Editoriais Notícias Arquivo de editoriais Arquivo de notícias Calendário Local e Global português | español english | esperanto | | Outras mídias |  | | | | | |  | Publique! Publique o seu vídeo, áudio, imagens e textos diretamente do seu navegador. | Notícias Cobertura imediata dos acontecimentos ligados aos novos movimentos. | Política Editorial Saiba sobre a política de publicação do CMI. | Seja um voluntário Participe desse projeto de democratização da mídia. | Contato Mande sua mensagem para nós. | Ajuda Como publicar as suas notícias em diferentes formatos. | Sobre o CMI Conheça os princípios do Centro de Mídia Independente. | Bate-papo do CMI Acesse a nossa sala de bate-papo. | Apoie o Indymedia Conheça os outros projetos do CMI e contribua com a mídia independente. | Artigos Escondidos Matérias repetidas, sem conteúdo ou que violam a Política Editorial. | | Rede CMI Brasil |  | | Página estática dos coletivos. | Brasília Campinas Caxias do Sul Curitiba Florianópolis Fortaleza Goiânia Joinville Porto Alegre Rio de Janeiro Salvador São Paulo | | | | Receba o boletim do cmi |  | | | | Busca |  | | | | CMIs |  | www.indymedia.org Projetos da Rede Global impresso rádio tv (newsreal) vídeo Tópicos biotecnologia África áfrica do sul ambazônia estreito de gibraltar ilhas canárias nigéria quênia América Latina argentina bolívia brasil chiapas (mex) chile chile, sul colômbia equador méxico peru porto rico qollasuyu (bol) rosário (arg) santiago (chi) tijuana (mex) uruguai valparaíso (chi) América do Norte canadá hamilton maritimes montreal ontário ottawa quebec thunder bay vancouver victoria windsor winnipeg estados unidos arizona arkansas atlanta austin baía de são francisco baía de tampa baltimore binghamton boston búfalo carolina do norte charlottesville chicago cleveland colorado columbo danbury, ct estados unidos filadélfia hampton roads, va havaí houston hudson mohawk idaho illinois, sul ítaca kansas city los angeles madison maine massachusetts, oeste miami michigan milwaukee mineápolis/st. paul nova hampshire nova iorque nova jérsei nova orleans novo méxico oklahoma omaha pittsburgh portland richmond rochester rogue valley saint louis san diego santa bárbara santa cruz, ca são francisco seattle tallahassee tennessee texas, norte urbana-champaign utah vermont washington, dc worcester Ásia burma índia jacarta (ins) japão manila (fil) mumbai (ind) quezon (fil) Europa alemanha alicante (esp) andorra antuérpia (bel) armênia atenas (gre) áustria barcelona (esp) bélgica belgrado (scg) bielorrússia bristol (ing) bulgária chipre croácia escócia estreito de gibraltar euskal herria/país basco flandres ocidental (bel) flandres oriental (bel) galiza grenoble (fra) holanda hungria irlanda istambul (tur) itália la plana (esp) liege (bel) lille (fra) madri (esp) malta marselha (fra) nantes (fra) nice (fra) noruega paris/ilha-de-frança (fra) polônia portugal reino unido romênia rússia suécia suíça tessalônica (gre) toulouse (fra) ucrânia valência Oceania adelaide (aus) aotearoa/nova zelândia brisbane (aus) burma darwin (aus) jacarta (ins) manila (fil) melbourne (aus) oceania perth (aus) quezon (fil) sydney (aus) Oriente Médio armênia beirute (lin) israel palestina Processo discussão faq da indymedia fbi/situação legal listas de discussão processo & docs técnico voluntários | | |
| | LigapelaQuartaIntern.NoB Por http://www.internationalist.org/lqbquemsomos. 01/01/2013 às 00:08 Os extremos se visualizam no horizonte?? Nº 1, julho/setembro de 1996 Liga Quarta-Internacionalista no Brasil: quem somos e o que queremos A seguinte matéria do primeiro número de Vanguarda Operária explica a evolução da LQB, que dois anos depois foi uma das seções fundadoras de nossa Liga pela Quarta Internacional. (Veja a "Declaração da Liga pela Quarta Internacional".) Falando das tarefas da revolução proletária, Trotsky escreveu: "Para levar a cabo eficazmente todas estas tarefas são necessárias três condicões: o partido, o partido, e uma vez mais o partido" ("A revolução espanhola e as tarefas dos comunistas", janeiro de 1931). Se a crise da humanidade se reduz à crise da direção revolucionária, a questão central para os revolucionários no Brasil hoje é a necessidade de construir um partido trotskista, que luta por converter-se na direção da classe operária e atua como "tribuno do povo", mobilizando a força do proletariado contra todo tipo de opressão na luta por uma sociedade sem classes. Forjar o núcleo deste partido e a tarefa que está na ordem do dia para a Liga Quarta-Internacionalista no Brasil (LQB), que surgiu do agrupamento Luta Metalúrgica. A LQB luta pelo programa trotskista da revolução permanente. Lutamos pela intransigente oposição proletária à colaboração de classes da frente popular, dizendo: nenhum voto a nenhum candidato das frentes populares. Isto foi motivo primordial de nossa ruptura com a Causa Operária, que votou no Lula, candidato da Frente Brasil Popular. Contra a tradicional "cegueira" da esquerda brasileira sobre a oppressão do negro e da mulher, enfatizamos que a luta contra esta oppressão é uma questão estratégica para o proletariado, porque não se pode unir o proletariado numa revolução socialista neste país sem uma luta ativa e bolchevique da vanguarda proletária sobre esta questão. Em contraste com os traidores pseudo-trotskistas que se uniram à campanha burguesa que levou a contra-revolução capitalista à URSS e o Leste Europeu, defendemos a posição quarta-internationalista da defesa militar incondicional dos estados operários deformados contra o imperialismo e a contra-revolução, junto com a luta pela revolução política proletária para tirar as burocracias estalinistas e estabelecer a democracia operária e o internacionalismo revolucionário. Contra os "nacional-trotskistas" e outros capituladores ao nacionalismo da classe dominante, lutamos pelo internacionalismo de Lenin e Trotsky, pelo reforjamento da Quarta Internacional, genuinamente trotskista e democrático-centralista, partido mundial da revolução socialista. A burguesia grita que "o comunismo morreu". Mas o comunismo vive na luta de classes e no programa trotskista da revolução mundial. O partido que necessitamos não será um partido "brasileiro". O socialismo só poderá vencer ao nível internacional, e para isso precisamos de um partido internacional, baseado sobre o programa internacionalista da revolução permanente. A Quarta Internacional fundada por Leon Trotsky foi destruída em 1951-53 pelo revisionismo pablista, que traiu a luta por uma direção de vanguarda proletária independente para dirigir a revolução socialista mundial. O partido trotskista norte-americano SWP que tinha dirigido (embora tardiamente) a luta contra o pablismo, degenerou-se no começo dos anos 60; conforme o isolamento nacional prolongado e as pressões do período de caça às bruxas de Joseph McCarthy tinham minado sua energia e determinação revolucionária, se orientava para forças de classes alheias. O SWP saudou a liderança pequeno-burguesa guerrilheirista de Castro em Cuba e fez seguidismo atras da liderança existente do movimento pelos direitos civis (movimento contra a discriminação racial), recusando lutar por uma vanguarda proletária revolucionária que dirigiria as lutas contra o imperialismo e contra o racismo sobre uma base classista. Isto preparou a sua fusão com o pablismo para fundar o Secretariado Unificado