Essas distribuidoras têm uma serie de privilégios como o reajuste de tarifa anual automático, sempre superior à inflação. A Ligth, por exemplo, reajustou a conta de luz em novembro de 2012, em 12,27%. A inflação medida pela FGV do período foi de 7,12%. Cobram por atraso, na própria conta de luz, juros, multa e sujeitam o consumidor ao corte de energia.

Em contrapartida, em caso dos sucessivos apagões, como no dia 15/12, que atingiu 12 estados, basta uma desculpa esfarrapada das operadoras como um raio, um erro humano e está tudo bem, a sociedade que se dane. Os comerciantes que fiquem com seus prejuízos, os hospitais que se virem usuários presos nos elevadores ou no forno de seu quarto, que dêem seu jeito.

Tudo porque essas concessionárias não vão modernizar os equipamentos, pois só pensam no lucro fácil para si e seus investidores. Um exemplo incontestável da ganância desses empresários é a oposição ao decreto da presidente Dilma, de desconto de 20% na conta de luz. Cinco estados oposicionistas não vão acatar o decreto. Dizem que estão contra o decreto da presidenta Dilma, mas na verdade estão contra a sociedade.

O Rio de janeiro conhece muito bem essa história de privatização Do setor elétrico, inclusive a mesma Light, foi centro de uma polêmica no Rio, em 1970, que levou o governo federal, de forma obscura, a nacionalizar a empresa às vésperas do vencimento da concessão.




A Light não é nada eficiente na distribuição de energia, mas é boa de lábia e propaganda, inclusive tem apoio integral da mídia, vide as explosões de bueiros que, aliás, continuam. Quanto ao apagão, essa novela está apenas começando junto com o verão. Resta saber até quando a sociedade vai aturar as desculpas esfarrapadas!

RIO DE JANEIRO, 28 de dezembro de 2012