LONDRES (AFP) ? Novos incidentes explodiram na madrugada desta segunda-feira 7 na Irlanda do Norte, poucas horas depois do início do diálogo entre representantes políticos e religiosos para acabar com os atos de violências recentes em Belfast. Desde quinta-feira, 70 pessoas foram detidas e 50 policiais ficaram feridos.

Tijolos, garrafas e coqueteis molotov foram jogados contra a polícia em várias ruas da capital, segundo a polícia.

Os confrontos começaram em 3 de janeiro, depois da decisão da prefeitura de Belfast, capital da província britânica da Irlanda do Norte, de não mais hastear de forma permanente a bandeira britânica.

Esta decisão controvertida provocou reiterados incidentes violentos, lançados pelos protestantes partidários da união da Irlanda do Norte com o Reino Unido.

A Europa vai prosperar. Mas o Reino Unido pode estar condenado a uma vida nas margens
Hino Nacional no esporte é coisa do passado

Segundo o balanço fornecido pela polícia no domingo, 52 policiais ficaram feridos desde o começo dos confrontos, e 70 pessoas foram detidas e 47 indiciadas.

O premiê da Irlanda do Norte, Peter Robinson, do Partido Unionista Democrático (DUP, protestante), considerou a violência "injustificável" e "vergonhosa".

"Os responsáveis prejudicam gravemente a causa que pretendem defender, e são manipulados pelos grupos dissidentes que buscam aproveitar as menores oportunidades para fazer suas aspirações terroristas avançarem", afirmou.

A Irlanda do Norte viveu 30 anos de violência entre protestantes unionistas e republicanos católicos partidários da unificação com a Irlanda, que deixaram 3,5 mil mortos.

Apesar do acordo de paz de 1998, que estabelece a divisão de poder entre católicos e protestantes, incidentes esporádicos ainda são registrados naquela província.



........................

Cá a PM de Alckimin mata uma duzia de pobres por noite e o povo não reage, nem tenta invadir o Palácio dos Bandeirantes.