em 1963. A Tendência Revolucionária se opôs a esta liquidação do partido revolucionário e foi expulsa burocraticamente do SWP, fundando a Spartacist League/U.S. Lutando para se estender internacionalmente, fundou a tendência espartaquista internacional que se chama hoje a Liga Comunista Internacional (Quarta-Internacionalista). Assim a LCI assumiu a luta e durante muitos anos tem representado a continuidade histórica do trotskismo, do partido da Revolução Russa. A LQB/Luta Metalúrgica ligou-se a essa continuidade internacionalista ao rompermos com a herança nacionalista que é o pão de cada dia das várias correntes "nacional-trotskistas" no Brasil e outras partes de América Latina e fazermos a Declaração de Relações Fraternais com a Liga Comunista Internacional em setembro de 1994. Seguimos no caminho assinalado nessa Declaração, apesar do vergonhoso rompimento das relações fraternais pela LCI e sua fuga da luta de classe empreendida sobre pontos centrais do programa que diz colocar (veja a matéria "Princípios básicos"). Crise de direção No Brasil como em todo o mundo, a questão chave é a crise da direção proletária. Isto se mostra de uma forma muito clara dentro da atual conjuntura política nacional e internacional. "Depois da contra-revolução capitalista que destruiu as conquistas das economias planificadas na URSS e na Europa Oriental, no Brasil como ao redor do mundo, a classe operária passa por uma conjuntura difícil. Os capitalistas querem arrancar todos os direitos e conquistas da classe trabalhadora, como estabilidade do emprego, carteira de trabalho, etc. Mas isso só é possível com a colaboração dos traidores" (Luta Metalúrgica, fev./março de 1996). E como escrevemos na Declaração de Relações Fraternais: "No Brasil a esquerda está impregnada com o nacionalismo e o reformismo frente-populista. No momento atual suas várias correntes se competem uma com a outra para ver quem pode capitular melhor à Frente Brasil Popular (FBP), a coligação aberta do PT do Lula com políticos da burguesia. Esta frente faz todo o possível para desmobilizar os explorados e oprimidos neste país, o qual tem um proletariado altamente combativo e se encontra em uma situação de profunda turbulência social. Os burocratas sindicais e seus assessores esquerdistas insistem que em vez de lutar os trabalhadores devem 'esperar' a eleição do Lula e não 'atemorizar' seus aliados burgueses." O populismo nacionalista dominou a "esquerda" brasileira desde a ditadura de Getúlio Vargas, que surgiu nos anos de ascensão do fascismo na Europa e cuja "Consolidação das Leis Trabalhistas" copiou a "Carta del Lavoro" de Mussolini. O nacionalismo burguês populista perpassou a vida política no Brasil dos anos 30 aos anos 60, praticamente até a véspera do golpe militar de 1964, quando João Goulart, outro populista varguista, também fracassou com suas "reformas de base", plataforma principal de sua frente popular que recebeu grandiosa colaboração do PCB e de Luís Carlos Prestes. A bancarrota do nacionalismo burguês foi mostrada mais uma vez e de forma contundente sob a liderança de Brizola, herdeiro político do varguismo. Mas o populismo varguista não foi o único instrumento para subordinar o proletariado brasileiro. A frente popular, "aliança" de colaboração de classes para amarrar o proletariado a seus exploradores, foi formulada pelo estalinismo desde o VII Congresso (1935) da Internacional Comunista, indo junto com o dogma anti-internacionalista do "socialismo em um só pais". Esta traição seguiu à derrota da revolução chinesa de 1925-27 devido à subordinação do Partido Comunista chinês ao Kuomintang de Chiang Kai-shek e o triunfo de Hitler em 1933 quando os estalinistas e social-democratas deixaram o nazismo tomar o poder sem dar um só tiro. No Brasil, como em tantos outros países, a frente popular tem significado derrotas terríveis para a classe operária. Esta linha se materializou neste país se inspirando no Kuomintang e buscando exemplo no movimento "tenentista" de 1922/24 resgatado pela "Coluna Prestes" que tinha como principal palavra-de-ordem "lutar por uma revolução democrática, agrária e anti-imperialista". Os prestistas orientados pela Terceira Internacional entregaram a direção política nas mãos de militares putschistas e pequeno-burgueses que prometiam não tocar a propriedade privada dos meios de produção. Todavia devemos registrar a luta política histórica, pioneira, heróica e exemplar dos trotskistas brasileiros que deram exemplo de como lutar contra o fascismo brasileiro dos integralistas combatendo e expulsando os mesmos da Praça da Sé com milícias operárias e uma tática de frente única em outubro de 1934, episódio que ficou historicamente conhecido como "a revoada das galinhas verdes". Contudo, os trotskistas dos anos 30 atuaram equivocadamente na "esquerda" da Aliança Nacional Libertadora quando esta veio a se constituir em 1935. Novamente, a política frente-populista desarmou o proletariado frente à preparação do golpe militar de 1964. Durante mais de duas décadas da ditadura, os militares estabeleceram o "sindicalismo" corporativista, com seu "imposto sindical" e outros mecanismos de controle pelo estado burguês. Logo, como escrevemos há dois anos: "Depois da onda de greves durante a agonia do regime militar, muitos sindicalistas combativos pensaram construir uma expressão política independente da classe operária. Como ativistas sindicais nós da Luta Metalúrgica jogávamos um papel dirigente no início do PT regional (Volta Redonda). Porém a direção lulista, influenciada pela Igreja, a Social Democracia européa, etc., impôs o reformismo no PT desde o princípio. Experiências duras mostraram que o reformismo significa apunhalar os explorados e atraiçoar os seus interesses. Em todo o país o PT, a burguesia e a CUT ajudam a manter o salário mínimo de fome e recusam mobilizar os sindicatos em lutas eficazes contra o racismo. Quando o regime estava cambaleando, o PT fez todo o possível para assegurar que a mobilização do 'Fora Collor' não se convertesse em um movimento para destruir este sistema capitalista de corrupção e opressão. Quer dizer, o PT reformista ajuda a manter o domínio capitalista" (folheto da LM, Por um reagrupamento revolucionário, setembro de 1994). Luta Metalúrgica surgiu a partir do ascensão do movimento operário brasileiro na década de 80 se delimitando paulatinamente deste quando analisou do ponto de vista do marxismo a cooptação de quase toda uma geração de novos dirigentes que surgiram sob o impulso das lutas, no curso deste ascenso, e transformaram-se, em sua maioria, em dirigentes sindicais e políticos a partir de 1979. Estes ativistas vêm se tornando uma camada cada vez mais acomodada às custas de pesados impostos sindicais e ocupações em postos na burocracia sindical e nos organismos estatais (executivos, judiciário, parlamentar, etc). Estes "dirigentes" estão encastelados no PT, na CUT, nos partidos e organizações que compõem a frente popular. O PT, que surgiu durante as greves de massas no começo dos anos 80, desde sua origem nunca foi além do reformismo. Mas de uma forma cada vez mais descarada, a partir do III congresso da CUT e do V encontro do PT, que definiram cabalmente pelo programa frente-populista, estas lideranças golpeiam quaisquer manifestações de independência de classe, subordinando-se abertamente ao estado burguês. Isto ocorre com