisas é normal. Não deixemos isto acontecer, vamos lutar contra a elite dominante, mostrar que o poder é do povo, dos trabalhadores, dos comunistas, dos revolucionários. Percebam que os burgueses dominam a sociedade em todos os seus detalhes, por exemplo, o lixeiro é tão importante quanto o médico, pois o seu trabalho, de manter as ruas limpas, previne que se contraiam doenças, logo, é um absurdo um médico receber mais que um lixeiro. Mas fica o questionamento acerca deste fato intrigante, e lhes mostrarei como isso se dá, se forem a uma faculdade de medicina, logo vão perceber, carrões, jovens abastados, com roupas caríssimas, planejando viagens, ou seja, eles são filhos da burguesia, da elite opressora. Então, quando se paga um salário baixo ao lixeiro e se repassa esse montante ao médico, o que acontece é simples, os lixeiros, com seus salários baixos, não fazem o seu serviço com o esmero devido, logo com o lixo residindo nas ruas, as pessoas acabam ficando doentes e indo gastar fortunas com os médicos. Por isso, coloco aqui, acabem com os médicos, pegue o dinheiro que eles recebem e transfiram para os lixeiros, verão que a higiene melhorará, as pessoas não ficarão mais doentes e não precisarão mais dos médicos. Vamos lutar contra a burguesia, o poder é do povo, fora o consumo, sem mais futilidades, somente o que é importante, viva a transformação.
Gustavo Moreira Maricá - RJ
>>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria O absurdo não é um médico receber mais que um lixeiro, é um lixeiro receber menos do que um médico. O médico não deve ganhar menos, é o lixeiro que deve ganhar mais e trabalhar menos.
O lixeiro ganha um salário baixo não é porque o médico ganha um salário alto, é porque o patrão do gari ganha um lucro alto. O que tem que diminuir não é o salário do médico, é o lucro dos patrões. Os patrões devem ganhar menos, trabalhar mais e consumir menos.  | Nos modos de produção que antecederam o capitalismo, os trabalhadores passavam fome em decorrência da escassez da produção. Na sociedade atual, os trabalhadores passam fome em razão da superprodução de riqueza. E isto acontece porque a produção capitalista tem por finalidade a obtenção de lucro, e não a satisfação das necessidade dos trabalhadores.
Se um capitalista tem 100 empregados e compra uma nova máquina que permite a 50 trabalhadores produzir a mesma quantidade de riqueza que antes era produzida por 100 trabalhadores, ele demite 50 trabalhadores e os 50 trabalhadores que continuam empregados produzem o dobro do que antes produziam mas continuam ganhando o mesmo salário que ganhavam antes. Assim, temos a metade dos trabalhadores desempregados, a outra metade com o mesmo poder aquisitivo de antes e a mesma quantidade de riqueza. Uma parte dessa riqueza não será consumida porque o número de consumidores diminuiu e porque o poder aquisitivo dos demais trabalhadores não aumentou. Vai acontecer mais desemprego e desperdício. Os trabalhadores passam fome em meio à abundancia.
Se os meios de produção forem coletivizados, o avanço da tecnologia e o aumento da produtividade do trabalho servirão para diminuir a labuta do trabalhador e melhorar sua qualidade de vida, não para desemprega-lo. No socialismo, sempre que a tecnologia avançar, reduzir-se-á a jornada de trabalho dos operários e elevar-se-á a sua qualidade de vida. No capitalismo ocorre o contrário, pois aqui a tecnologia é usada apenas em benefício de uma classe e em prejuízo dos trabalhadores.  | O comentário imediatamente anterior a este é uma réplica a um comentário do Mundim que foi deletado mas que contém os seguintes argumentos:
"Todos sabem o tamanho da fortuna do Eike Batista, do Warren Buffet, do Maluf? Concordo. Só que essa fortuna está em ativos que não podem ser convertidos instantaneamente em artigos de consumo para o trabalhador, tal como o salário que pode ser levado à mercearia da esquina e prontamente transformado em compras do mês para encher a geladeira. Os itens de consumo que faltam ao trabalhador não existem fisicamente, e não podem ser materializados do nada. Apenas o gradual crescimento econômico pode materializá-los.
O que a classe trabalhadora quer socializar são os meios de produção, não os meios de consumo? Faz sentido. Isso significa que a classe trabalhadora vai assumir a gestão dos meios de produção, tarefa que hoje cabe aos burgueses. Mas essa gestão será tão mais eficiente, a ponto de fazer com que os meios de produção ora existentes, a despeito de suas limitações tecnológicas, energética e ambientais, produzam os itens de consumo que fazem falta ao trabalhador? A geladeira vai gelar mais se for pintada de verde?"
Demonstramos que hoje em dia a miséria e a ignorância são uma questão puramente política e não mais econômico-tecnológica. O capitalismo entra em crise não por causa da escassez, mas por causa da superabundância. E quando os itens necessários para os trabalhadores viverem dignamente e desenvolverem seus potenciais não existirem, eles podem facilmente ser produzidos.
Não há mais justificativa para a miséria nem para a ignorância, nem para a censura do comentário do Mundim. Sr. Voluntário do CMI que deletou o referido comentário, restabeleça-o, por favor.  | As barreiras para a superação da miséria e da ignorância que dominam o nosso mundo não são mais objetivas, são barreiras puramente subjetivas.
