O ex-militar Chris Kyle, conhecido como o franco-atirador mais letal da história recente dos Estados Unidos e responsável por mais de 150 mortes, foi assassinado ontem em um campo de tiro no Texas, informaram autoridades americanas neste domingo. Kyle, de 38 anos, foi assassinado a tiros junto com outro homem identificado como Chad Littlefield, de 35, na tarde de sábado em um campo de tiro em Glen Rose, de acordo com o Departamento de Segurança Pública do Texas.

A polícia deteve pouco depois Eddie Routh, de 25 anos, como suspeito de ambas as mortes. Kyle fez parte da unidade de elite Seal da Marinha americana e combateu no Iraque, onde matou pelo menos 150 insurgentes entre 1999 e 2009, segundo números oficiais do Pentágono, embora ele assegurasse que foram mais de 250.

Após deixar a Marinha em 2009, ele escreveu um livro, American Sniper, no qual relata seus dias como atirador de elite. No livro, publicado no ano passado e que esteve na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, Kyle conta que os insurgentes iraquianos lhe deram o apelido de "diabo" e ofereceram uma recompensa por sua cabeça.

No ano passado, em entrevista à revista Time, o ex-militar defendeu seu trabalho no Iraque e argumentou que matar insurgentes significava salvar a vida de muitos de seus companheiros.

"Na primeira vez, você nem sequer tem certeza de que pode fazê-lo (matar). Mas eu não estava lá olhando essas pessoas como pessoas. Não me perguntava se tinham família. Só estava tentando manter meu pessoal a salvo", disse nessa entrevista.

Quando jovem, Kyle foi vaqueiro no Texas e começou a atirar ainda criança, quando saía para caçar com seu pai.