a cumplicidade de "esquerdistas" e pseudotrotskistas, desde os mandelistas (Democracia Socialista) e lambertistas (O Trabalho), componentes da burocracia petista, e os morenistas (PSTU) que eram parte da Frente Brasil Popular de Lula, até os altamiristas de Causa Operária que deram seu apoio "crítico" a esta coligação de colaboração de classes com sua chamada de votar no Lula. Entretanto, a TPOR chama por uma frente popular como a que fez o centrista boliviano Guillermo Lora com o ex-presidente burguês J.J. Torres em 1971 (a "Frente Revolucionária Anti-imperialista") e a chamada "Liga Bolchevique Internacionalista" defende o voto no Lula em 1989 (mas, por razões de conjuntura, não em 1994), ao tempo que assessora a fração pró-policial no sindicato municipal de Volta Redonda. Só a LQB defende a posição trotskista de opor-se a votar em nenhum partido ou candidato das frentes populares. Nos baseamos nas lições escritas com sangue dos operários, desde Espanha e França nos anos 30 até Indonésia em 1965 e Chile em 1973, onde a frente popular estrangulou a revolução proletária e preparou o caminho para a reação. Trajetória de LM e seu desenvolvimento revolucionário Nós militantes de Luta Metalúrgica (agora LQB) temos lutado durante anos para mobilizar os metalúrgicos e demitidos contra os ataques da burguesia e a política de colaboração de classes. No curso destas batalhas temos visto a necessidade de un programa classista revolucionário e uma organização do partido de vanguarda para guiar a luta libertadora do proletariado. Por isso há muito tempo decidimos ir mais além do sindicalismo e participar na construção do partido que se necessita urgentemente para dirigir a revolução socialista, cujo programa se encontra nas teses da Quarta Internacional. Trotsky sublinhou a concepção básica do bolchevismo sobre os sindicatos da seguinte forma em seu artigo "Comunismo e sindicalismo" (outubro de 1929): "A relação entre o partido, que representa o proletariado como deveria ser, e os sindicatos, que o representam tal como é, é o problema mais fundamental do marxismo revolucionário.... "A Oposição de Esquerda afirma que é impossível influir no movimento sindical, ajudá-lo a encontrar uma orientação correta, imbuí-lo de palavras-de-ordem corretas, senão através do Partido Comunista (ou, no momento, de uma fração) que é, além de seus outros atributos, o principal laboratório ideológico da classe operária. "Entenda-se bem: a tarefa do Partido Comunista não consiste somente em ganhar influência nos sindicatos tais como são, mas em ganhar, através dos sindicatos, influencia na maioria da classe operária." Só o partido revolucionario pode derrotar a política traidora da burocracia sindical que serve os interesses da classe dominante para manter o sistema capitalista de exploração, repressão e racismo.Esta é tarefa dos revolucionários, mediante a luta pelo programa marxista, contra os frente-populistas que dirigem a CUT e também contra os pelegos da Força Sindical, federação abertamente pró-patronal que cresce cada vez mais devido às capitulações da liderança cutista e seus ideólogos do PT reformista. "Nós camaradas de Luta Metalúrgica fomos incorporados à organização Causa Operária (CO), um dos grupos mais esquerdistas que se identificam como trotskistas, no período das eleições de 1989 porque nos opúnhamos à formação da Frente Brasil Popular com políticos burgueses e acreditávamos [camaradas da Luta Metalúrgica] que essa corrente representava uma oposição revolucionária ao frente-populismo. Quando a Articulação expulsou a CO, nós fomos o primeiro alvo do expurgo. Mas com a experiência das lutas, discussão e estudo temos visto que CO está muito distante de ser uma organização verdadeiramente trotskista. Já em 1989, causou muita confusão sua linha de votar em Lula, quando a colaboração de classes do PT se determinou não somente em seu programa, mas também em seu candidato a vice (o político burguês Bisol) e sua aliança com o PDT e PSDB. CO deu uma cobertura de esquerda à Frente Popular que prefigurava a linha de hoje" (Por um reagrupamento revolucionário). Outro ponto fundamental em nosso rompimento com todos os pseudotrotskistas, incluindo CO, foi sua tradicional "cegueira" ante a questão da opressão do negro e da mulher. Seria impossível unir o proletariado para a revolução socialista sem uma luta ativa do partido de vanguarda para mobilizar a força da classe operária contra a dupla opressão. Além disso, esta é uma das lições principais da Revolução de Outubro, como explicou James P. Cannon, fundador do trotskismo nos EUA, em seu ensaio "A Revolução Russa e o movimento negro norte-americano" (1961, texto traduzido pela LQB). Cannon assinalou que foram os bolcheviques russos que insistiram na necessidade de atenção especial da vanguarda revolucionária à luta contra a opressão dos negros, e enfatizou: "Os negros, mais que ninguém neste país, têm direito e motivo para ser revolucionários. Um partido operário honesto da nova geração reconhecerá este potencial revolucionário...e chamará por uma aliança combativa do povo negro e o movimento operário em uma luta revolucionária em comum contra o sistema social existente." Sob a liderança do partido revolucionário, a questão da opressão racial se resolverá "da única maneira em que pode ser resolvida: mediante uma revolução social". Esta colocação, feita sobre Estados Unidos, é válida para o Brasil também. Lutamos pela integração racial revolucionária numa sociedade socialista igualitária. Assinalamos no folheto Por um reagrupamento revolucionário: "Nossa luta interna [dentro da Causa Operária] começou contra o fato de que CO recusa combater a opressão dos negros e mulheres.... Mediante a discussão e debate vimos que a luta contra a opressão dos negros e mulheres são questões estratégicas para a vanguarda proletária no Brasil, como parte da Revoluçao Permanente. A opressão racial serve para a reproduçao da mão-de-obra barata e controlada para sua super-exploração, um dos 'segredos' mais importantes do capitalismo brasileiro. A única forma de unir a classe operária na luta revolucionária é com um combate ativo contra a opressão especial e os preconceitos burgueses que dividem os trabalhadores e envenenam sua consciência. E necessário mobilizar a classe operária (brancos, negros, mulatos, de todas as etnias) em ação contra massacres dos meninos e meninas de rua e assassinatos de ativistas, pela autodefesa operária, contra a opressão dos homossexuais e o massacre contra os índios. "Por isso o partido operário revolucionário deve ser, nas palavras de Lenin, o 'Tribuno do Povo' que mobiliza a força do proletariado contra todo tipo de opressão e discriminação. Mas quando traçamos estas posições básicas do leninismo, CO acentuou sua linha de cegueira ante a opressão especial, linha que faz eco da estreita posição 'trade-unionista' da burocracia cutista e a esquerda nacionalista pequeno-burguesa. Isto reflete não somente o mito da 'democracia racial', mas também revela a fundo os apodrecidos valores sociais da classe dominante que pisoteia os oprimidos, dizendo que eles não são nada mais que lixo." A posição antileninista sobre estas questões é compartilhada pelas outras correntes da "esquerda" brasileira. Entretanto, desde FHC até a esquerda reformista, todos tentam explorar a figura de Zumbi, mas a realidade é que Zumbi representou