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Editorial:

O mundo está a beira de uma catástrofe de proporções gigantescas.
Enquanto as elites tiram as últimas gotas de vida do planeta, submetem-nos as mais terríveis provações e transforma-nos em coisas. Como coisas deixamos tudo aquilo que nos difere, perdemos nossa individualidade, se em algum momento ela existiu.
A obsessão tornou o trabalho de milhões de homens em escravidão e a sua produção em destruição de si e do planeta. Produzir muito atualmente não significa fartura para todxs, mas a miséria da espécie humana como um todo. A dignidade esta perdida em meio às bobagens que nos tornam estranhos seres sem perspectiva.
Os homens deixaram de chorar e não mais festejam a simplicidade. Não porque estão mais refinados ou somos mais complexos, mas porque como vivem, isso não é mais admitido como normal. Alias, o normal é feito regra para se obedecer, não para se escolher.
Caminhando nos corredores dos supermercados, vemos mercadorias, vemos comidas, vemos a vida de milhões de pessoas sendo consumida por poucxs. Os desperdícios são uma constante em meio a fome que fere e mata aos poucos tanta gente no mundo todo.
Quem vive não entende o que as coisas fazem ou deixam de fazer, não vê as coisas, como seres abandonadxs por todxs, inclusive de si.
Não conservando mais nada, nada garante, nada teme, apenas segue inerte os seus semelhantes para o penhasco.

Isso pode ser diferente, junte-se a nós na construção do anarquismo através de práticas livres e justas, saúde e anarquia