"MENSALEIROS" PETISTAS DEVERIAM MESMO SER JULGADOS PELO STF OU OUTRO ORGANISMO INDEPENDENTE?

À exceção da esquerda "chapa branca", que ainda assim se dividiu entre a defesa de uma "condenação branda" ou a punição dos "mensaleiros" apenas pelo crime de "caixa 2" por parte do STF, o conjunto do espectro revisionista ("oposição de esquerda") advogou a mais severa e exemplar punição aos dirigentes petistas envolvidos no escândalo do "mensalão", seja pela via institucional do STF ou pela constituição de um "tribunal independente", organizado a partir de uma iniciativa política do próprio movimento operário. Segundo esta "concepção" que unificou desde o Morenismo representado pelo PSTU até as pequenas seitas revisionistas, já que as evidências de corrupção material dos "mensaleiros" petistas a frente do Estado burguês eram irrefutáveis, e de fato são incontestáveis, estes deveriam ser julgados por uma "questão falta de ética" na gestão do regime capitalista. Os marxistas leninistas pensamos de maneira frontalmente oposta a esta concepção democratizante e apologista de uma "ética" pequeno burguesa, que desgraçadamente impregna a esquerda que se reivindica "trotsquista". É uma verdade insofismável que a direção histórica do PT enveredou pela senda da completa degeneração programática e moral, estabelecendo acordos com a burguesia para assaltar o botim estatal, através de generosas comissões recebidas em cada transação comercial estabelecida entre o estado nacional e os grandes grupos econômicos privados, questão fulcral que, aliás, passou bem longe dos olhares "éticos" dos ministros togados do STF ou mesmo pela sórdida mídia "murdochiana". Mas, para os marxistas revolucionários a corrupção material dos "gestores" (gerentes) reformistas a frente da administração do Estado burguês não se trata de um "desvio ético" que deveria ser "julgado", nem mesmo por um "tribunal popular", a integração da esquerda reformista ao modo de produção capitalista e seu Estado (gerando corrupção) é uma regra histórica e deve ser respondida na arena da luta de classes e não em qualquer instância jurídica, mesmo que se constitua de forma independente. A corrupção no regime capitalista não é um fenômeno conjuntural, faz parte de sua estrutura de acumulação de valor e só poderá ser eliminada definitivamente pela via da revolução proletária e a consequente demolição radical de todas as instituições do Estado burguês. O contraponto que os comunistas estabelecem para a corrupção estatal generalizada não é da formação de "tribunais e julgamentos espetaculosos" como forma de educação das massas, mas sim a defesa da estatização dos meios de produção (para acabar com a farra da parceria "público-privada") e o planejamento soviético da nova economia socialista. A defesa desta plataforma propagandista (revolucionária) passou muito longe das "brilhantes" mentes da esquerda revisionista, que se dividiu entre a vergonhosa defesa da ofensiva reacionária do STF e a pudica reivindicação de um "tribunal popular" para julgar a quadrilha de Dirceu e Cia.

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