Há muito tempo que existem as condições objetivas para acabar-se com a miséria e com a ignorância. Não é por questão de atraso tecnológico que a miséria e a ignorância ainda não foram superadas. Não é uma questão de baixa produtividade do trabalho. Durante o período da escravatura no Brasil, a produtividade do trabalho era bem mais baixa do que atualmente, de sorte que era preciso uma maior quantidade de trabalho para se produzir uma quantidade de riqueza menor do que a atual, e, apesar disso, os escravos não passavam fome. A vida dos escravos era menos pior do que a vida dos negros que foram 'libertados':
"Toda a sociedade até aqui repousava, como vimos, na oposição de classes opressoras e oprimidas. Mas para se poder oprimir uma classe, têm de lhe ser asseguradas condições em que possa pelo menos ir arrastando a sua existência servil. O servo conseguiu chegar, na servidão, a membro da comuna, tal como o pequeno-burguês a burguês sob o jugo do absolutismo feudal. Pelo contrário, o operário moderno, em vez de se elevar com o progresso da indústria, afunda-se cada vez mais abaixo das condições da sua própria classe. O operário torna-se num indigente e a miséria desenvolve-se ainda mais depressa do que a população e a riqueza. Torna-se com isto evidente que a burguesia é incapaz de continuar a ser por muito mais tempo a classe dominante da sociedade e a impor à sociedade como lei reguladora as condições de vida da sua classe. Ela é incapaz de dominar porque é incapaz de assegurar ao seu escravo a própria existência no seio da escravidão, porque é obrigada a deixá-lo afundar-se numa situação em que tem de ser ela a alimentá-lo, em vez de ser alimentada por ele. A sociedade não pode mais viver sob ela [ou seja, sob a dominação da burguesia], isto é, a vida desta já não é compatível com a sociedade." - Marx e Engels, Manifesto Comunista
"Há um grande facto, característico deste nosso século XIX, um facto que nenhum partido ousa negar. Por um lado, despontaram para a vida forças industriais e científicas, de que nenhuma época da história humana anterior alguma vez tinha suspeitado. Por outro lado, existem sintomas de decadência que ultrapassam de longe os horrores registados nos últimos tempos do Império Romano.
Nos nossos dias, tudo parece prenhe do seu contrário. Observamos que maquinaria dotada do maravilhoso poder de encurtar e de fazer frutificar o trabalho humano o leva à fome e a um excesso de trabalho. As novas fontes de riqueza transformam-se, por estranho e misterioso encantamento, em fontes de carência. Os triunfos da arte parecem ser comprados à custa da perda do carácter. Ao mesmo ritmo que a humanidade domina a natureza, o homem parece tornar-se escravo de outros homens ou da sua própria infâmia. Mesmo a luz pura da ciência parece incapaz de brilhar a não ser sobre o fundo escuro da ignorância. Todo o nosso engenho e progresso parecem resultar na dotação das forças materiais com vida intelectual e na redução embrutecedora da vida humana a uma força material. Este antagonismo entre a indústria e a ciência modernas, por um lado, e a miséria e a dissolução modernas, por outro; este antagonismo entre as forças produtivas e as relações sociais da nossa época é um facto palpável, esmagador, e que não é para ser controvertido. Alguns partidos podem lamentar-se disso; outros podem desejar ver-se livres das artes modernas, a fim de se verem livres dos conflitos modernos. Ou podem imaginar que tão assinalável progresso na indústria requer que seja completado por uma igualmente assinalável regressão na política. Pela nossa parte, não nos engana a forma do espírito astucioso que continua a marcar todas estas contradições. Sabemos que, para trabalharem bem, as novas forças da sociedade apenas precisam de ser dominadas por novos homens - e os operários são esses [novos homens]. Eles são tanto uma invenção dos tempos modernos como a própria maquinaria. Nos sinais que desorientam a classe média, a aristocracia e os pobres profetas da regressão, reconhecemos o nosso bom amigo, Robin Goodfellow, a velha toupeira que sabe trabalhar a terra tão rapidamente, esse digno sapador - a Revolução. Os operários ingleses são os primeiros filhos da indústria moderna. Certamente que não serão, então, os últimos a ajudar a revolução social produzida por essa indústria, uma revolução que significa a emancipação da sua própria classe em todo o mundo, [uma revolução] que é tão universal como a dominação do capital e a escravidão assalariada." Marx  | Herdei uma grande fortuna e estou investindo um terço da minha estúpida herança no ramo da saúde, que é uma área que dá muito lucro, já que saúde é uma mercadoria, quem pode adquire, quem não pode, morra.
O problema é que não sou médico nem enfermeiro, portanto os salários deles vão ter que ser maiores do que meus lucros. Absurdo. Ou seja, se alguns dias meus empregados faltarem ao trabalho, eu não vou poder diagnosticar doenças, nem fazer cirurgias, nem prescrever medicamentos, nem fazer curativos, nem aplicar injeções, etc. Vou desistir e vou investir em hotelaria pois se um dia um dos meus empregados faltar, eu faço as tarefas que ele faria no hotel, e assim ganharei mais do que os meus empregados, pois se eu faltar eles não fazem meu trabalho, mas se eles faltarem eu faço o trabalho deles.
Eu sou um empresário que gosto dos meus empregados. Sempre que eu compro uma nova máquina ou um novo equipamento que permite aos meus empregados produzirem mais do que produziam, eu gostaria de baixar a jornada deles, mas se eu fizer meus concorrentes me mandam pro brejo. Eu também gostaria de contratar gente jovem que busca emprego no mercado mas se eu contratar novos empregados em vez de adquirir novos equipamentos e novas máquinas, meus concorrentes me passam o sal. Portanto, é o jeito deixar o desemprego aumentar sempre.
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