Todas as redes sociais têm tido papel preponderante na defesa de direitos inalienáveis dos homens. Usemo-las.

Tenho notado que alguns confundem FATALIDADE com TRAGÉDIA. Nada mais errado, pois uma é obra do ACASO. A última, do DESCASO dos que descuram de suas obrigações.

Dia desses, em rede social li afirmação confusa e improcedente sobre a tragédia ocorrida no sul do Brasil: Escrevera a pessoa: Não posso condenar ninguém; tampouco rede social é para buscar-se culpados. O diabo é que condena. Deus é misericordioso...

Tal asserção, mesmo piedosa e digna de respeito, no entanto, mistura conceitos e carece de fundamentos legais.

Explico: o Direito, em linhas gerais, de forma simples, mas não simplista, enfeixa normas de conduta social, com o objetivo de colocar sob parâmetros a nação (entenda-se: POVO). Esta organização de determinativas comportamentais tem como finalidade manter a paz, a segurança e o respeito entre e para os cidadãos. O desrespeito às mesmas, leva à punição dos que as violam. As leis emanam geralmente do Poder Legislativo e devem ser garantidas pelo Estado.

Isto posto, e voltando à afirmação - motivo deste artigo - por questão de personalidade, ao lê-la, respondi-lhe: negligências inaceitáveis causaram as mortes prematuras. Triste é a realidade: falta nos corações sentimento de humanidade. E mais escrevi posteriormente: Deus é a suprema JUSTIÇA, o Juiz dos juízes?

Lembro, por oportuno: todos os movimentos históricos que deram origem a grandes mudanças para a sociedade humana, nasceram de fatos que a tocaram profundamente (leia-se, entre outros anteriores a eles, SPENGLER, TOYNBEE, etc)...

Ressalte-se: atualmente conectam-se às redes sociais número crescente de pessoas cujas ações revelam que, com uma rapidez fantástica, movimentos são iniciados diuturnamente em busca do que a maioria necessita. São artigos, abaixo-assinados online e o mais...

Portanto, ao contrário do que a respeitável figura escreveu é este o momento, sim, de buscar-se os culpados, para que situações como a de Santa Maria não mais se repitam. E toda a mídia disso deveria cuidar - incluindo-se, por óbvio, as redes sociais. Atente-se: CONDENÁ-LOS, só os tribunais, cujos estudarão as provas todas que vierem a ser acostadas aos autos.

TODAVIA, cabe não só à sociedade civilmente organizada, mas ainda aos cidadãos todos revelarem sua indignação sobre fatos que tais e usando os meios de comunicação ao seu alcance, vez que há liberdade de imprensa. Não devemos tentar tolhê-la sob argumento qualquer que seja. Graças a ela, a comoção pública mundial tem sido tal que, não só no Brasil, mas em outros países, estabelecimentos que comportam grande número de pessoas estão sendo alvo de fiscalizações preventivas e muitos mesmo serão fechados até que possam oferecer segurança aos seus frequentadores?

Sim, amigos leitores! Quando nossos direitos - ou de nossos semelhantes - são vilipendiados, toda a hora é hora, todo o lugar é lugar, para que elevemos alto e forte nossas vozes..

Inexiste direito maior do que o direito à vida.



Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha. Rio de Janeiro, 31 de Janeiro de 2013