Contratado como estagiário, meu sobrinho Paulo recebia menos de um salário mínimo, mas fazia um bom trabalho. Sempre contava das coisas que fazia, e dos novos negócios que ele abria para a empresa dele quando conversava ao telefone com antigos clientes empresariais que estavam há muito ignorados.

Os novos negócios descobertos pelo Paulo certamente vão render alguns bons milhares de reais para a empresa, mas a recompensa dele foi o desligamento do estágio. Afirmaram que já haviam dispensado uma menina e que ele era o próximo porque a empresa estava ''cortando gastos no orçamento'', como se a ninharia que ele e a menina recebiam fizesse falta. E lá se foi Paulo porta afora da empresa, enquanto os porcos vão economizar uns trocados e daqui a uns meses vão encher os bolsos com o dinheiro que chegará até eles graças ao trabalho do estagiário renegado.

Conto essa história triste porém real para demonstrar a vilania dos empresários, de como essa gente é falsa e não merece nada além de ter seus bens devidamente expropriados e divididos entre o povo.

Valores como gratidão, honra e justiça não existem para os canalhas engravatados, pois tais valores são imateriais e não podem ser convertidos no vil metal.