a revolta negra contra os exploradores capitalistas e o regime colonial de seu tempo. Só falta acrescentar que para encobrir-se ante nossa crítica, CO agora faz seguidismo não só atrás dos liberais pregadores do mito da "democracia racial" brasileira, mas também trás o pseudonacionalismo negro, com colocações que vão contra as bases mesmas do leninismo e só podem desviar a luta contra a opressão racista. A evolução política de Luta Metalúrgica levou a que esta rompesse com o terceiro-mundismo da esquerda pequeno-burguesa latino-americana ultrapassando a linha do equador e buscando identidade intemacionalista com a Declaração de Relações Fraternais com a LCl, que ainda nos serve como princípios básicos apesar do abandono deste documento fundamental pela LCI. É crucial enfatizar que, sem a luta por estender-se às "metrópoles" imperialistas, uma revolução na América Latina não poderia sobreviver; esta é um aspecto fundamental da revolução permanente. Outro é a questão da terra, cujo caráter candente foi mostrado mais uma vez pela chacina de Eldorado de Carajás, acontecida em abril deste ano. A teoria da revolução permanente coloca que só a ditadura do proletariado, apoiada pelos camponeses pobres, pode resolver as tarefas democráticas e agrárias que ficam pendentes nos países de desenvolvimento capitalista tardio. Isto foi demostrada na prática na Revolução Bolchevique, e pela negativa pelo fracasso dos movimentos camponeses que não tinham liderança proletária, entre eles os movimentos de Antônio Conselheiro no Brasil e Emiliano Zapata no México. Rejeitamos a palavra-de-ordem reformista da "reforma agraria" colocada por variós pseudotrotskistas (entre eles a LBI) e chamamos pela revoluçao agraria, sob liderança proletaria, como parte da revolução permanente. Cinco passos importantes ajudam a confirmar a evoluçao revolucionária de Luta Metalúrgica, a saber: 1) Rompimento com Causa Operária em julho de 1994 e a campanha por "nenhum voto a nenhum candidato da frente popular" (setembro de 1994); 2) Relações fraternais com a LCI; 3) Empenho na campanha de "Salvar a vida de Abu-Jamal"; 4) Campanha baseada no programa classista nos metalúrgicos do Sul fluminense e municipários de Volta Redonda; 5) Luta pela desfiliaçao dos guardas municipais do sindicato dos trabalhadores municipais de Volta Redonda. Duas rupturas mencheviques com o altamirismo Nos últimos anos, mais além da Luta Metalúrgica/LQB, dois agrupamentos romperam à esquerda do altamirismo (a corrente da Causa Operária, dirigida politicamente pelo Partido Obrero argentino de Jorge Altamira), a saber: a TPOR (Tendência pelo Partido Operário Revolucionário) em 1988, que se tornara seguidor de Guillermo Lora: e a LBI que recentemente integra uma corrente junta com o PBCI da Argentina. Os loristas acusam CO de serem frente-populistas mas a "divergência política" entre loristas e altamiristas se circunscreve abaixo da linha do equador, ou mais precisamente nos limites do "nacional-trotskismo". Durante muitos anos Altamira serviu como publicista de Lora, Altamira lhe ajudou a "teorizar" a infame "Frente Revolucionária Anti-imperialista", uma frente popular "justificada" pelo tipo de posição manejada por Stalin e Bukharin para defender a linha menchevique de subordinar os comunistas chineses aos supostos "anti-imperialistas" do Kuomintang em 1927. A outra ruptura de CO foi o seu grupo do Ceará, que saiu para formar a Liga Bolchevique Internacionalista (LBI). Este grupo "rompeu" com CO somente sob o impacto do rompimento de Luta Metalúrgica em julho de 1994. Mas onde LM disputou sobre questões de princípios em relação à frente popular, a questão do negro e da mulher, e a questão russa, o grupo de Ceará queria disputar sobre "críticas" administtrativas. Depois, o grupo do Ceará criticou o voto de CO no Lula em 1994, ao mesmo tempo que defendeu o voto no Lula em 1989, alegando que nesse ano a FBP foi "só" uma frente com a burguesia nacional e não o FMI! Em contraste, a LM defendeu a posiçao principista da oposição proletária a todas as frentes populares, nenhum voto por nenhum dos seus candidatos. Contra a posiçao da LM/LQB do que a opressão dos negros e das mulheres são questões estratégicas para a revolução neste país, e seu combate leninista pela mobilização do proletariado contra todo tipo de opressão, a LBI (ecoando os vaIores sociais de "sua" burguesia) cospe na defesa de negros, mulheres, homossexuais, índios contra os opressores burgueses. Hoja a LBI maneja sue suposta defensismo dos estados operários deformados como principal cartão de visitas para encobir o seu centrismo e atrair os desavisados. Mas frente às campanhas reacionárias e anticomunistas, a LBI capitula à histeria anti-soviética sobre Polônia, Afeganistão, etc. O "esquerdismo" da LBI tem-se revelado como a hipocrisia mais suja com sua assessoria descarada à fração pró-policial de Artur Fernandes no sindicato dos trabalhadores rnunicipais de Volta Redonda. Fica perfeitamente claro que este grupo, junto com sua "corrente internacional" (CBQI), não tem nada de bolchevique nem internacionalista e não tem nada que ver com a Quarta lntemacional de León Trotsky. Hoje o PT e sua Frente Brasil Popular, e organizações que vendem suas mercadorias na sombra da frente popular, o PSTU e CO com seus satélites centristas também mencheviques, a LBI e TPOR (cada um a seu modo cumprindo uma função na divisão de tarefas), ajudam a construir um beco sem saída para o proletariado brasileiro. Mas no Brasil, país semi-colonial caracterizado pelo desinvolvimento desigual e combinado, e com um proletariado grande e combativo, as teses da revolução permanente de Trotsky mostram o caminho para o proletariado e todos os oprimidos. A tarefa urgente é romper com a frente popular e a política do nacionalismo pequeno-burguês em todas suas variantes, para forjar um grupo trotskista de propaganda lutador, núcleo do partido operário revolucionário e internacionalista A LIGA QUARTA-INTERNACIONALISTA DO BRASIL (LQB) nasce da evoluçao da Luta Metalúrgica como uma organizaçao que buscará incansavelmente construir este partido. Tal partido trotskista no Brasil, com um forte componente negro em sua direção, teria um impacto importante não só neste país mas internacionalmente, desde Harlem até Johannesburg. Lutamos por um governo operário e camponês como parte dos Estados Unidos Socialistas de América Latina e pela extensão da revolução a nossos irmãos de classe nas "entranhas do monstro" na América do Norte, Europa, Japão e no mundo inteiro. Vamos adiante para construir o núcleo do partido trotskista, na luta para reforjar a Quarta Internacional, partido mundial da revolução socialista. Una-se conosco! E-mail: internationalistgroup@msn.com Voltar à página principal da LIGA QUARTA-INTERNACIONALISTA NO BRASIL Voltar à página do GRUPO INTERNACIONALISTA www.internationalist.com
Email:: ANTIFRENTEPOPULISTAS ANTIIMPERIALISTAS ANTICAPITALISTAS URL:: ANTIPSEUDOSCOMSOCANARQ ANTINAZISFASCISTAS >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Deve-se Ler no Final: www.internationalist.org como sendo a Pagína Eletrönica Correta, isto é, näo ´´.com´´ e sim ''.org''.  | Quando Marx disse: "tudo que sei é que não sou marxista", ele não estava se auto renegando, mas estava renegando os ditos marxistas, pois desde sua época Marx notou que eram ditos os maiores absurdos em seu nome.
