Sex, 23 de Outubro de 2009 16:52 Celebrações


Esse texto como pode se ver pela data já tem alguns anos mas permanece atual e informativo principalmente para desmentir os embustes dos falsos democratas da burguesia liberal atrasada, de sua imprensa cretina e forças armadas inúteis.


No dia 8 de outubro de 1967, Ernesto Guevara de la Serna, o Comandante Che Guevara, foi capturado próximo ao povoado de La Higuera pelo exército boliviano junto com outros combatentes revolucionários. Ferido e amarrado, levam-o, no dia seguinte, a uma construção onde funcionava uma escola, e, a mando do Tenente Coronel Ayoroa, Che é assassinado.


Passados 42 anos de sua morte, em cada país dominado, por onde Che passou ou não, o povo lembra sua história e continuam a existir jovens dispostos a lutar contra o imperialismo seguindo seu exemplo. Na história do Brasil existem muitos exemplos de jovens que, assim como Guevara, foram assassinados por lutarem contra a dominação principalmente dos USA sobre o nosso país e no resto do mundo isso também é uma realidade muito inspirada no destemido Comandante.

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Guevara foi e continua sendo exemplo para toda a juventude rebelde devido sua combatividade e abnegação para construir um futuro socialista. Ele não só negou seguir uma vida confortável quando decidiu aos 27 anos ser médico da guerrilha em Cuba, mas volta a optar por esse caminho quando, depois de mais de dois anos de combates nas selvas e vilas de Cuba e cinco anos em cargos importantes no governo, larga sua vida pública para se juntar a outros povos com objetivo de construir ?muitos Vietnãs? e expandir a revolução. Che volta a dura vida de guerrilheiro e morre como queria: lutando.


Na revista ?Até Sempre Camarada!? o MEPR teve a honra de homenagear esse grande camarada e discutir o motivo da derrota dos movimentos guerrilheiros que ele participou e dos que seguiram o mesmo caminho de luta armada. Infelizmente, Che não seguiu as lições sintetizadas pelo Presidente Mao Tsetung tiradas principalmente da Revolução Chinesa. Não aplicou a concepção científica militar do proletariado, a Guerra Popular Prolongada. Sem um Partido Comunista que compreenda essa concepção estratégica é impossível conseguir o mar de massas armadas para que o povo tome o poder e o proletariado triunfe. No entanto essa incompreensão não faz com que ele deixe de ser um grande exemplo de jovem comunista e herói para os jovens de todo planeta que lutam contra o imperialismo.


Os reacionários mataram Guevara, mas nunca poderão matar a rebeldia e a esperança que os explorados e oprimidos carregam. Isso se demonstra nas diversas guerrilhas revolucionárias que aos poucos tomam mais territórios e plantam, onde antes reinava o atraso e a miséria, um mundo novo em golpes que abalam as estruturas da velha ordem mundial. São as Guerras Populares dirigidas por Partidos Comunistas maoístas na Turquia, Índia, Peru, Filipinas, e outras inúmeras guerras de Libertação Nacional como no Iraque, na Palestina, e no Afeganistão que demonstram que o imperialismo é um tigre de papel e sempre que um povo se levantar em armas para enfrentá-lo poderá vence-lo como vem vencendo, batalha após batalha.


Essa realidade mostra que o caminho que Che Guevara seguiu até o fim de sua vida, o da luta armada revolucionária como único capaz de libertar os povos, continua vivo e causa desespero nos mais bem armados exércitos, como as forças armadas dos USA. Esses que tremem ao ver avançar os exércitos populares e desabar tudo que está podre são os mesmos que em outubro de 1967 comemoraram a captura e execução do camarada Che. Os imperialistas continuam e continuarão assassinando muitos revolucionários, mas se torna mais perceptível que seu reino de miséria, destruição, e assassinatos só pode durar até a inevitável chegada da primavera.