Gustavo e Rafael se conheceram na escola, no primeiro ano do ensino médio. Depois de muitas dúvidas e barreiras vencidas, deram chance para um relacionamento que já nascia com ares de uma história à ser contada algum dia em forma melódica... musical. O fato maior é que o namoro que durou todo o ensino médio havia chegado num ponto onde os dois necessitavam de um passo a mais, pois suas vidas estavam ligadas por um sentimento: o amor. E tal demandava atitudes a serem tomadas.

Gustavo e Rafael decidiram que ao final das aulas, iriam procurar empregos. E foi o que aconteceu. No mesmo dezembro, após o término do ano letivo, saíram em busca de trabalho. Devido ao esforço e uma inteligência impar que era forte característica de ambos, logo foram empregados.

Os país de Gustavo gostaram da iniciativa e os de Rafael ficaram na dúvida. Mas a reação de ambas famílias não era tão importante quanto a alegria que o casal sentia. Finalmente empregados e com dinheiro próprio, poderiam sair da casa dos pais. A grana não era muita a qual iriam ganhar, porém, era suficiente para o projeto que tinham em mente: alugar juntos um apartamento.

Passados cerca de três meses, apartamento escolhido e alugado somados a alguma mobília já adquirida, chega a hora tão esperada: a mudança. Esse momento esta guardado na lembrança junto a emoção sentida, tudo devidamente registrado em fotos, assim como o primeiro almoço, o primeiro jantar na casa nova.

Até ali foram dias arrastados pela espera. A espera de juntar materialmente o que por sentimento já estava unido. Todos os dias que se mantiveram afastados devido ao trabalho, tempo e distância estavam sendo superados e abrindo portas para uma nova realidade. Eles passam a viver suas vidas juntos, acima de qualquer obstáculo passado e a prova do que vier.

Nestes cinco anos no qual estão morando juntos, muitas barras pesadas passaram. No que se refere ao preconceito de familiares e colegas de trabalho principalmente. As poucas brigas que tiveram até hoje, quase todas foram motivadas pelos conceitos que a sociedade injusta se baseia. Mas o sentimento que impera entre o casal foi maior e esse amor a tudo sempre venceu...

Eu, os conheci um pouco antes de irem morar juntos, logo, acompanhei algumas partes dessa história... E num fim de semana desses, como em tantas outras vezes, me convidaram a participar dum encontro de amigos no domingo. é uma alegria estar em companhias tão agradáveis e inteligentes, não recuso jamais convites assim, que mais parecem presentes!

Chegando lá, notei um ambiente mais animado que o habitual. Nenhum dos convidados sabiam que se tratava da festa de união entre o casal ali residente. Sem juiz, padre...pastor, nada do tipo... lógico! Mas logo já ficamos sabendo da festa por anuncio do Rafael. Inesperadamente, Gustavo me convidou para abençoar aquela união, como estudioso espiritualista que sou. Porém, não pensei duas vezes e disse a eles:

- Nem eu, nem ninguém pode abençoá-los, meus amigos! O Amor que vocês sentem um pelo outro já os uniu e Deus já os abençoou. Esse momento é a perfeita prova disso!

Agora, passados alguns meses desse último fato, meus queridos amigos estão mais felizes que nunca. Adquiriram um apartamento próprio e seguem unidos no sentimento maior!