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| | O racismo como política de segurança
PM de São Paulo virou uma verdadeira usina de crimes num Estado nazistificado.
O comando da PM de São Paulo editou uma circular ordenando os soldados a abordar suspeitos e definiu o termo suspeitos como sendo "especialmente negros e pardos". Não há qualquer mal-entendido na circular. O texto é absolutamente claro. O que define o suspeito não é sua ação, mas sua cor ou raça. A discriminação em razão de cor ou raça é crime hediondo, sem fiança. Isto quer dizer o seguinte. Quem comete o crime pode e deve ser preso em flagrante delito e não tem o direito de pagar uma quantia para ser posto em liberdade (como ocorre nos crimes menos graves). O crime de racismo cometido pelo comando da PM de São Paulo está documentado. A circular foi emitida, distribuída e assinada pelo Coronel Ubiratan Carvalho Góes Beneducci. Ele é sem dúvida autor do crime de racismo e deveria ser preso imediatamente. Todos os oficiais subalternos e PMs que cumpriram a ordem ilegal também deveriam ser processados por crime de racismo. A ordem para abordar suspeitos em razão do critério de cor e raça é ilegal (pois o racismo é crime), portanto, não poderia ser cumprida. Os policiais tinham o dever de se insurgir contra esta ordem manifestamente ilegal. Os que o fizeram não podem ser punidos pelo comando. Mas aqueles que cumpriram a ordem criminosa, tornaram-se eles mesmos criminosos, co-autores do mesmo crime cometido pelo Coronel Ubiratan Carvalho Góes Beneducci. A violação em massa de direitos humanos pela PM de São Paulo já era um fato comprovado pela sua ação no Pinheirinho. Mas agora a situação se tornou ainda mais grave, porque há um documento oficial emitido pelo Comando da PM de São Paulo comprovante que a prática do crime de racismo faz parte do receituário de ação da tropa. Não há mais policiamento legal no Estado de São Paulo, porque todo o contingente da PM foi obrigado a cumprir ordens criminosas. A inversão de valores imposta pela ordem assinada pelo Coronel Ubiratan Carvalho Góes Beneducci transformou os agentes de segurança pública em criminosos raciais. Ocorre em São Paulo exatamente o mesmo que ocorreu na Alemanha nazista. O princípio "não matarás" prescrito pela Lei e pela moral foi transformado de tal maneira pelo III Reich, que com a adoção do plano de "Solução Final" acabou se transformando no princípio "matarás judeus" pois isto é legal e moralmente justificável. O comandante da PM de São Paulo transformou o preceito legal e moral "não discriminarás em razão da cor e raça" no seu oposto. Em razão de sua ordem manifestamente ilegal, imoral e criminosa, todos os negros e pardos que vivem no Estado de São Paulo foram transformados automaticamente em suspeitos e criminosos. E assim, os policiais que deveriam respeitar os princípios da "presunção de inocência" e da "igualdade de todos perante a Lei, independente de cor, raça, sexo, etc...", foram obrigados a transformar-se em criminosos. A nazistificação de São Paulo é evidente e intolerável. O Ministério Público Federal tem que tomar uma providência. Este caso documentado de violação em massa de direitos humanos, de desrespeito acintoso à Constituição Federal e da instituição do crime de racismo como política de segurança pública é extremamente grave. A questão não pode ser decidida pela Justiça Comum paulista, que se tornou SUSPEITA em razão de acoitar várias ações duvidosas do governador e da PM comandada por ele (como ocorreu no caso do Pinheirinho). A instituição do crime de racismo como política de segurança demanda uma severa ação da Justiça Federal mediante provocação do Ministério Público Federal. E é exatamente isto que os paulistas de bem exigem. >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria
Fábio, apenas mostre o documento Fábio, Apenas mostre o documento sem a tarja na frente. Caso contrário, você está difamando a PM-SP. É um documento de 21 de dezembro de 2012, portanto, bem recente. Na minha visão, acho muito difícil que um comandante tenha tido a coragem de colocar uma citação de cunho racial. Espero que você não amarele. AINDA SOBRE O CRIMINOSO E SEU MERECIDO CASTIGO Uma das linhas de defesa que os racistas estão usando para tentar inocentar o coronel que cometeu o crime de racismo e forneceu a prova escrita do mesmo é dizer: "o português é uma língua difícil, a ordem foi mal redigida e comporta dupla interpretação. Não há nenhuma falha ou erro na mensagem escrita e assinada pelo Coronel. Ela é racista e criminosa e o autor do crime não vai escapar de punição dizendo que é um ignorante, um idiota que não sabe usar a língua portuguesa. Este cidadão passou por uma escola de oficiais e tem nível universitário. Ele sabia exatamente o que estava fazendo quando redigiu a ordem. Ele queria instituir