Mais de 80 pessoas morreram e 160 ficaram feridas nesta terça-feira (15) em duas explosões na universidade da cidade de Aleppo, na Síria, em pleno período de provas, disseram o governador da província e um médico do hospital universitário da cidade.
A Síria vive uma guerra civil entre rebeldes e tropas leais ao contestado presidente Bashar Al-Assad, que já dura 22 meses e matou mais de 60 mil pessoas, em sua maioria civis, segundo a ONU (veja a arte no fim da matéria).
"O balanço do atentado terrorista, que teve como alvo nossos estudantes no primeiro dia de provas, chega a 82 mártires e mais de 160 feridos", afirmou o governador Mohammad Wahid Akkad.
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"Foram mais de 80 mortos e 160 feridos", confirmou um médico do hospital universitário de Aleppo.
A TV estatal classificou o ataque de "atentado terrorista".

Prédio da Universidade de Aleppo, segunda maior cidade da Síria, atingido por explosões nesta terça-feira (15) (Foto: REUTERS / George Ourfalian)
Rebeldes e regime rejeitaram a responsabilidade por este massacre.
Militantes contrários ao regime afirmaram que as explosões ocorreram devido a um bombardeio aéreo efetuado pelas tropas do regime, enquanto uma fonte militar síria assegurou que haviam sido provocadas por dois mísseis terra-ar disparados pelos rebeldes, que erraram o alvo e caíram no campus.
"Era o primeiro dia de provas. Estudantes e deslocados estão entre as vítimas", informou a agência oficial de notícias Sana.
A explosão causou danos na faculdade de Belas Artes e na de Arquitetura, indicaram estudantes.
Vídeos postados por estudantes mostram o pânico em um prédio universitário.
Alguns jovens choram em meio a escombros no solo.
Apesar dos combates, a Universidade de Aleppo abriu suas portas em meados de outubro. Ela está situada em um setor controlado pelo Exército.
Aleppo, segunda maior cidade do país, está dividida desde julho do ano passado em bairros rebeldes e outros em poder do Exército.
No início do inverno sírio, várias ONGs haviam relatado que cerca de 30 mil deslocados, que fugiam dos combates, haviam encontrado refúgio na cidade universitária.