AUTORIDADES DE GOIAS - COMO : MARCONI PERILO, CARLOS LERÉIA E O CRÁPULA DO DEMOSTENES TORRES, vinham sistematicamente afirmando que o amianto crisotila não causava cancer. A matéria abaixo prova o contrário e vem afirmar que a " ladainha " dos políticos estavam diretamente relacionada a grana que sempre receberam para suas campanhas eleitorais.

Outra questão relevante, como ocorreu na Itália - vejam :

 http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&output=search&sclient=psy-ab&q=diretores+da+eternit+s%C3%A3o+condenados+&oq=diretores+da+eternit+s%C3%A3o+condenados+&gs_l=hp.3...3572.11481.1.11762.36.5.0.0.0.0.1997.1997.8-1.1.0...0.0...1c.1.WfbTw-5JNQg&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&bvm=bv.1355534169,d.dmQ&fp=8da6604328b58e37&bpcl=40096503&biw=1024&bih=557

ORA, se os diretores do grupo - SAMA/ETERNIT tinham /tem informações , há cerca de 60 anos, que o amianto branco crisotila causava cancer ( morte ), porque vinham batendo na tecla em sentido contrário, ou seja, a de que o pó da morte era inofensivo, colocando milhares de pessoas em risco de morte ?

Ora, se sabiam que o amianto branco crisotila é/era mortal, mesmo assim submeteu mais de 20 mil trabalhadores ( mais cerca de 40 mil habitantes da cidade de Minaçu -GO - do lado da Mina ), a inalação das fibras de amianto, o certo é que assumiram os riscos dessas mortes, devendo, repito, como ocorreu na Itália, serem responsabilizados por HOMICÍDIO DOLOSO.

Mas, por que as autoridades brasileiras - nem de longe- querem tocar neste assunto?

Por que tanta gente morta, cujas famílias sequer receberam as justas indenizações, não merece ( até por uma questão de humanidade), uma atenção do Estado, enquanto esses empresários engordam os bolsos as custas do falecimento de seus empregados ?

Abaixo, e com autoria definida, importante matéria SOBRE AS MORTES CAUSADAS POR AMIANTO, NO BRASIL, contrariando os políticos de Goias .


Vejam a cara de pau de MARCONI PERILO, fazendo a defesa do amianto:


 http://www.conjur.com.br/2008-out-01/senador_marconi_perillo_defende_stf_uso_amianto

E as 3.000 mil pessoas mortas em face da inalação das fibras do amianto, Governador ?

Sem comentários,


júlio c. fortes
acre



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 http://www.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2012/08/mortes-causadas-por-amianto-tendem-a-aumentar


Mortes causadas pelo amianto tendem a aumentar no Brasil

Entre 2000 e 2010 foram registrados 2400 óbitos por complicações causadas pelo contato com o produto. STF realiza audiência pública hoje (24) para debater o problema

Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

Publicado em 24/08/2012, 10:59

Última atualização às 10:59


Com diversas aplicações, como telhas e caixas d´água, o amianto um material comprovadamente cancerígeno (Foto: Wilson Dias/ABr)
São Paulo ? O Brasil registrou 2.400 mortes causadas pelo amianto entre 2000 e 2010. Desse total, 2.123 morreram por câncer (mesotelioma e de pleura) e 265 devido a placas pleurais e pneumoconiose causadas pela exposição ao mineral. O câncer de pulmão também pode ter a mesma causa, mas raramente é diagnosticado e registrado com essa associação causal.

Em 11 anos as mortes por mesotelioma aumentaram 49%, com média de crescimento de 4,5% ao ano. Entre os homens a tendência foi de aumento do número de mortes, de 32 em 2000 para 49 em 2010 ? 53% a mais, média anual de 4,8% ao ano. Houve crescimento também nos casos entre as mulheres, que passou de 29 para 42, aumento médio de 1,18% ao ano, e um total de 13% nos 11 anos.

O dados foram divulgados no Boletim Epidemiológico sobre Mortalidade por Agravos à Saúde Relacionados ao Amianto no Brasil. O artigo é assinado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal da Bahia (UFBA).

"A tendência é de aumento de mortes a cada ano?, afirma Hermano de Castro, médico e pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, vinculada à Fiocruz. ?O incremento é fruto da melhora da rede de diagnóstico, mas também do uso do amianto em larga escala no Brasil.? Segundo o pesquisador, o crescimento de casos é observado em todos os países. Estudos mostram que onde o amianto foi banido, ainda no século 20, os casos só serão reduzidos entre os anos de 2020 e 2030. ?Isso devido ao longo período de latência superior a 40 anos. Ou seja, o câncer geralmente aparece 40 anos após a primeira exposição?, diz.

O banimento do amianto do processo produtivo brasileiro, segundo Hermano de Castro, é a primeira medida que deve ser tomada para reduzir o número de casos. ?Além disso, vamos precisar de políticas públicas para a vigilância em saúde para o acompanhamento dos milhões de brasileiros expostos ao amianto, seja no ambiente de trabalho ou não.? Apesar das pressões pelo banimento, o governo brasileiro optou pelo uso controlado. Mas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe limite seguro de exposição.

Ainda conforme o especialista da Fiocruz, o passivo ambiental deixado pela indústria do amianto deverá ser controlado por décadas como medida para minimizar a exposição ao amianto e seus efeitos nocivos, principalmente os carcinogênicos.

Audiência no STF
Hoje (24) e na próxima sexta-feira (31), o Supremo Tribunal Federal (STF) fará audiência pública para definir os rumos do amianto no Brasil. O ministro Marco Aurélio convocou a audiência por causa de várias ações diretas de inconstitucionadade (ADI) relacionados ao tema que tramitam na Corte. A ADI 3937, ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), em agosto de 2007, questiona a Lei 12.648/2007, do Estado de São Paulo, que proíbe o uso em território paulista de produtos, materiais ou artefatos que contenham qualquer tipo de amianto ou asbesto ou outros minerais que tenham fibras de amianto na sua composição. A ADI teve pedido de medida cautelar analisado pelo plenário do STF em junho de 2008. Por sete votos a três, a Corte cassou liminar deferida anteriormente e manteve a vigência da Lei paulista 12.684/07.

Também tramita no STF uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 234) ajuizada pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, que questiona o uso do amianto; as ADIs 4066 e ADI 3357 questionam a Lei federal 9.055/95, que permite a exploração e a comercialização do amianto crisotila no país.

Segundo a assessoria do STF, o ministro quer esclarecimentos sobre o uso de fibras alternativas ao amianto crisotila, ?considerados, igualmente, os eventuais prejuízos à higidez física e mental da coletividade?, e os impactos econômicos relacionados às diferentes formas de uso do amianto crisotila ou materiais alternativos a ele.

O amianto ? também chamado de asbesto ? é um agente reconhecidamente cancerígeno para seres humanos, conforme a Agência Internacional de Pesquisa sobre o câncer da Organização Mundial da Saúde. Pode causar diversos problemas, desde males respiratórios como placas pleurais e pneumoconiose até doenças malignas, como o câncer de pulmão, laringe, ovário, e o mesotelioma de pleura, pericárdio e peritônio. O mesotelioma é um tipo raro de câncer do tecido mesotelial (revestimento de órgãos do tórax e do abdômen), cujo principal agente causador reconhecido é o mineral.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial, o segundo maior exportador e o quarto consumidor. O amianto tem centenas de aplicações, mas a indústria de materiais para construção, como telhas e caixas d´água são as que mais o utilizam.

As audiências serão transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pela Rádio Justiça.