Advogado do Diabo (Lei Seca)

Tenho vários escritos sobre a Lei Seca, cujo teço criticas por entender que todos, de certa forma, foram punidos por esta Lei, Embora, ela tenha um ponto fundamental e que deve ser aplaudida por toda sociedade brasileira, isto é, punir aquele que através de uma arma chamada veiculo, causa inúmeras mortes no transito. Sendo assim, neste aspecto a Lei Seca avançou e deve ser aplaudida. No entanto, ela acabou punindo todos, pela sua tolerância zero.

A Lei Seca seria mais aceita pela sociedade, se de fato, fosse punitiva aos alcoólatras e não a sociedade em geral, pois deveria ter uma tolerância mínima onde, todos não fossem punidos, devido à irresponsabilidade de uma minoria que causam uma grande violência no transito por serem pessoas que tem problema com álcool.

Infelizmente, poucos têm ciência de que o alcoolismo é uma doença que está acima da Lei. Aquele que tem problema com o álcool, não possui controle sobre ele, lei nenhuma vai fazer com que esta pessoa beba moderadamente ou socialmente como se diz. Ou seja, quem tem problemas com o álcool é um suicida ou homicida ambulante. Neste sentido, nem poderia ter direito tirar uma carteira de habilitação, por ser um assassino em potencial.

No entanto, grande maioria dos cidadãos não são alcoólatras e sim pessoas responsáveis que mesmo participando de eventos onde haja bebidas alcoólicas, tem plena consciência de sua responsabilidade ao pegar o volante, se assim não fosse, os índices de acidentes por pessoas que ingerem álcool seriam 10 a 20 maiores do que há atualmente.

É simples observar esta constatação colocada no texto, basta reportarmos todas as matérias veiculadas nas mídias dos casos de acidentes por embriagues. Na maioria delas, os condutores estão completamente embriagados, ou seja, é visível que são pessoas que não possuem controle na ingestão de bebidas alcoólicas, portanto, não são os que beberam uma ou duas latinhas de cervejas.

O intuito deste texto não é defender o motorista alcoólatra, mas refletir que esta lei é injusta, punindo todos como se fossem alcoólatras e irresponsáveis, o que não é verdade. Quantas vezes, assistimos matérias, onde autoridades (delegados, políticos, juizes, etc) personalidades recusaram soprar o bafômetro. Isto, não ocorreu por estarem embriagados, mas pelo receio das multa e outras penalidades prevista na lei por terem ingerido bebidas que contem álcool?

Enfim, nota 10 a Lei Seca pela punição para pessoas alcoolizadas, mas zero por, colocar todos numa mesma vala, não possuindo uma tolerância mínima. Não há duvidas que se ao invés de tolerância zero houvesse uma tolerância mínima e punição severa como está na lei e que, também houvesse uma estrutura de fiscalização rigorosa, ela seria aplaudida por todos.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta