| Em defesa da Petrobrás, dos petroleiros e do Brasil Por emanuelcancella@uol.com.br 04/02/2013 às 21:00 A Petrobrás não aumentava o preço de derivados de petróleo para os consumidores desde 2005. Nenhuma empresa prestadora de serviços e de produtos faz isso pelo país. Ao contrário, todas elas já garantem em contrato pelo menos o repasse da inflação prevista no ano. A maioria vai muito além da inflação. Inclusive os ônibus, cujo principal insumo é o diesel, que permaneceu com preço congelado nos últimos cinco anos, têm o hábito de reajustar os preços anualmente e acima da inflação.
Para a Federação Nacional do Petroleiros (FNP) não deveria haver aumento dos combustíveis. A federação defende que o governo reveja a formatação dos preços. Por exemplo, o posto de gasolina ganhar oito por cento de remuneração por litro vendido é um absurdo. Nenhuma aplicação financeira dá esse retorno. Antes do reajuste, a Petrobrás vendia a gasolina a R$ 1,05 na porta da refinaria para as distribuidoras que revendiam o produto nos a não menos que R$ 2,80: todo o excedente é cobrado do consumidor na forma de imposto para União, estados e municípios.
Esses percentuais deveriam ser revistos inclusive para gerar recursos financeiros para a Petrobrás, que depois de 13 anos de sucessivos recordes de lucros e de produção teve prejuízo no último trimestre. A revisão dos preços dos combustíveis poderia até reduzir o preço do diesel para o transporte coletivo, pois o cidadão já gasta em mobilidade urbana, na ida e volta do trabalho, metade de um salário mínimo. Além disso, te preciso rever o preço do gás de cozinha. No interior do Brasil, muitas donas de casa de baixa renda já substituem o gás de cozinha pela lenha e o carvão, em virtude do preço do botijão de gás.
Aumentar simplesmente o preço da gasolina e do diesel como fez o governo vai fazer subir o custo de vida da população já que, infelizmente, a maioria do transporte de passageiros é rodoviário assim como o frete de alimentos. Com esse aumento ganham os acionistas e os empresários do setor e quem paga a conta é a sociedade.
Por outro lado, a Petrobrás não pode ser sacrificada. Os incentivos que facilitaram a compra de automóveis aumentaram os prejuízos da empresa que já estava arcando com perdas, ao repassar a gasolina, com o preço congelado, algumas vezes sendo forçada a importar a preços de mercado, até ajustar-se à nova demanda.
Também é preciso entender que o prejuízo da Petrobrás não é conseqüência apenas da defasagem entre o custo de produção e o preço congelado. É fruto de uma grande armação contábil para justificar, o aumento dos combustíveis, os leilões de petróleo e a nova modalidade de traição dos interesses nacionais, o desinvestimento, criado pela presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, e também para justificar a diminuição da PLR dos petroleiros em 60%.
Os acionistas não podem, por lei ter seus dividendos diminuídos, a alta administração da companhia como sempre vai ganhar bônus milionários e a maioria esmagadora dos trabalhadores da Petrobrás assim como a sociedade mais uma vez pagam a conta.
Email:: emanuelcancella@uol.com.br >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Acho que o postante escreve sobre a Petrobrás, com uma nítida visão de viseira. Temos que considerar alguns pontos importantes, que dizem respeito a gestão de Sérgio Gabriele e do ex-Presidete Lula.
1. Há uma compra bastante nebulosa de uma refinaria nos EUA, que foi comprada por U$ 40 milhões dólares e vendia a Petrobrás por mais de U$ 1 bilhão dólares. A Petrobrás deveria vir a público explicar. O MPF e TCU já estão no caso. Isso comprometeu as ações em bolsa e os resultados contábeis de 2012.
2. A refinaria de Abreu e Lima em Pernambuco, com um parceria que nunca ocorreu com a PDVSA da Venezuela, teve orçamento inicial de U$ 2 bilhões de dólares e hoje já estima-se na casa de U$ 20 bilhões de dólares. Os senhores Gabriele e Lula deveriam também explicar este assunto. Isso também comprometeu as ações em bolsa e os resultados contábeis de 2012.
3. O governo não ofereceu linhas de crédito para a renovação e melhoramento de produtividade das áreas de plantação de cana-de-açúcar, no sentido contrário ao grande consumo de combustíveis, devido ao aumento na venda de veículos. Continuamos patinando no planejamento de médio e longo prazo. Se somarmos a queda de produção de petróleo e aumento da importação, mais redução da área plantada de cana-de-açúcar, mais preço do açúcar em alta, o resultado é pressão nos preços dos combustíveis diretamente ao consumidor.
4. Houve aumento de preços da gasolina, mas foi anulada pela redução da Cide/Combustível - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico.
5. Todo investimento em petróleo em qualquer lugar no mundo é de longo prazo. Pode levar de 10 a 15 anos, dependendo da complexidade. Uma decisão errada hoje, trará consequências para o amanhã para o bolso do consumidor e para o Tesouro Nacional.
Há muito mais coisas que o sindicalistas postante deveria ter conhecimento, em vez de estar passando mico e assinando embaixo de políticas populista levado a cabo de seu mestre Lula.
 | Algumas questões não foram esclarecidas: por que no Brasil, onde há aparentemente há uma empresa petrolífera de ponta, o preço da gasolina é mais caro do que na Argentina e no Uruguai, por exemplo? E por que que, apesar de baixar o valor do barril de petróleo, o preço da gasolina aumenta? Por que a Petrobrás, aparentemente uma empresa superavitária, contraiu empréstimos bilionários junto a bancos chineses? Por que Dilma, ao saber da má administração de Sérgio Gabrielli na presidência da Petrobrás, quando este deu desfalque de mais de 1 bilhão de reais, apenas demitiu este, sem tentar reaver o dinheiro desviado da empresa? Estas perguntas ficam sem resposta. Se foi na gestão de Gabrielli que se descobriu o pré-sal e também foi realizada a maior capitalização do planeta, por que ele foi substituído pelo governo Dilma? E por que Dilma não foi cobrar o rombo de 1 bilhão que ele causou na Petrobrás? Ou essa informação é mentirosa? Gasolina brasileira: a mais cara e de pior qualidade do planeta, mesmo misturando 1/4 de álcool. Tem coisas que só o estado faz por você.
E viva a Petrobosta, antro dos Pellegões, Lullões e Dillmões oficialistas de merda! Sr. Cancella
Para seu governo, não sou Tucano. Sou apenas um cidadão antenado com o que o PT e seu populismo barato, está trazendo de prejuízo aos cofres públicos, através da Petrobrás e de certos "cumpanheiros" que estão delapidando o patrimônio público brasileiro.
O Sr. anda muito mal informado, talvez intencionalmente, fazendo parte desse circo PT+PMDB+Sarney+Renan+Maluf+Mensalão+Dólar na Cueca+etc.
O que o PT, cumpanheiros e pelegões tem insistido em fazer é tapar o sol com uma peneira. A peneira são os bolsas qualquer coisa e o sol é tudo aquilo que se pode tirar de vantagens dos cofres públicos. Só para mencionar que o autor não respondeu a todos os questionamentos do texto Petrobrás. Aqui no CMI é assim: criticou o PT ou Governo, já é taxado de tucano. Não sei o que tem a ver uma coisa com a outra.
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