AnteScriptum:

Esclareço que minha intenção não é ofender os que apreciam os BBB, mas externar meu pensamento, fundamentada em fatos sabidos pela maioria, relativamente ao referido programa e análogos, como o próprio título informa.


Amigos leitores,

Estando para iniciar o inqualificável programa de TV: BBB 13, escrevi a crônica Apparício Torelly e o BBB (*). Logo após tê-lo feito, iniciei a escrever o que hoje posto.

Realmente não entendo como um programa destituído de qualquer resquício de positividade tenha tanta audiência. Ou melhor: se o IBOPE revela records, podemos extrair que o nível da inteligência e maturidade mental dos que o assistem raiam à imbecilidade?

Ressalto:a televisão não só PODERIA como DEVERIA ser meio para a obtenção de conhecimento
e não de idiotização.

O Estado, por sua vez e entre outros: respeitando a liberdade de imprensa, teria que cumprir as determinativas constitucionais todas e, no caso, as relativas à Educação. Com este objetivo, DEVERIA traçar limites para o que é razoável e o que avilta o ser humano? proteger os Valores que deveriam balizar os agires da Nação (leia-se`POVO)?

Sabe-se que a Educação busca atingir bens relevantes e estes, certamente não se encontram na maioria dos programas televisivos brasileiros, salvas as raríssimas exceções que conhecemos. Consoante o que se tem visto, o ente estatal tem (ao reverso do que deveria) estimulado esse tipo baixo de informação que revela, inclusive, desvios sérios de conduta. As programações várias consistem na subversão de tudo o que é correto, como a supremacia de sentimentos elevados. Mostra quase sempre comportamentos pequenos ? mesquinhos mesmo, carentes de respeito e de dignidade, agires que desagregam a família, o desrespeito e o desamor por mestres, idosos e as chamadas MINORIAS ? Espelho que reflete a sociedade e vice-versa.

Quanto ao BBB, é uma espécie de OPIUM, do gênero que a Inglaterra fornecia aos chineses no século XIX para explorá-los e depois, dominá-los, conforme a História registra.

Lembro, por oportuno que o desrespeito frontal a Valores e Princípios foi o condutor do término de impérios e mesmo, civilizações. Indico, para os que estiverem interessados em aprofundar seus conhecimentos e comprovar o fundamento de minha preocupação, as leituras de A Decadência do Ocidente ( O. Spengler) e Um estudo da História de (A. Toynbee).

E, por sua objetividade percuciente, transcrevo abaixo comentário de André Azevedo, sobre a matéria referida no início deste:

Entendo que a estupidez machuca muito e profundamente. Contudo, a televisão, arma concebida como aparato de guerra, destila o ópio necessário para que se consiga cada vez mais injetar doses cavalares de imbecilidade no povo.

É nítido que já houve mais cautela para invadir casas com promiscuidades e pobreza intelectual, mas na mesma medida que injeta o veneno em nossas veias, aumenta nossa tolerância, nossa cegueira? e serão muitos os ?BBB?, novelas, filminhos, séries e tudo o mais que possa aleijar a capacidade de querer livre, sem arquétipos, sem modismos.

Tempos de pouca luz? (**)

Respondi-lhe:

Quanto à estupidez DOER, penso que dói mais em nós, e nos que têm olhos para ver pois, no caso, há condição de captar o objetivo ínsito nesse programa e outros análogos. Este fato, como escrevi alhures:dói forte, dói fundo e chega a arder no peito.
Nem se alegue Teoria da Conspiração qualquer que seja. Trata-se de orquestrada desintegração moral de um povo com objetivos nada esconsos e que ficaram claros no famigerado PNDH III.


Fecho este artigo, desejando que pensem a respeito de seu conteúdo.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha Rio de Janeiro, 06 de Janeiro de 2012





(*) http://mirnacavalcanti.wordpress.com/2013/01/06/bbb

(**) http://mirnacavalcanti.wordpress.com/2013/01/06/bbb/#comment-2380