Nunca acredite em "marxistas", pois quase sempre não passam de parasitas sugando o prestigio de Marx em beneficio de seus interesses e idéias particulares.
Lênin, Trotsky, Stalin, Mao, Fidel, Tche, etc não falam em nome de Marx (apesar desses embusteiros afirmarem-se marxistas), ao contrário, o discurso e prática dessa gente é burguesa e anti marxista até a médula.
É fácil saber o que é e o que não é marxismo, já que Marx deixou isso por escrito.
A revolução social, cujo a atual crise mundial tornou tão próxima, representa o fim do sistema de trabalho assalariado (fim da hierarquia laboral, que é produto do trabalho alienado que marca o sistema salarial, fim da mais valia, que produz e reproduz o capital, que é a empresa capitalista) substituindo-o pelo trabalho coletivo, ou seja, pelas cooperativas de auto gestão unidas pelo plano comum delas. E o fim do aparelho estatal, fim do poder governamental estatal (fim dos exércitos e das policias, fim dos poderes executivos e legislativos, fim dos impostos, fim da emissão de dinheiro)
O objetivo da revolução proletária é destruir os exércitos e policias e não substitui-los por novos.
O partido politico revolucionário proletário é a classe proletária revolucionária toda, inteira, e não meia duzia de idiotas que se acham a classe revolucionária, que se acham a própria revolução, que se acham o partido revolucionário, sendo esse partido a classe proletária revolucionária toda, e não grupelhos ou partidos seitas e partidos pequeno burgueses.
Os comunistas são aqueles que tomam partido do comunismo, ou seja, que tomam partido da revolução espontânea da classe trabalhadora, que apoiam essa revolução espontânea, essa revolução auto organizada pelos próprios trabalhadores e não por partidos, sindicatos, ou grupos quaisquer. Os comunistas não são o partido politico proletário, são apenas os seus mais ardorosos apoiadores, estando (os comunistas) subordinados a esse (ao partido proletário) e não o contrário.
O partido politico proletário é a classe proletária revolucionária toda, inteira, e não sindicalistas (de todas as cores ideológicas), ou grupelhos (anarquistas/autonomistas vanguardistas), ou partidos seitas (unipa, pstu, pco, lbi, etc), ou partidos pequeno burgueses (pt, pcb, pc do b, etc).
Marx de fato
O ANTI-estatismo de Marx e o estatismo da burguesia
Marx em "Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas": Os democratas pequeno-burgueses acham também que é preciso opor-se ao domínio e ao rápido crescimento do capital, em parte limitando o direito de herança, em parte PONDO NAS MÃOS DO ESTADO O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE EMPRESAS.
Marx em "CRÍTICA AO PROGRAMA DE GOTHA": Em que pese a toda sua fanfarronice democrática, o programa está todo ele infestado até a medula da fé servil da seita lassalliana no Estado; ou - o que não é muito melhor - da superstição democrática; ou é, mais propriamente, um compromisso entre estas duas superstições, nenhuma das quais nada tem a ver com o socialismo.
Na sua primeira citação Marx nos diz que estatismo é uma prática burguesa e pequeno burguesa (burguesia e pequeno burguesia que compunha o "partido democrático" alemão de 1850, conforme Marx nos diz no Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas), ou seja, é capitalismo estatal, já na segunda ele nos diz que o socialismo nada tem a ver com o Estado e com a democracia, aliás para ele democracia também é coisa de burguês.
Com se vê, com Marx nos mostrando na 1º citação, o capital (representado nessa citação de Marx pelo partido democrático alemão de 1850, uma coligação de burgueses e pequeno-burgueses) pode usar a total estatização para sobreviver em uma forma não privada e não concorrencial, o estatismo é uma das formas do capitalismo, não tendo nenhuma contradição com o mesmo.
O estatismo não aboli o trabalho assalariado, que por sua vez gera a mais valia, que por sua vez gera e reproduz o capital. Capital (empresa) privado ou estatal, não importa, ambos são capital.
Karl Marx anarquista? Deixo que o próprio Marx responda: "Todos os socialistas entendem por Anarquia o objectivo do movimento proletário, uma vez alcançada a abolição das classes, o poder do Estado, que serve para manter a grande maioria produtora sob o jugo de uma minoria exploradora pouco numerosa, desaparece, e as funções governamentais transformam-se em simples funções administrativas." (As Pretensas Divergências na Internacional)
A DESTRUIÇÃO DE QUALQUER MÁQUINA ESTATAL COMO MEDIDA IMEDIATA DE TODA REVOLUÇÃO REALMENTE PROLETÁRIA. A ABOLIÇÃO DO PODER ESTATAL.
Segue abaixo trecho do 18 de Brumário sobre a destruição do Estado ou poder estatal, com seu aparelho:
"Todo interesse comum (gemeinsame) ERA IMEDIATAMENTE CORTADO DA SOCIEDADE, contraposto a ela como um interesse superior, geral (allgemeins), retirado da atividade dos próprios membros da sociedade e TRANSFORMADO EM OBJETO DA ATIVIDADE DO GOVERNO, desde a ponte, o edifício da escola e a propriedade comunal de uma aldeia, até as estradas de ferro, a riqueza nacional e as universidades da França. Finalmente, em sua luta contra a revolução, a república parlamentar viu-se forçada a consolidar, juntamente com as medidas repressivas, os recursos e a centralização do poder governamental. Todas as revoluções aperfeiçoaram essa máquina, ao invés de DESTROÇÁ-LA. Os partidos que disputavam o poder encaravam a posse dessa imensa estrutura do Estado como o principal espólio do vencedor."
Segue agora trecho de carta de Marx a Ludwig Kugelmann, de 12 de Abril de 1871:
"Se você reexaminar o último capítulo do meu '18 Brumário', vai constatar que declaro como próximo intento da Revolução na França, não mais como antes, o ato de transferir a maquinaria burocrático-militar de uma mão para outra, mas sim DESPEDAÇA-LA (no original alemão 'zerbrechen', despedaçar, quebrar, fraturar, destruir etc). E essa é a pré-condição de toda e qualquer verdadeira revolução popular no continente. É também a tentativa que nossos heróicos companheiros da Comuna de Paris estão empreendendo."
