O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Distrito Federal (MTST-DF) ocupou na madrugada do dia 04 de janeiro um enorme prédio em Taguatinga, Região Administrativa do Distrito Federal. A área, que está abandonada há mais de vinte anos, pertence a um grupo empresarial do DF que atua em redes de postos de gasolina, comércio e empreendimentos imobiliários. Até o momento não houve conflito no local - a polícia afirmou-se impedida de atuar em área privada sem mandato judicial. O movimento reivindica moradia digna para as famílias ocupadas, requalificação do prédio abandonado, garantindo a construção de habitação social, e o fim da criminalização dos movimentos sociais.
A ocupação, chamada Novo Pinheirinho, é na realidade a continuidade de uma luta iniciada há alguns anos pelo MTST no Distrito Federal. Em nota o movimento esclarece que "nossa luta é contínua: em 2010, ainda no governo tampão, houve uma ocupação nossa e um consequente acordo. Acordo que o governo traiu. Em 2011, consequentemente, ocupamos outra terra. Dessa vez, depois de quatro dias nessa terra (que foi assumida como sendo pública pela Terracap e hoje está a venda por um proprietário particular), passamos dois dias no Palácio do Buriti e nove dias no Ministério das Cidades. Houve mais um acordo, que consistia em bolsa aluguel e compromisso de garantia das casas. Ele também foi rasgado pelo governo em menos de dois meses."
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"Em 2012 as mesmas famílias, acrescidas de outras já desiludidas também com a espera, ocuparam uma terra na Ceilândia, num local que tinha uma suposta destinação específica há mais de 8 anos, e que poderia abrigar todas aquelas famílias. Depois de mais de um mês de ameaças, repressão, processo judicial e enrolação o GDF se comprometeu a cadastrar a entidade do movimento, viabilizar a construção das casas e estruturar uma política de auxílio-moradia. Em contrapartida, o MTST cumpriu sua palavra e junto com as famílias desocupou a área, que até hoje continua vazia. Após 3 meses de auxílio-vulnerabilidade para menos da metade das famílias do acampamento, o governo parou de cumprir todas as partes do acordo. Sugere prazos virtualmente impossíveis de se cumprir - mas que o movimento cumpre - e apresenta acompanhamentos que não significam nada de fato. Mas para os governos isso é um problema de leis e documentos, de projetos que se defendem."
Com o lema "Quando morar é privilégio, ocupar é um direito" o movimento convida apoiadores e apoiadoras a participarem desta luta contra a especulação imobiliária da capital do país.