Todos sabem o que está ocorrendo na PUC. A reitora escolhida a dedo pela Cúria Metropolitana foi afastada do cargo por ordem judicial  http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/justica-de-sao-paulo-afasta-reitora-da-puc-sp. Entretanto, a ditadura da Igreja na PUC está apenas começando.

Nos últimos dias a instituição tem sido visitada por um exército de batinas. Um representante do Vaticano veio ao Brasil inspecionar a entidade. Um Coronel da PM acompanhou as vistorias. A estranha presença de um oficial da PM na PUC indica claramente que o executivo do Estado laico de São Paulo fechou algum tipo de acordo espúrio com a Igreja (o acerto deve ter sido feito numa reunião da Opus Dei, da qual Alckimin faz parte segundo dizem).

Para melhor prender os alunos dentro da PUC ou evitar que a universidade fique aberta à comunidade (ou facilitar a repressão policial dentro e fora da universidade, quem sabe) uma pequena alteração foi feita na Portaria da instituição. A modificação tem um efeito prático e simbólico.

O arame farpado colocado em cima da Portaria e deixado bem visível demonstra que a PUC não é mais a mesma universidade ou que ela não é apenas uma universidade. A PUC é propriedade privada da Igreja e como tal será administrada. Mais do que isto, demonstra a disposição da Cúria Metropolitana de isolar a universidade da cidade, como se lá fosse uma ilha de educação religiosa cercada pecado por todos os lados.

O próximo passo será colocar soldados com fuzis no portão?

A questão foi submetida ao Analista de Bagé, que sem pestanejar disparou após tomar um gole de chimarrão:

"Arame farpado na cerca é indício certo de falta de pica na cama, tchê"!

Quem é que vai se candidatar a enfiar a pica naquela velha frustrada que pretende ser reitora da PUC contra ordem judicial? E por falar em ordem judicial uma outra coisa precisa ser dita. Descumprir ordem de Juiz é crime, portanto, a reitora que mandou fazer aquela merda na portaria deveria ser presa.