O que é para Marx o poder estatal: ?O partido da ordem encontrava-se, assim, de posse do poder governamental, do exército e do Poder Legislativo, em suma, de todo o poder estatal? (18 de Brumário)
?O que aburguesia não alcançou, porém, foi a conclusão lógica de que seu próprio regime parlamentar, seu poder político de maneira geral, estava agora também a enfrentar o veredito condenatório geral de socialismo. Enquanto o domínio da classe burguesa não se tivesse organizado completamente, enquanto não tivesse adquirido sua pura expressão política, o antagonismo das outras classes não podia, igualmente, mostrar-se em sua forma pura, e onde aparecia não podia assumir o aspecto perigoso que CONVERTE TODA LUTA CONTRA O PODER DO ESTADO EM UMA LUTA CONTRA O CAPITAL.? (18 de Brumário)
Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas:
Este partido democrático, mais perigoso para os operários do que foi o partido liberal, está integrado pelos seguintes elementos: I. Pela parte mais progressista da grande burguesia, cujo objetivo é a total e imediata derrocada do feudalismo e do absolutismo. Essa fração está representada pelos antigos conciliadores de Berlim que propuseram a suspensão do pagamento de suas contribuições. II. Pela pequena-burguesia democrata-constitucional, cujo principal objetivo no movimento anterior era criar um Estado federal mais ou menos democrático, tal como o haviam propugnado os seus representantes - a esquerda da Assembléia de Frankfurt -, mais tarde o Parlamento de Stuttgart e ela mesma na campanha de pró-constituição do Império. III. Pelos pequeno-burgueses republicanos, cujo ideal é uma república federal alemã no estilo da Suíça e que agora se chamam a si mesmos "vermelhos" e "democrata-sociais", porque têm o pio desejo de acabar com a opressão do PEQUENO CAPITAL pelo grande, do pequeno-burguês pelo grande burguês. Representavam esta fração os membros dos congressos e comitês democráticos, os dirigentes das uniões democráticas e os redatores da imprensa democrática. O partido democrata pequeno-burguês é muito poderoso na Alemanha. OS DEMOCRATAS PEQUENO-BURGUESES acham também que é preciso opor-se ao domínio e ao rápido crescimento do capital, em parte limitando o direito de herança, em parte PONDO NAS MÃOS DO ESTADO o maior número possível de empresas. Vimos como os democratas chegarão à dominação com o próximo movimento e como serão forçados a propor medidas mais ou menos socialistas. Que medidas os operários devem propor? Estes não podem, naturalmente, propor quaisquer medidas diretamente comunistas no começo do movimento. Mas podem: 1. Obrigar os democratas a intervir em tantos lados quanto possível da organização social até hoje existente, A PERTUBAR o curso regular desta, a comprometerem-se a concentrar nas mãos do Estado o mais possível de forças produtivas, de meios de transporte, de fábricas, de ferrovias, etc. Ao lado dos novos governos oficiais, os operários deverão constituir imediatamente governos operários revolucionários, seja na forma de comitês ou conselhos municipais, seja na forma de clubes operários ou de comitês operários, de tal modo que os governos democrático-burgueses não só percam imediatamente o apoio dos operários, mas também se vejam desde o primeiro momento fiscalizados e ameaçados por autoridades atrás das quais se encontre a massa inteira dos operários.
Marx em As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850: ?Durante todo o dia 13 de Junho o proletariado manteve esta mesma céptica atitude de observação e aguardou uma refrega a sério e definitiva entre a Guarda Nacional democrática e o exército para então se lançar na luta e levar a revolução para lá do objectivo pequeno-burguês que lhe tinha sido imposto. No caso de vitória, estava já formada a COMUNA PROLETARIA que iria aparecer AO LADO DO GOVERNO OFICIAL. Os operários de PARIS tinha aprendido na sangrenta escola de Junho de 1848.? ?O advento da monarquia branca era anunciado tão abertamente nos seus clubes como o da república vermelha nos CLUBES PROLETÁRIOS ? ?E que eram OS CLUBES senão uma coligação de toda a classe operária contra toda a classe burguesa, a formação de um ESTADO OPERÁRIO contra o Estado burguês?? ?Os votos em Raspail ? os proletários e os seus porta-vozes socialistas declararam-no bem alto ? constituiriam uma simples manifestação, outros tantos PROTESTO CONTRA QUALQUER PRESIDENCIA, isto é, contra a própria Constituição, outros tantos votos contra Ledru-Rollin, O PRIMEIRO ATO ATRAVÉS DO QUAL O PROLETARIADO, COMO PARTIDO POLITICO AUTONOMO, se separava do partido democrático. Este partido, porém ? a pequena burguesia democrática e o seu representante parlamentar, a Montagne...?
Um parênteses a respeito da questão da classe proletária TODA constituída em partido político: A seguir ao parágrafo 7 dos Estatutos (da AIT) deve ser incluído o seguinte parágrafo, que resume a resolução IX da Conferência de Londres (Setembro de 1871). Art. 7a. ? Na sua luta contra o poder colectivo das classes possidentes, o proletariado só pode agir como classe constituindo-se a si próprio em partido político distinto, oposto a todos os antigos partidos formados pelas classes possidentes. Os trechos acima do ?As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850?, mais essa resolução da AIT a respeito da unidade de classe dos proletários deixam claro que a questão da constituição da classe toda em partido é apenas simbólica e não literal, pois fica claro que Marx equivale classes sociais inteiras a partidos políticos. Segue agora o que é para Marx o partido comunista: Manifesto do Partido Comunista: ?Qual a posição dos comunistas diante dos proletários em geral? OS COMUNISTAS NÃO FORMAM UM PARTIDO À PARTE, OPOSTO AOS OUTROS PARTIDOS OPERÁRIOS. Não têm interesses que os separem do proletariado em geral. Não proclamam princípios particulares, segundo os quais pretenderiam modelar o movimento operário.?
Manifesto do Partido Comunista: ?As concepções teóricas dos comunistas não se baseiam, de modo algum, em idéias ou princípios inventados ou descobertos por tal ou qual reformador do mundo. São apenas a expressão geral das condições reais de uma luta de classes existente, de um movimento histórico que se desenvolve sob os nossos olhos.?
De volta ao As Lutas de Classes em França de 1848 a 1850: ?Se a Montagne, o paladino parlamentar da pequena burguesia democrática, por um lado, se vira forçada a unir-se aos DOUTRINÁRIOS SOCIALISTAS do proletariado, o proletariado, por seu turno, obrigado pela terrível derrota material de Junho a erguer-se de novo por meio de vitórias intelectuais, ainda incapaz, dado o desenvolvimento das restantes classes, de lançar mão da DITADURA REVOLUCIONÁRIA, teve de se lançar nos braços dos doutrinários da sua emancipação, dos fundadores de SEITAS SOCIALISTAS...? ?Deste modo convertem-se em ecléticos ou em adeptos dos sistemas socialistas existentes, do socialismo doutrinário que só foi expressão teórica do PROLETARIADO até este se ter desenvolvido num MOVIMENTO HISTÓRICO LIVRE E AUTÔNOMO.?
