E em 2012 não foi diferente: as agressões e manifestações de intolerância seguiram e seguem existindo em suas diversas formas, seja em casos de violência física, seja por meio de pichações, panfletos, cartazes de rua, ameaças, sites e redes sociais, e ainda por meios políticos e institucionais.
Mas existem outras faces desta mesma problemática. Para além da atuação destes grupos de skinheads nazi-fascistas, integralistas e de extrema-direita, o ano que se passou foi pautado também por políticas racistas de genocídio e extermínio da população negra, pobre e periférica, criminalização da pobreza, higienização social, incêndios intencionais em favelas localizadas em terrenos sob risco de reintegração de posse, extrema violência policial contra moradores/as de ocupações sem-teto e favelas, opressão e massacre dos povos indígenas e quilombolas e suas terras por interesse de latifundiários, capitalistas e do Estado, inúmeros casos de feminicídio (assassinato, massacre e extermínio de mulheres), tráfico e escravidão de mulheres e crianças, dentre outros. Enfim, trata-se de políticas fascistas legitimadas pelo poder estatal e policial, que usam de argumentos como a Copa do Mundo ou o controle da criminalidade, por exemplo, para colocar em prática suas ações genocidas e racistas.
Se o fascismo e a intolerância estão aqui, presentes em nossos cotidianos, vamos combate-los!
E acreditamos que este combate está muito além do que alguns grupos propõem quando falam em uma suposta ´luta anti-fascista´, caracterizando-a como se fosse uma briga de gangues nas ruas.
Propomos um combate amplo, que reúna os diversos movimentos sociais que estão atuando em seus respectivos focos de luta. Racismo, homofobia, transfobia, lesbofobia, machismo, genocídio da população, gentrificação, violência policial e tantas outras questões se inter-relacionam, e acreditamos que quanto maior nossa articulação popular, mais forte será nosso combate!
A Luta Contra o Fascismo É A Luta Pela Liberdade!
* O Fevereiro Anti-Fascista surge após um emblemático caso de agressão de grupos nazi-fascistas em São Paulo, quando em fevereiro de 2000, o adestrador de cães Edson Neris é morto a chutes e golpes de soco inglês por dezenas de Carecas do ABC na Praça da República. Este ato de extrema intolerância, motivado unicamente pela orientação sexual de Edson, gerou mobilizações de diversas entidades lgbt e de defesa dos direitos humanos e, também, de agrupações anarcopunks e libertárias. É a partir deste ano que começa a ser anualmente organizada esta Jornada Anti-Fascista, que se inicia como uma manifestação para, nos anos seguintes, tornar-se um mês de atividades culturais e políticas sobre a questão.Durante todos estes anos foram organizadas uma série de atividades envolvendo atos públicos, panfletagens, debates, palestras, exposições, apresentação de bandas, exibições de vídeos e sobretudo a denúncia das ações intolerantes praticadas por grupos nazi-fascistas e skinheads. Todas essas atividades sempre foram organizadas em conjunto com a participação de diversas entidades da Sociedade Civil, como ONGs, movimentos sociais, grupos culturais e etc. Ultrapassando os limites de São Paulo, anarcopunks de outras localidades passaram também a organizar atividades anti-fascistas durante o mês de fevereiro.
Para entrar em contato e saber mais escreva para
map.sp@anarcopunk.org ou acesse www.anarcopunk.org/mapsp Movimento Anarcopunk de São Paulo
Anarquistas Contra o Racismo
Coletivo Anarcopunk Diversidade

