Consoante amplamente divulgado, o comandante da PM de São Paulo assinou uma circular esclarecendo que os "suspeitos" a serem abordados pelos policiais são especialmente negros e pardos. Por via de consequencia, devemos concluir que um homem branco (mesmo que esteja agindo de maneira suspeita ou cometendo um crime) não deve ser incomodado por policiais.

Em razão da circular criminosa, o policial deverá procurar e deter "o criminoso" não em razão de sua ação, mas em virtude de sua cor. Vem daí que numa ocorrência com brancos, negros e pardos, apenas os negros e pardos serão "preferencialmente" tratados como suspeitos. Os brancos gozarão da presunção de inocência, assim como os negros e pardos gozam da presunção de culpa por força da circular.

Um crime de racismo foi cometido. Há prova escrita do crime. O Estado não pode deixar de perseguir e punir de maneira exemplar qualquer criminoso. O fato do criminoso ser policial ou coronel é irrelevante, pois numa República todos estão da mesma maneira sujeitos à mesma Lei (apesar do referido racista acreditar que apenas negros e pardos são criminosos).

Uma das linhas de defesa que os racistas estão usando para tentar inocentar o coronel que cometeu o crime de racismo e forneceu a prova escrita do mesmo é dizer: "o português é uma língua difícil, a ordem foi mal redigida e comporta dupla interpretação.

Não há nenhuma falha ou erro na mensagem escrita e assinada pelo coronel. Ela é racista e criminosa e o autor do crime não vai escapar de punição dizendo que é um ignorante, um idiota que não sabe usar a língua portuguesa. Este cidadão passou por uma escola de oficiais e tem nível universitário. Ele sabia exatamente o que estava fazendo quando redigiu a ordem. Ele queria instituir uma politica de segurança baseada na cor e raça, por isto designa negros e pardos como suspeitos (automaticamente suspeitos, para ser mais preciso). O coronel em questão cometeu crime de racismo, terá que suportar o CASTIGO. Caso contrário sua impunidade poderá resultar em graves distúrbios sociais.

O mais engraçado desta circular criminosa é sua consequência dentro da própria PM. Por ordem do comando da PM de SP qualquer negro ou pardo pilotando viatura policial é suspeito ou criminoso em potencial. A ordem precisa, portanto, de um complemento para esclarecer que doravante apenas brancos poderão pilotar viaturas da PM. Mas e os policiais descendentes de japoneses? Como fica a situação deles, que não são nem brancos nem negros?

O Presidente do STF/CNJ e o Presidente do TST, negros, são considerados automaticamente suspeitos pela PM paulista. Eles não tem nada a dizer sobre isto? Porque os jornalistas não foram entrevistar eles sobre a ordem criminosa do coronel paulista?

Os sujeitos que comentaram este texto deveriam ser identificados e punidos pelo mesmo crime cometido pelo Coronel que defendem. Quem se alinha com quem comete crime de racismo ou faz apologia do crime que ele cometeu é tão racista quanto seu mestre (ou comandante).