A COMUNA: ?a forma política afinal descoberta para levar a cabo a emancipação econômica do trabalho? (A Guerra Civil na França, que fala sobre a Comuna de Paris)
Trechos do A Guerra Civil na França, de Marx, que nos contam entre outras coisas, como funcionava o ?governo? da Comuna de Paris:
?...o primeiro decreto da Comuna foi no sentido de suprimir o exército permanente e substitui-lo pelo povo armado.?
?Uma vez suprimidos o exército permanente e a polícia, que eram os elementos da força física do antigo governo...?
?A Comuna converteu numa realidade essa palavra de ordem das revoluções burguesas, que é um ?governo barato? ao destruir os dois grandes fatores de gastos: o exército permanente e a burocracia do Estado.?
?todos os delegados seriam substituídos a qualquer momento e comprometidos com um mandato imperativo (instruções) de seus eleitores.?
?As poucas, mas importantes funções que restavam ainda a um governo central não se suprimiriam, como se disse, falseando propositadamente a verdade, mas serão desempenhadas por agentes comunais e, portanto, estritamente responsáveis.?
?Não se tratava de destruir a unidade da nação, mas, ao contrário, de organizá-la mediante um regime comunal, convertendo-a numa realidade ao DESTRUIR O PODER ESTATAL, que pretendia ser a encarnação daquela unidade, independente e situado acima da própria nação?
?Uma vez estabelecido em Paris e nos centros secundários o regime comunal, o antigo governo centralizado teria que ceder lugar também nas províncias ao AUTOGOVERNO dos produtores?
Já sobre a produção planificada Marx nos disse no A Guerra Civil na França: ?Se a PRODUÇÃO COOPERATIVA for algo mais que uma impostura e um ardil; se há de substituir o sistema capitalista; se as sociedades cooperativas unidas regularem a produção nacional segundo um plano comum, tomando-a sob seu controle e pondo fim à anarquia constante e às convulsões periódicas, conseqüências inevitáveis da produção capitalista ? que será isso, cavalheiros, senão comunismo, comunismo ?realizável???
Trechos do Critica ao Programa de Gotha, sobre o anti-estatismo e anti-democratismo de Marx:
?...um povo trabalhador que, pelo simples fato de colocar estas reivindicações perante o Estado, exterioriza sua plena consciência de que nem está no Poder, nem se acha maduro para governar!?
?...ajuda que o Estado presta às cooperativas de produção "criadas? por ele e não pelos operários. Esta fantasia de que com empréstimos do Estado pode-se construir uma nova sociedade como se constrói uma nova ferrovia é digna de Lassalle?
?O fato de que os operários desejem estabelecer as condições de produção coletiva em toda a sociedade e antes de tudo em sua própria casa, numa escala nacional, só quer dizer que obram por subverter as atuais condições de produção, e isso nada tem a ver com a fundação de sociedades cooperativas com a ajuda do Estado. E, no que se refere às sociedades COOPERATIVAS atuais, estas só têm valor na medida em que são criações independentes dos próprios operários, NÃO PROTEGIDAS NEM PELOS GOVERNOS NEM PELOS BURGUESES.?
?A missão do operário que se libertou da estreita mentalidade do humilde súdito, não é, de modo algum, tornar livre o Estado. No Império Alemão, o "Estado" é quase tão "livre" como na Rússia. A liberdade consiste em CONVERTER O ESTADO DE ÓRGÃO QUE ESTÁ POR CIMA DA SOCIEDADE NUM ÓRGÃO COMPLETAMENTE SUBORDINADO A ELA, e as formas de Estado continuam sendo hoje mais ou menos livres na medida em que limitam a "liberdade do Estado".?
?O Partido Operário Alemão - pelo menos se fizer seu este programa - demonstra como as idéias do socialismo não lhe deixaram sequer marcas superficiais; pois que, em vez de tomar a sociedade existente (e o mesmo podemos dizer de qualquer sociedade no futuro) como base do Estado existente (ou do futuro, para uma sociedade futura), CONSIDERA MAIS O ESTADO COMO UM SER INDEPENDENTE, com seus próprios fundamentos espirituais, morais e liberais.?
?Suas reivindicações políticas NÃO VÃO ALÉM DA VELHA E SURRADA LADAINHA DEMOCRÁTICA: sufrágio universal, legislação direta, direito popular, milícia do povo, etc. São um simples eco do Partido Popular burguês , da Liga pela Paz e a Liberdade, São, todas elas, reivindicações que, quando não são exageradas a ponto de ver-se convertidas em Idéias fantásticas, já estão realizadas.?
?Que por "Estado" entende-se, de fato, a máquina de governo, ou que o Estado, em razão da divisão do trabalho, CONSTITUI UM ORGANISMO PRÓPRIO, SEPARADO DA SOCIEDADE, Indicam-no estas palavras: "o Partido Operário Alemão exige como base econômica do Estado: um IMPOSTO único e progressivo sobre a renda", etc. OS IMPOSTOS SÃO A BASE ECONÔMICA DA MÁQUINA DO GOVERNO, E NADA MAIS.?
?Isso de "educação popular a cargo do Estado" é completamente inadmissível.? ?...é o Estado quem necessita de receber do povo uma educação muito severa.?
?Em que pese a toda sua fanfarronice democrática, o programa está todo ele infestado até a medula da fé servil da seita lassalliana no Estado; ou - o que não é muito melhor - da superstição democrática; ou é, mais propriamente, um compromisso entre estas duas superstições, nenhuma das quais nada tem a ver com o socialismo.?
O anti-hierarquismo, anti-dirigentismo, anti-vanguardismo de Marx
A ação Internacional das classes trabalhadoras não depende, DE MODO ALGUM, da existência da Associação Internacional dos Trabalhadores (Marx em Critica ao Programa de Gotha)
A emancipação das classes trabalhadoras deverá ser conquistada pelas próprias classes trabalhadoras
Sobre a AIT não ter o propósito de dirigir os trabalhadores (entrevista de Karl Marx a R. Landor - The World, 18 de julho de 1871):
Que associação formada até então levou adiante seu trabalho sem atividades públicas e particulares? Mas falar em instruções secretas de Londres, bem como de decretos relativos à fé e à moral de algum centro de conspiração e dominação papal, só serve para a formação de um conceito errôneo da natureza da Internacional. Isso implicaria uma forma centralizada de governo da Internacional, quando a forma real é intencionalmente aquela que deixa a ação a cargo da independência e da energia locais. Na verdade, a Internacional NÃO É propriamente UM GOVERNO para as classes trabalhadoras. Ela é um elo de união, NÃO UMA FORÇA CONTROLADORA.
E que propósitos tem essa união?
