Há algum tempo, venho dialogando nos bares e em rodas de amig@s, um conceito que vem se consolidando ainda mais, a elitização do futebol. Porem, ao ver no dia de hoje, o mais importante clássico do futebol mineiro, ao olhar os rostos dos torcedores no Mineirão, percebi o peso da perda de um esporte que começou para as grandes elites, tornou-se popular e hoje nada mais do que sua prática um espelho das elites.

A Elitização, contudo não está no ato de ir ao estádio, mas em todo espaço circular a temática futebol, no valor das camisas e demais materiais esportivos, no acesso ao futebol televisionado, cada vez mais nas tevês pagas, no valor dos produtos e consolida-se agora não apenas no valor dos ingressos, mas em todo estádio (do estacionamento até o preço da água).

Não mudaram apenas os rostos, mas as possibilidades das classes populares em acessar mais uma atividade de lazer. Já está fadado aos pobres o acesso ao cinema, aos clubes, aos parques e agora os estádios, estes um dia foram principais opções de lazer, hoje apenas enquadram como desejo estabelecido.

Portanto, as formas de construção, no caso do Futebol, continuam no financiamento do poder público, o Mineirão custou aos cofres estaduais 600 milhões e foi ?privatizado?, ou melhor, a moda é mudar o nome, foi feita uma PPP. Para ser menos sarcástico, como diria Alejandra Pastorini não mudou o problema e sim a roupagem. O estado financia com recursos públicos, porem o lucro torna-se privado assim como seu acesso.

Nem tão longe se encontram o estádio Independência, o estádio doado ao Corinthians pelo governo de São Paulo, quanto os sonhos de milhares de torcedores que um dia sonhavam estar perto de uma paixão ainda nacional. Porem esta paixão hoje está distante dos olhos e cada dia mais perto de quem apenas se enriquece com o Futebol. Um país em que subjulga todas as outras categorias esportivas, distancia-se cada vez mais de sua única consolidação popular.