uma politica de segurança baseada na cor e raça, por isto designa negros e pardos como suspeitos (automaticamente suspeitos, para ser mais preciso). O coronel em questão cometeu crime de racismo, terá que suportar o CASTIGO. Caso contrário sua impunidade poderá resultar em graves distúrbios sociais. O mais engraçado desta circular criminosa é sua consequência dentro da própria PM. Por ordem do comando da PM de SP qualquer negro ou pardo pilotando viatura policial é suspeito ou criminoso em potencial. A ordem precisa, portanto, de um complemento para esclarecer que doravante apenas brancos poderão pilotar viaturas da PM. Mas e os policiais descendentes de japoneses? Como fica a situação deles, que não são nem brancos nem negros? O Presidente do STF/CNJ e o Presidente do TST, negros, são considerados automaticamente suspeitos pela PM paulista. Eles não tem nada a dizer sobre isto? Porque os jornalistas não foram entrevistar eles sobre a ordem criminosa do coronel paulista? Os sujeitos que comentaram este texto deveriam ser identificados e punidos pelo mesmo crime cometido pelo Coronel que defendem. Quem se alinha com quem comete crime de racismo ou faz apologia do crime que ele cometeu é tão racista quanto seu mestre (ou comandante). Equivoco Essa ordem de servico nao tem nada de racista, na verdade ela pede para patrulhar com vistas a um tipo de caracteristica fisica, poderia ser pessoas brancas, pardas, amarelas, temos que parar de achar que tudo e' racismo e preconceito. Precisamos evoluir e parar de sentir preconceito em tudo, sei que existe e tem que ser combatido, porem, nem tudo e' preconceito e o autor do artigo, esta muito enganado, pois o PM nao cometeu crime nenhum. É PATENTE O CRIME DE RACISMO Realmente, o crime de racismo está patenteado na circular da Polícia Militar... Patente está também por outro motivo. Para isso, aceno com um exemplo real. Acredito que, em 1980 ou 1981, o antigo Departamento de Assistência Judiciária do Diretório Acadêmico dos alunos da Faculdade de Direito de Osasco, da antiga FIEO, hoje UNIFIEO, promoveu uma excursão a um presídio de segurança máxima, localizado em Araraquara-SP, para que alunos conhecessem o funcionamento de tal estabelecimento prisional, então dirigido por Luiz Camargo Wolfmann, um dos mais experientes dirigentes de presídio à época. Já no local, uma estudante novata perguntou ao diretor do estabelecimento quais eram os problemas relacionados aos negros, deixando entender, adicionalmente, que o número de negros deveria ser maioria no sistema penitenciário. O diretor, em seguida, abriu um largo sorriso e disse que era o momento ideal para que todos conhecessem a realidade do sistema prisional e encaminhou todos a um salão. Ao abrir a porta, nos deparamos com um salão enorme, com paredes em círculo, cobertas por fotografias, que identificavam os presos no local. Ele pediu à estudante que contasse o número de negros nas fotos e logo atalhou, dizendo que o número de negros não chegava a vinte por cento dos aprisionados, ponderando, em seguida, que esse era um engano cotidiano da população, baseado em ignorância e preconceito, pois, segundo ele, os brancos cometem mais crimes que os negros, mesmo porque são maioria na população brasileira. Isso demonstra, cabalmente, que a polícia, ao priorizar as abordagens aos negros e pardos, tem suas ações dirigidas por fundamentos não científicos ou estatísticos, o que revela a precariedade de sua formação, sendo distitntivo da má prestação do serviço público por ela prestado, comprometendo a eficiência e a certeza, alguns dos atributos que devem orientar a atividade administrativa. Ora, ao enveredar pela via do engano e do simples preconceito, a atividade estatal desvia-se de sua finalidade e, ao priorizar os negros e pardos, deixa os brancos livres de censura prévia, podendo com isso incentivar a prática de atos ilícitos dos últimos, o que pode atingir as raias do crime de prevaricação... Como a circular é assinada por uma autoridade, investida de poder de mando, seus erros ou acertos vinculam a Administração Pública, o que no presente caso, como corrigenda, pode ensejar a abertura de um inquérto policial militar, procedimento cabível para a apuração de desvio de finalidade e apologia de crime. EQUIVOCO Ao contrário do que disse o defensor do criminoso, a ordem é absolutamente clara. A instrução institui como critério de suspeição a cor ou raça. Isto é racismo, sim. O crime cometido exige o castigo devido.
Aliás, o que o coronel criminoso dirá em sua defesa neste caso é irrelevante. A instrução racista foi dada por escrito e o documento foi subscrito por ele. Portanto, desta vez o criminoso só vai se safar da cadeia se provar que a assinatura dele foi falsificada(acho muito difícil isto ocorrer).
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