O alerta é resultado da pesquisa que conclui que o QI de dependentes se mostrou em declínio com o uso continuo da droga.

Na adolescência o QI é afetado por THC

Na adolescência o corpo ainda está em pleno desenvolvimento e nesse contexto os jovens que se viciam em maconha antes de chegarem aos 18 anos podem estar provocando lesões permanentes em aspectos cognitivos tais como: inteligência, memória e atenção.

É o chamado Efeito Neurotóxico

A neuropsicologia explica que antes dos 18 anos o cérebro ainda está sendo organizado e remodelado para se tornar mais eficiente, e pode ser mais vulnerável a danos cognitivos causados pelo uso das drogas, especialmente nos casos do uso persistente e dependente.

Veja a posição dos cientistas, a Dra. Terrie Moffitt (professora de psicologia e neurociência no Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres) e da Dra. Madeleine Meier (pesquisadora de pós-doutorado da Universidade Duke nos EUA):

"As pessoas submetidas ao estudo que não usaram maconha até serem adultas e terem o cérebro totalmente formado não mostraram declínios mentais similares", disse Moffitt;
"A maconha não é inofensiva, principalmente para os adolescentes", afirma Meier;
"É um estudo tão especial que estou bem confiante de que a maconha é segura para quem tem mais de 18 anos, mas um risco para quem tem menos", esclarece Motiff.
Só com a maconha ocorre esse problema?

Lógicamente que não, esclarece o Dr. Sandro Tubini, "É que este estudo foca a influência do THC na mente do jovem, mas durante todo o período de desenvolvimento, que vai do nascimento aos 21 anos, o uso de qualquer substância psicoativa desfavorece a organização mental e aspectos neuropsíquicos, ou seja, deve ser evitada".