A emancipação econômica da classe trabalhadora pela conquista do poder político. O uso desse poder político para fins sociais. Assim, é necessário que nossas metas sejam abrangentes para que incluam todas as formas de atividades exercidas pela classe trabalhadora. Restringi-las seria adaptá-las às necessidades de apenas um grupo - apenas uma nação de trabalhadores. Mas como pedir que todos os homens se unam para atingir os objetivos de uns poucos? Se assim o fizesse, a Associação perderia seu título de Internacional. A Associação não determina a forma dos movimentos políticos; só exige uma garantia no que diz respeito aos objetivos desses movimentos. Ela é uma rede de sociedades afiliadas, espalhadas por todo o mundo trabalhista. Em cada parte do mundo, surge um aspecto particular do problema, e os trabalhadores locais tratam desse aspecto à maneira deles. As associações de trabalhadores não podem ser idênticas em Newcastle e em Barcelona, em Londres e em Berlim. Na Inglaterra, por exemplo, a maneira de demonstrar poder político é óbvia para a classe trabalhadora. A rebelião seria uma loucura enquanto a agitação pacífica seria uma solução rápida e certa para o problema. Na França, uma centena de leis de repressão e um antagonismo moral entre as classes parece precisar de uma solução violenta para a luta social. A escolha dessa solução é um assunto das classes trabalhadoras daquele país. A Internacional NÃO PRETENDE ACONSELHAR OU TOMAR DECISÕES a respeito do assunto. Mas, para cada movimento, ela concede auxílio e solidariedade dentro dos limites designados por suas próprias leis.
Segue agora trecho do 'As pretensas divergências na internacional', onde Marx nos demonstra seu desprezo pela hierarquia e o autoritarismo:
"É certo que esses homens que fazem tanto barulho com poucas nozes obtiveram um sucesso incontestável. Toda a imprensa liberal e policial tomou abertamente o partido deles; foram secundados nas suas calúnias pessoais contra o Conselho Geral e nos seus ataques ineficazes contra a Internacional pelos pretensos reformadores de todos os países ? na Inglaterra, pelos republicanos burgueses, cujas intrigas o Conselho Geral desmanchou; em Itália, pelos livre-pensadores dogmáticos que, sob a bandeira de Stefanoni, acabam de fundar uma 'sociedade universal de racionalistas', tendo sede obrigatória esta em Roma (organização 'AUTORITÁRIA' e 'HIERARQUICA', de conventos de frades e de freiras ateus, e cujos estatutos concedem um busto em mármore, colocado na sala do Congresso, a todo o burguês doador de dez mil francos; por fim, na Alemanha, pelos socialistas bismarckianos que, fora do seu jornal policial, o Neuer Social-Demokrat, fazem de camisas brancas do império prusso-alemão."
A ação política do proletariado para Marx:
Marx em Salário, preço e lucro:
?Pelo que concerne à limitação da jornada de trabalho, tanto na Inglaterra como em todos os outros países, nunca foi ela regulamentada senão por intervenção legislativa. E sem a constante PRESSÃO DOS OPERÁRIOS AGINDO POR FORA, NUNCA essa intervenção se daria. Em todo caso, este resultado não teria sido alcançado por meio de convênios privados entre os operários e os capitalistas. E esta necessidade mesma de uma ação política geral é precisamente o que demonstra que, na luta puramente econômica, o capital é a parte mais forte?
Marx e seu anti-voluntarismo
CARTA DE KARL MARX a Ferdinand Domela Nieuwenhuis - 22 de Fevereiro de 1881:
?Estou convencido de que a conjuntura crítica para uma nova associação internacional dos trabalhadores ainda não existe. Considero, por isso, todos os congressos de trabalhadores e, em particular, os congressos socialistas ? na medida em que não se reportem a relações imediatas e dadas nessa ou naquela nação determinada ? não apenas como algo inútil, senão ainda nocivo. Esses congressos hão de redundar SEMPRE em banalidades generalizadas, incontavelmente ruminadas.?
Como Marx nos disse ai, há o momento certo para a organização revolucionária existir, e há momentos em que ela haverá "de redundar SEMPRE em banalidades generalizadas, incontavelmente ruminadas".
Portanto a ação da militância revolucionária depende de, como nos disse Marx, uma 'conjuntura crítica' apropriada que a justifique, caso contrário estaremos apenas perdendo tempo com 'banalidades generalizadas, incontavelmente ruminadas'.
O anti-reformismo de Marx
Marx em Salário, preço e lucro:
Os SINDICATOS trabalham bem como centro de resistência contra as usurpações do capital. Falham em alguns casos, por usar pouco inteligentemente a sua força. Mas, SÃO DEFICIENTES, DE MODO GERAL, por se limitarem a uma luta de guerrilhas contra os efeitos do sistema existente, em lugar de ao mesmo tempo se esforçarem para mudá-lo, em lugar de empregarem suas forças organizadas como alavanca para a emancipação final da classe operária, isto é, para a abolição definitiva do sistema de trabalho assalariado.
Ao mesmo tempo, e ainda abstraindo totalmente a escravização geral que o sistema do salariado implica, a classe operária não deve exagerar a seus próprios olhos o resultado final destas lutas diárias. Não deve esquecer-se de que luta contra os efeitos, mas não contra as causas desses efeitos; que logra conter o movimento descendente, mas não fazê-lo mudar de direção; que aplica paliativos, mas não cura a enfermidade. Não deve, portanto, deixar-se absorver exclusivamente por essas inevitáveis lutas de guerrilhas, provocadas continuamente pelos abusos incessantes do capital ou pelas flutuações do mercado. A classe operária deve saber que o sistema atual, mesmo com todas as misérias que lhe impõe, engendra simultaneamente as condições materiais e as formas sociais necessárias para uma reconstrução econômica da sociedade. Em vez do lema conservador de: "Um salário justo por uma jornada de trabalho justa!", deverá inscrever na sua bandeira esta divisa revolucionária: "Abolição do sistema de trabalho assalariado!".
Em vez do lema conservador de: "Um salário justo por uma jornada de trabalho justa!", deverá inscrever na sua bandeira esta divisa revolucionária: "Abolição do sistema de trabalho assalariado!" (Marx em Salário, preço e lucro).
Marxismo e o sindicalismo
Marx nos falou o que pensava do sindicalismo do século dezenove, que ainda era controlado pela classe trabalhadora e não pelas burocracias sindicais como é hoje. Os sindicatos dos tempos de Marx eram, conforme ele relata, centros de resistência de fato funcionais, apesar de terem sido sempre muito limitados em seus objetivos e ação em geral, sendo essencialmente não revolucionários, reformistas, desde o seu nascimento.
E hoje nem reformistas são, limitando-se apenas a serem ferramentas do capital para frearem qualquer luta proletária de fato relevante, garantindo apenas a conquistas de migalhas e/ou apoiando a patronal em seus ataques aos direitos conquistados pelos trabalhadores em lutas passadas.
Os sindicatos devem ser ignorados pela classe trabalhadora e substituídos pelos comitês de trabalhadores, comitês de greve, que nascem e morrem com os movimentos da classe assalariada, não se tornando portanto aparelhos, que tendem a se burocratizar, como ocorreu com os sindicatos, não se tornando portanto ferramentas autoritárias de dominação e anulação do movimento proletário, como são os sindicatos a cerca de um século.
Os comites de greve são sempre os embriões dos comites de fabrica, que representam a ocupação e coletivização, através da autogestão operária, dos meios de produção pelos trabalhadores, simultaneamente ocorrendo a interligação geral dos locais de trabalho através dos Conselhos Operários ou Soviets, possiblitando assim a planificação social autogerida. Portanto, são o prenuncio de uma potencial revolução proletária.
| | | | | © Copyleft http://www.midiaindependente.org: É livre a reprodução para fins não comerciais,
desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
| |