E quando o Tatu-Bola for embora os Elefantes Brancos ficarão!

Daqui a mais ou menos 500 dias o Brasil dará inicio a um dos maiores eventos esportivo-turísticos do mundo, mas não irei comentar sobre os atrasos nas obras, nas 12 cidades sedes (Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) que vão aeroportos, mobilidade urbana, estádios, hospedagem e segurança. Nem tudo é motivo de preocupação e acreditem muitas obras não ficarão prontas.

O Tatu-bola pode estar extinto em 50 anos, segundo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), mas por enquanto ele foi escolhido como mascote da Copa do Mundo de 2014, o Fuleco e os Elefantes brancos, chamamos para toda grande obra pública que tenha utilizado uma grandes soma de investimentos e que por falta de planejamento, tornou-se um enorme problema, as vezes a ponto de não sair nem do papel. Os elefantes brancos geralmente estão relacionados ao uso negligente do dinheiro público, ao desvio de verbas e fraudes, mas também podem acontecer por erros técnicos das empreiteiras e do projeto determinado pelo governo.

O que acontecerá com as grandes obras no Brasil depois da Copa? Depois do grande fluxo de turistas nas cidades sedes? Depois do esvaziamento dos hotéis? Será que o povo brasileiro vai ser reembolsado? E Depois?
Algumas dessas cidades não têm tradição em realizar grandes clássicos de futebol e nem tanta circulação em seus aeroportos, ou seja, elas terão que conviver com grandes Elefantes Brancos a exemplo das cidades Africanas que sediaram a Copa 2010.

Manaus, Cuiabá e Brasília, por exemplo, não tem grandes times de futebol e vivo me questionando por que não escolheram Belém para uma das sedes, pois sues grandes times de futebol (Remo e Paysandu) costumam colocar no velho estádio do Mangueirão mais 45.000 (Quarenta e cinco mil) pessoas em seus jogos. A resposta é que não houve avaliação e estudos para a escolha e sim a politicagem e o lobbismo escolheram as sedes!

Majoritariamente os valores utilizados para o evento é dinheiro público.

Aeroportos - As obras de construção e reforma nos aeroportos das 12 cidades-sede deverão ficar prontas um pouco antes do início da Copa do Mundo, preocupação já manifestada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na metade do ano passado.
Mobilidade urbana - A movimentação de estrangeiros e brasileiros pelas cidades sede deverá ser bem complicada. Em janeiro de 2010, quando anunciaram a Matriz de Responsabilidades da Copa, os governos federal, estaduais e municipais pretendiam realizar 50 obras de mobilidade urbana orçadas em quase 11,5 bilhões de reais. Entre elas estavam a construção de monotrilhos, metrôs de superfície e corredores exclusivos de ônibus nas cidades sede. Cidades como São Paulo, Brasília e Manaus já informaram que não vão conseguir finalizar até junho de 2014 as grandes obras de mobilidade previstas.

Estádios - As obras dos estádios de Natal (43%), Manaus (47%) e Cuiabá (50%) são motivo de preocupação e precisam andar mais rápido para que fiquem prontas até o início da Copa do Mundo. Entre os demais estádios programados para receber os jogos da Copa do Mundo, as arenas de Porto Alegre (52%), Curitiba (55%) e São Paulo (58%) estão dentro do prazo e são tocadas pela iniciativa privada.
As outras seis arenas vão ser testadas já na Copa das Confederações, em junho deste ano. Dois estádios já foram inaugurados: o Mineirão, em Belo Horizonte, e o Castelão, em Fortaleza. Já os estádios de Brasília (85%) e Salvador (80%) devem ficar prontos em abril. O estádio do Recife é o mais lentinho na preparação para a Copa das Confederações, com 70% das obras realizadas.
O Maracanã, com 85% das reformas prontas, merece um acompanhamento mais cuidadoso. O prazo para a conclusão das obras foi ampliado e o estádio deve ficar pronto até o final de maio.

Hospedagem - Entre as 12 cidades-sede, as capacidades das redes hoteleiras do Rio de Janeiro e do Recife são as que mais preocupam. A organização do Mundial calcula que 600 mil visitantes estrangeiros e cerca de 2,1 milhões de brasileiros deverão circular pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. Cerca de 3,2 bilhões de euros necessitam ser investidos na rede hoteleira no Brasil, mas não em consequência da Copa do Mundo.

Segurança - A exemplo do evento Rio+20, realizado na cidade do Rio de Janeiro, as 12 cidades sede da Copa do Mundo deverão receber reforços do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que vão se somar aos contingentes das polícias militares e federal para garantir a segurança do evento. A verba destinada para o setor é de cerca de 1,8 bilhão de reais. É muito provável a realização de acordos entre o governo e os chefes do crime organizado para diminuir a criminalidade como ocorreu no Rio+20.

Bem e depois que tudo isso passar o Brasil vai voltar a ser Brasil e desculpa Tatu-bola por terem colocado esse nome tão Fuleco!