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| | Obama e o império
"Change! Yes we not care".
Desde que Obama foi eleito presidente dos EUA a imprensa ocidental se desmanchou de elogios. Obama deixou de ser um homem para ser alçado à condição de mito. É claro que ele fez algumas "cagadinhas", como mandar fechar Guantanamo, não ser atendido e deixar de punir com rigor os militares que não respeitaram seu comando. Recentemente ele revogou a ordem, quer porque não seria mesmo atendido quer porque resolveu aceitar a existência do presídio infame como uma necessidade imperial. Foi nesta condição de mito que Obama pode fazer exatamente o que a elite norte-americana pretendia que ele fizesse: NÃO MUDAR NADA. O unilateralismo tradicional de Bush Jr. (invasão e ocupação de países estrangeiros por tropas norte-americanas) foi substituído pelo unilateralismo tecnológico de Obama (uso de Drones de combate para matar suspeitos e terroristas em potencial, incluindo crianças é claro). A preservação do império segue sendo a única diretriz da política externa norte-americana. Não digam que Obama fracassou. Foi exatamente para isto que ele recebeu polpudas verbas de campanha dos empresários comprometidos com o imperialismo gringo ou que dele dependem para seguir existindo. A mudança a que Obama se referia na sua campanha não era tal que pudesse mudar alguma coisa para o resto do mundo. Mudou a cor do habitante da Casa Branca e só. >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria
Obama Cá tem mais defensor de Obama do que nos EUA. Tristes trópicos diria Claude Lévi-Strauss.
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